Início > Pessoal > Uma terça-feira qualquer

Uma terça-feira qualquer

Por Jacques

xmen

Em uma tarde de terça-feira na mansão dos X-men; Fera, Homem de Gelo e Noturno assistem tv na sala quando subitamente a parede atrás deles explode e por trás da fumaça e da poeira dos escombros surge Magneto, que, num tom triunfante, fala:
– Preparem-se lacaios dos humanos! Eu vim até aqui para destruí-los de uma vez por todas para que parem de interferir em meus planos! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
– Magui! Mas que surpresa! Olha, longe de mim querer cortar o seu barato de destruir paredes e tocar o terror, etc… Mas você podia ter usado a campainha, sabia? E quando o professor Xavier ver o que fez dele… Hmm… Acho que ele vai ficar com tanta raiva que vai ser capaz de te deixar como QI de um torcedor do Marília…
– Indubitavelmente meu colega Robert Drake está coberto de razão… Nosso supracitado mentor certamente não verá com agrado a destruição gratuita e injustificada de parte de sua residência que foi erguida com o esforço deveras honroso de seus ancestrais que há muito deixaram de exercer suas funções vitais básicas… Vós aconselho, senhor Eric Magnus Lensher, a utilizar suas capacidades mutantes inatas para devolver o local presentemente fragmentado a seu status anterior de indiscutível harmonia estética…
– Hmm… Ele sempre fala desse jeito ou é o pavor desmedido falando por ele?
– Ahh… Isso não é nada, Magneto… Tem que ver quando ele assiste “Arquivo X” enquanto bebe refri light e come pipoca doce… Aí ninguém agüente…
– Sim, Herr Drake… Nesses momentos nem eu o entendo… E olha que falo alemão e leio a Bíblia! Ach…
– Muito bem então… Devido às capacidades cognitivas limitadas dos aqui presentes, restringirei meu vocabulário às expressões coloquiais básicas comumente usadas em diálogos informais…
– O quê, Hank?
– Eu vou falar de forma mais simples, Bob!
– E porque não disse logo?
– Foi o que eu acabei de dizer, Oras!
– Olhem aqui, X-Men, sem querer interrompê-los, mas eu vim até aqui para aniquilá-los da forma mais épica e espalhafatosa possível, para que esta batalha fique para a história e todos aprendam que não se deve desafiar o mestre do magnetismo…
– Ah é? Pois eu, Robert Drake dos X-Men, o desafio, Magneto, para uma partida de “King of Street Fighter”!
– Não é esse tipo de desafio a que eu me refiro, tolo! Eu estou falando de um desafio mais sério…
– Ah… Sei… Então vamos jogar “Call of Battlefield II”! É bem mais sério e os gráficos são melhores…
– Não me rebaixarei a jogar nenhum telejogo desprovido de significado! Eu almejo a dominação do mundo e você quer que eu perca meu tempo com bobagens?
– Tudo bem, tudo bem… Se não sabe jogar é só dizer, não precisa fazer mais escândalo do eu travesti com menstruação psicossomática… Telejogo? Cara, mas tu é velho mesmo, hein?
– O Bob aqui quis dizer “idoso”, não é mesmo?
– Não, não, Hank… Eu quis dizer “velho” como sinônimo de múmia, caquético, antiguidade, pré-cambriano…
– Pré-cambriano? Onde aprendeu este termo, Bob?
– Ora essa… No “Mythologic Channel”! Onde mais?
– Ah… É óbvio… Não é de admirar que um iletrado como você se interessa por frivolidades inexistentes…
– Como assim “inexistentes”, meine freunde? E o nosso amigo Anjo?
– Eu já te disse que ele não é um anjo de verdade, Kurt!
– Como assim não é de verdade? Se ele tem asas e faz milagres, então é um anjo de verdade, sim!
– E que milagres ele já fez, além de fazer parte de um grupo de mutantes superpoderosos apenas com o poder de voar?
– Ele consegue fazer com que aquelas asas enormes desapareçam por debaixo da roupa! Se isso não é um milagre, então eu não sei o que é…
– Milagre vai ser eu agüentar vocês por mais tempo… Será que não vêem que estou aqui para exterminá-los da mesma forma com que os nazistas exterminaram meu povo?
