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A terra que o tempo esqueceu e o povo que a terra esqueceu

Por Rafael

Desde que meu amigo Maurício conseguiu esses dois clássicos, não canso de assistir. Já vi os 2 duas vezes na seqüência, com grupos de amigos diferentes. Os dois são clássicos, cheios de efeitos especiais, muito bons para a época.

A terra que o tempo esqueceu
(The land that time forgot – 1974)

O filme é baseado no livro de mesmo nome de Edgar Rice Burroughs, mesmo criador de Tarzan, e marca o cinema como sendo um dos primeiros filmes envolvendo dinossauros, filmado da maneira tradicional e não em stop-motion.

A história começa com um velho marujo encontrando uns manuscritos numa garrafa que boiava no mar. Ele começa a ler e o filme mostra a história  escrita, contando que em 1916, durante a 1ª Guerra Mundial, um navio inglês é afundado por um submarino alemão. Parte da tripulação (americanos e ingleses) se salva em um bote e, quando o submarino alemão emerge, eles o invadem com pistolas e pedaços de pau e rendem a tripulação – afinal, que alemão seria páreo para americanos com pedaços de pau na mão?

Eles resolvem direcionar o submarino pra Inglaterra, mas os safados dos alemães sabotam a bússola e eles vão parar nas misteriosas águas da América do Sul. Uma reviravolta acontece até que eles se perdem… mais ainda.

Em meio a icebergs, eles encontram uma grande massa de terra e concluem que é o lendário continente de Caprona! Dirigindo o submarino rio (sim, rio) adentro, a tripulação percebe que Caprona é um continente tropical cheio de animais pré-históricos e homens da caverna!

Enfim, vou parar de tirar o tempo o filme… A história é cheia de frias, mas os efeitos são bons pra um filme de 74. Os dinossauros são tão bons quanto os monstros dos filmes do Jaspion. Vê-se as cordas que puxam eles apenas algumas poucas vezes.

Mas o interessante nisso tudo é a clara visão de superioridade americana, que não é levemente oculta, como nos filmes de hoje, mas escrachada de forma mais explícita possível. Eles resolvem tudo dando uns tiros pra cima,  afugentando dinossauros e homens pré-históricos.

O povo que a terra esqueceu
(The people earth forgot – 1975)

Nessa continuação, uma expedição é montada para resgatar um amigo que ficou pra tras no filme anterior. Eles vão com um navio até próximo a Caprona e seguem a viagem num hidroaéreo. A equipe é composta do piloto do hidroaéreo, o mocinho do filme, um historiador e paleontólogo gordo e almofadinha e uma repórter pra fazer par romântico com o mocinho (ou vocês acharam que só em Transformer tinha esse tipo de engembramento?)

O “teco-teco”, logo ao entrar na misteriosa ilha já é atacada por um pterodátilo! Provavelmente um pterodátilo do tipo que não gosta de aviões. O piloto dá umas 23 ou 75 rajadas com uma metralhadora giratória e nada de acertar o travesso bichano. Vai quase 15 minutos do filme nessa “perseguição”. Lembra Kubrik, no 2001, quando o cara tá no espaço, sozinho e só se ouve o batimento cardíaco dele, sabem?

O avião aterrissa, mas avariado. Aí vem uma cena incrível, onde eles querem puxar o avião pra mais adiante, amarram-no no rabo de um dinossauro que está pastando e dão uns tiros pra cima!!! É demais! Aliás, eles resolvem várias situações dando uns tiros pra cima! Uma terra inóspita, apenas uma pistola e tiro e tiro!

Enfim, eles encontram uma mulher pre-histórica capa da Playneandertal, encontram um chefe do mal gordo e careca, encontram “cavaleiros mongóis”, dinossauros que depois foram usados nos episódios do Jaspion e o tal amigo perdido. Mas quem ficou muito de cara no Resgate do Soldado Rian, ao ver a cara do Tom Hanks quando o Rian diz que não quer ir, nem veja esse filme…

No mais, brincadeiras à parte, recomendo os dois, na seqüência. É muito bom fazer um comparativo da “propaganda americana” da época e a de hoje. Os efeitos são interessantes pra época e os atores… bem, são ruins, mas é só um detalhe.

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  1. André
    19/11/2009 às 18:30

    Nossa.. que reliquia….

  2. Fábio
    21/11/2009 às 16:14

    Que mulher das cavernas bem jeitosa!

  3. Fábio Ochôa
    24/11/2009 às 09:28

    Na época das cavernas já existiam cabelereiros?

    • 25/11/2009 às 14:00

      Não seja bobo, claro que não existia cabelereiro! Mas também não existia vento na idade da pedra, por isso o cabelo dos neandertais são sempre encontrados intactos e perfeitos em seus filmes e fotografias.