– Que povo? Os velhotes que usam capa roxa e baldes na cabeça? Acho que os nazistas tiveram êxito em acabar com vocês porque não se vê muitos de vocês por aí…
– Eu me refiro aos judeus, Drake! E não é um balde! E sim um elmo para me proteger…
– Dos nossos telepatas que fritam o cérebro! Ah, agora me lembrei porque a gente sempre te derrota!
– Sim… De fato… Mas não há nenhum de seus telepatas aqui no momento, há?
– Bom… Agora, agora… Nesse exato momento… Não…
– Pois é… Tudo parte de meu plano… Emma Frost, Jean Grey e Elizabeth Bradock ganharam uma tarde grátis no cabeleireiro e Charles Xavier…
– Foi fazer compras no supermercado de onde recebeu um cupom de descontos que vencem hoje… Ah… Você sabia que ele não resiste a descontos, não é?
– Sim, Hank McCoy! Eu conheço Charles desde a época em que o Iggy Pop usava camisa… Ele não se importa em gastar milhões de dólares em maquinário de treino que será reduzido a cacos em segundos, mas faz questão de comprar as marcas mais baratas de gêneros alimentícios… Vai entender… Sendo assim, a probabilidade de um de seus telepatas vir em seu socorro é a mesma do Tim Burton fazer um filme sem o Johnny Depp…
– Hmm… É… Está certo… Mas que tipo de anfitriões somos nós? Pode se sentar, senhor Eric, e Kurt, por favor, traga um chá para nosso convidado…
Noturno se teleporta e enquanto Magneto tosse por causa da fumaça, o Fera fala calmamente para ele:
– Não se preocupe. Acontece com todos da primeira vez. È o enxofre.
– Argh! E depois dizem que são os vilões que fedem! Mas obrigado pela gentileza, McCoy.. Por causa disso eu vou matá-lo por último!
– Aahh… Obrigado… Eu acho… Mas nos diga como é que pretende subjugar a humanidade… Não vai ser com programas de computador que não funcionam?… O Bill Gates já utilizou esse estratagema deveras pérfido… E aproveite para tirar o elmo, já que se livrou de nossos telepatas de forma tão brilhante…
– É… Bem pensado… Esse negócio é mais desconfortável do que cinto de castidade… Eu vou… Ahá! É o que você quer que eu faça, não, McCoy? Aposto que tem algum telepata escondido por aqui só esperando para eu baixar a guarda…
– Com perdão do trocadilho, Eric, mas vocês da velha guarda nunca baixam a guarda! E não se preocupe, não sobrou nenhum telepata para fazer neurônio gratinado…
– Hmm… E como é que eu vou saber se está dizendo a verdade, McCoy? Mutantes telepatas são iguais às execráveis bandas emo! Toda semana surgem quatro ou cinco… Mas respondendo a sua pergunta, depois de subjugar os X-Men, eu pretendo disseminar o caos mundial liberando alguns PEMs [pulsos eletromagnéticos] em locais chave e assumindo o controle através do medo… Acho que vai dar certo, afinal, deu certo com a igreja católica…
Subitamente, Noturno se teleporta na sala e Magneto tampa o nariz com os dedos. Irritado, Noturno fala:
– Olhe aqui, Herr Lensher, a religião me ensinou a perdoar as pessoas que me maltrataram devido à minha aparência e ela me dá forças para seguir em frente…
– Ah, é, Kurt? Pois eu pareço um ewok azul que cresceu demais na fôrma e não preciso de nenhuma religião para me conformar com isso…
– Eu acredito que você seria mais feliz se tivesse deus no coração, Hank!
– Eu não preciso de Deus nenhum para tratar as pessoas bem, Kurt!
– Pois eu ainda acho que…
Nesse momento, Homem de Gelo se coloca entre Kurt e Hank e fala:
– Ei, calma, calma… Spock e Kirk acalmem-se…
O Fera fica com uma expressão pensativa no rosto e fala:
– Espere aí, Bob… Se eu sou Spock e o Kurt é o Kirk… Então você é o dr. McCoy, certo?
– Ahn… Sim, Hank… Por que?
– Mas eu é que sou o dr. McCoy, Bob!
– Não, Hank… Você é o Spock, que simboliza a razão, o Kurt é o Kirk, que simboliza a emoção, ou, no caso dele, a fé…
– Você não entendeu, Bob… Eu disse que sou o dr. McCoy porque meu nome é McCoy e eu tenho doutorado, entende?
– Aahh… Mas o dr. McCoy de Star Trek não era mádico?
– Sim, ele era… Ele separava as brigas entre o Kirk e o Spock, preparava antídotos para as doenças alienígenas a partir do sangue do Spock e dizia: “este homem está morto, Jim!”.
– E ele tinha doutorado em alguma coisa, Hank?
– Eu sei lá, Bob! Não sou tão fã assim de Star Trek para saber isso… Mas porque quer saber isso?
– Veja só, Hank… Ele era um doutor sem doutorado, certo?
– Acho que sim…
– Então porque chamavam ele de doutor?
– Eu não sei, Bob… Acho que é porque “médico” em inglês é “doctor”, que se traduz para “doutor”; assim todo formado em medicina se autodenomina “doutor” mesmo sem ter doutorado, entende?
– Hmm… Sei… Você é médico Hank?
– Sim, sou…
– Então você é doutor porque é médico ou é doutor porque tem doutorado? Porque se você…
– Aahh! Chega disso, Bob, por favor…
– Há! Estou começando a mudar de idéia sobre matá-los… Acho que deixá-los discutindo pelo resto da vida é mais divertido…
– Ah, é… Voltando ao assunto de nossas execuções rápidas e dolorosas…
– Quem falou em rápidas, dr.? Sabe quanto tempo leva para fazer uma escova progressiva?
– Hmm… Certo… Execuções lentas e dolorosas então… O que você vai fazer depois de nos aniquilar? Ainda vai ter de lidar com os demais grupos de super heróis como os Vingadores, Quarteto Fantástico, a Tropa Alfa, os Thunderbolts, a Liga da Justiça…
– Espere um momento! A Liga da Justiça é da DC! Nem Vem! Apelação não!
– Ah, é… Eu esqueci… É que são tantos grupos… Ainda tem os heróis cósmicos como o Surfista Prateado, o Nova e o Esquadrão Nova…
– Esquadrão Nova? Esses eu não conheço…
– É que eles são novos, entendeu? Ah… Desculpe… Escapou… Você acha que conseguiria encarar um Pikachu azul com poderes cósmicos, Eric?
– Um o quê com poderes cósmicos, McCoy?
– Olhe aqui, Magneto… Estes que eu citei, são apenas os heróis de nossa Terra… Tente imaginar os X-Men de diversas outras Terras querendo nos vingar…
– Acho que está blefando, dr…
– Ah, você acha quê estou inventado isso? Pois eu nem citei a possibilidade de algum herói ou grupo de super-heróis querer viajar no tempo para nos salvar ou…
– Ou…
– Para detê-lo quando jovem! Lembra a confusão que foi a “Era do Apocalipse”?
– Ah… Nem me lembre… O meu cérebro ainda dói de tentar entender aquilo…
– E ainda há a possibilidade de algum voltar no tempo e impedir que os seus pais se conheçam, o que levaria à inexistência…
– E também levaria a um paradoxo, McCoy, porque se eu não existisse, não haveria motivo para a viagem no tempo…
– Meu caro, Eric, a maioria dos super-heróis é como jogador de futebol americano: eles vão estar no lucro se souberem assinar o próprio nome… Acha que pessoas assim ligam para paradoxos temporais?
– É, está certo, dr…
– E ainda há a possibilidade mais aterrorizante de todas, Eric…
– Mais aterrorizante do que a inexistência, McCoy?
– Sim, Eric… Imagine se alguém voltar no tempo e impeça que você desenvolva seus poderes… Você teria de passar a vida toda com um… Humano!
– Aahh! Não diga isso nem brincando, McCoy!
– Pois eu digo mais, Eric… Você poderia passar a vida inteira como um… Funcionário Público!
– Aaghh! Vocês, quer dizer, eles… Fariam mesmo isso?