  4. Jacques
    03/12/2009 às 15:25

    Caramba, eu vi o primeiro desses filmes em mil novecentos e coca-cola com rolha, e lembro que a coisa que mais me deixou indignado foi o fato de que a munição das armas dos caras não acabava nunca. Na época eu acreditava que dinossauro bom era dinossauro morto e no museu. Bem, a gente muda. Eu nem imaginava que tinham feito uma continuação. E depois somos nós, brasileiros, que não desistimos nunca.

    • 07/12/2009 às 07:04

      Pois é Jacques. Cara de pau! Fizeram sim uma continuação hehehe. Mas, com sinceridade, vale a pena ver. As balas nunca acabam, pois eram armas americanas especiais da época, de munição infinita. Hoje em dia não se fabricam mais elas… quem mandou todo mundo quere usar as Automat Kalashnikov russas? As mesmas armas de munição infinita são usadas em Rambo e Alan Quaretermain e a Cidade de Ouro Perdida.

  5. Everson
    16/08/2010 às 17:28

    Olá Rafael!
    É realmente fantástico estes filmes e gostaria de saber se existe algum lugar (sites, lojas, etc) que possa comprá-los com legendas e dublagens originais? Se souber, por favor indique, ok?
    Obrigado pela atenção!

  6. Hian
    14/02/2015 às 01:23

    Everson, segue link do youtube: https://www.youtube.com/watch?v=nCx_7ARIWQs

  7. Newton
    17/01/2016 às 09:18

    Alguem sabe o link do segundo filme ( o povo que o tempo esqueceu )

  8. 18/01/2016 às 15:41

    Curto muito estes dois filmes desde quando os vi em cinema (!!!!). Cheguei a ter a quadrinização do primeiro filme – na verdade, acho que ainda a tenho em alguma prateleira de minhas coleções. Há uns dois ou três anos os consegui nestes torrents da vida. No entanto, notei muita falha na legenda e o legendei todo de novo, inclusive fazendo pesquisas no livro original de Burroughs. Descobri que no filme há um erro anacrônico, quando se referem às viagens de exploração do Capitão Cook, explorador inglês que descobriu várias ilhas da Polinésia. No filme, quando o associam a uma data, na verdade ela é anterior às suas explorações. Erro do filme, pensei. Mas aí, para fazer a legenda correta, consultei o romance original em inglês e, para o meu espanto, o erro estava lá. Isto é, Burroughs foi quem errou, não a produção do filme.
    Outra coisa, Rafael, tem um desenhista americano que está fazendo uma belíssima quadrinização do romance original. Vejam: https://www.facebook.com/edilson.rodriguespalhares/posts/701584053286151

    • 18/01/2016 às 23:08

      Poxa Edilson! Que curiosidade legal! Eu adorei o filme, mas nunca tive a oportunidade de ler o romance. Deve ser incrível. Não me dei conta do anacronismo das datas, mas interessante ter sido erro do escritor!!!
      Dei uma olhada no preview da quadrinização… Bah, vai ficar incrível! O Pablo Marcos é o mesmo que desenhava Conan? Parece que sim, não é? Vou acompanhar notícias sobre a HQ. Valeu a dica!

      • edilson273
        19/01/2016 às 09:49

        Para você ver, Rafael, como são as coisas. Descobri que o Cook estava em lugar, digo, em tempo errado e não vi que o desenhista era o mesmo de Conan. Interessante observação a sua, até porque, quando fui professor de desenho artístico, no milênio passado, hehe, eu usava os quadrinhos do Conan feitos pelo Pablo Marcos como exemplo a ser seguido! Valeu por ter notado isso! Como ainda sou professor em áreas afins, talvez esta informação venha a ser útil!
        Quanto ao livro original de Burroughs, eu não o li todo. Infelizmente meu inglês não permite tal proeza. Mas deu para entender o conteúdo do trecho sobre o Cook em questão. Caso interesse, eu o tenho em pdf.
        Do autor mesmo, eu li apenas, em livro de papel, aos dois primeiros romances do Jonh Carter. Estou esperando um tempinho para ler o terceiro.
        Já a quadrinização de “A Terra que o Mundo Esqueceu” (tradução idiota para o filme aqui no Brasil, lançada nos anos 70, quando eu achar, vou ver se consigo escaneá-la. Nas páginas centrais vinha um poster meio capenga do filme, que durante anos ficou pregado na parede do meu quarto, quanfo eu era adolescente. O que era meio estranho, visto que os meus amigos pregavam poster das páginas centrais da Playboy e me enchiam o saco por isso, hehehe!

  1. 19/12/2009 às 08:16

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