– Não, Eric… Você faria com si mesmo!
– Sim… Parece que você tem razão, Hank McCoy… Deixe-me pensar por alguns instantes, sim?
– tudo bem, Eric… Kurt, por favor, traga o chá que eu havia lhe pedido antes para o nosso convidado… Ah, e sem fumaça, sim?
– Ach… Está bem, Herr McCoy…
Dizendo isso, Noturno caminha até a cozinha e volta instantes depois trazendo uma bandeja com uma xícara. Ele leva a bandeja até Magneto, que pega a xícara e fala:
– Obrigado, Wagner… Acredito que vocês, X-Men, sejam suficientemente honrados para evitar de colocar alguma droga ou veneno no chá de um cidadão idoso…
– Ora, Eric… Nós somos os bonzinhos aqui, lembra? Nós nunca faríamos algo assim…
– Se você diz, Mccoy…
Enquanto segura a xícara, Magneto olha para o Fera, que olha para o Kurt, que olha para o Bob, que olha para o chão. O tempo parece transcorrer em picossegundos quando subitamente Kurt fala:
– O chá é de hortelã… Eu mesmo planto…
Magneto bebe um pouco de chá e fala:
– Hmm… Muito bom… Eu agradeço…
– Veja bem, Eric… Nós heróis podemos ser muito maus se realmente quisermos… O Kurt aqui poderia arranacr seus braços usando seu poder de teleporte mais rápido do que a Vera Fischer troca de namorado, sabia?
– Ah… Mas isso seria pecado, Hank…
– É mesmo? E como foi mesmo que seu irmão de criação morreu? Não foi engasgado com um osso de galinha…
– Ele morreu durante uma briga comigo… Mas foi um acidente, Hank! E isso aconteceu na época em que o gibi “Superaventuras Marvel” tinha lombada quadrada! Ach, que memória de elefante… Se bem que eu estaria fazendo um bem para o mundo livrando-o do arauto da destruição, da besta do apocalipse…
– Acho que você se confundiu, Kurt… Esse aí é o Magneto, não o Apocalipse, e não precisa chamar o cara de besta só porque ele está tentando dominar o mundo há séculos… Ele só é um pouco lerdo…
– O Kurt não se referiu à pessoa Apocalipse, Bob…
– Ah, sei… Ele quis dizer o Apocalypse da DC… tem razão, Hank… Chamá-lo de pessoa seria o mesmo que chamar o “Titanic” de pequeno desastre…
– Você se refere ao navio ou ao filme, Bob?
– Aos dois, Hank…
– Certo… Mas você ainda não entendeu, Bob… O Kurt se referiu ao acontecimento denominado apocalipse, que é o mesmo que fim do mundo, armagedom…
– Armagedom? Eu pensei que isso fosse nome de carta de Magic… Uma carta roubada por sinal… Deve ter sido por isso que ela nunca mais voltou ao T2…
– Não faço idéia do que está falando, Bob, mas a palavra “armagedom” vem do hebraico “Har-Megiddon” que significa “Montanha de Megiddon”, o lugar onde segundo a Bíblia se iniciariam as batalhas que culminariam no fim do mundo, entendeu?
– Entendi que você gosta de exibir usando palavras difíceis para parecer inteligente, Hank… Parece o Dan Brown… Mas você quer dizer fim do mundo como no filme do Hellboy?
– Sim, Bob… Só que o Hellboy é um personagem fictício, e não real, como nós…
– Ah… Então o Magneto é a besta do apocalipse de verdade, ao contrário do Hellboy, que é a besta falsa, Hank?
– Ora, claro que não, Bob… O Kurt usou apenas figura de expressão… Esse negócio de besta do apocalipse não existe…
– E como é que você pode ter certeza disso, Hank? O Magneto distribui PEMs coma mesma facilidade que um político em campanha distribui abraços… Ele pode deixar o mundo inteiro sem eletricidade… Imagine você ter uma tv de plasma de 112 polegadas que custou um rim e um pulmão e não pode usá-la… E a Internet? Como as pessoas poderiam viver sem assistir ao último vídeo idiota do Youtube? Sem eletricidade as pessoas teriam de recorrer a passatempos impensáveis como práticas de esportes e, conversas em família ou… Bom Deus!
– O quê, Bob?
– Livros, Hank, livros! Seríamos obrigados a… Argh! Ele é a besta do apocalipse, sim! O Kurt estava certo! Mata! Esgana! Trucida! Come o figo dele!
Homem de Gelo avança para cima de Magneto, mas Fera o segura e fala:
– Calma aí, Bob; você o acusa de ser uma besta mas quem está agindo como um animal aqui é você!
– Muito bom, Hank McCoy! Eu não ria assim desde que acabou Seinfield… Não vale a pena aniquilar seres tão engraçados como vocês… Acho que vou me dedicar a enfrentar heróis mais chatos como o Cavaleiro da Lua e o Falcão de Aço… Ninguém vai sentir a falta deles e eu não corro o risco de ter o cérebro torrado mais uma vez… Bem… Já vou indo, pupilos de Xavier…
– Ah, você assistia o Seinfield? Até que você não é de todo mau… Mas antes de ir, por obséquio, poderia recolocar a parede no lugar? Charles ficaria de cabelo em pé se visse parte de sua sala preferida parcialmente destruída…
– Muito bem, então, dr. McCoy… Sigam-me, por favor…
Magneto e os demais caminham até a frente da mansão onde ele aponta o dedo indicador para a armação de ferro da parede e a liquefaz, misturando-a aos escombros e recolocando a parede no lugar…
– Hmm… Muito bom… E quem diria que poderes mutantes poderiam ser usados para criar em vez de apenas destruir?
– Mas foi ele que detonou a parede, Hank! Já esqueceu?
– Ah… Não vamos começar de novo, bob… Até qualquer dia, Eric… Apareça quando quiser discutir possíveis falhas em seus planos maquiavélicos…
– Até algum dia, dr. McCoy, sr. Wagner e sr. Drake… Nossa conversa foi deveras elucidativa… Eu preciso repensar alguns hábitos…
Magneto cria uma esfera de energia ao seu redor e vai embora flutuando lentamente, ao ver isso, o Fera grita para ele:
– Até mais, Eric! E não se esqueça: não há lugar como o nosso lar!
Com um leve sorriso, Magneto responde:
– Boa, dr. McCoy…
– É, Hank… Conseguimos nos livrar dele sem costelas quebradas, hematomas, concussões, fraturas expostas e crateras fumegantes… Quem diria, hein?
– É, Bob… Omnia mutantur…
– O quê, Hank?
– Tudo muda, Bob… Tudo muda…
– Até o seu jeito de falar, Hank?
– Bem… Nem tudo…
– Eu fiquei com uma dúvida, Hank…
– Se alguém poderia voltar no tempo e impedir Magneto de se tornar vilão? Bem, as teorias dizem que…
– Não, não… Nada disso… Eu queria saber porque na hora em que estávamos nos despedindo do Magneto você não disse “planos maquivelhos” ao invés de “planos maquiavélicos”… Teria sido engraçado…
– É… Eu pensei nisso… Mas poderia se irritar comigo e usar sues poderes para controlar meu fluxo sanguíneo e para abrir uma fissura de tamanho considerável em minha protuberância cefálica causando danos irreparáveis e a total perda de minhas funções vitais…
– Sim, ele poderia explodir sua cabeça, sim…
– Mas eu também fiquei com uma duvida, Bob… O que você quis dizer com ”come o figo dele!”, é alguma gíria nova da Internet ou de algum jogo?
– Ah, não, hank… Eu acho que tirei isso de algum gibi do Groo… Parece que usamos expressões gravadas em nosso inconsciente sem nos darmos conta disso…
– Sim… Fascinante…
– Exatamente isso, Hank!
– Isso o quê, Bob?
– O que acabou de dizer… O Spock usava essa expressão na série clássica…
– Ah… E o que você acha que alguém com doutorado vai usar expressões coloquiais típicas de programas de tv destinados a pessoas de QI mediano, Bob?
– Hmm… Ora, claro que não, Hank…
O Fera junta os dedos das mãos e fala:
– Excelente…

Anúncios
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

O que você achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: