Início > Entretenimento > Amor e Morte no Final dos Tempos: O Labirinto do Fauno

Amor e Morte no Final dos Tempos: O Labirinto do Fauno

Por Jacques

– Aai! Jon! Querido?
– Sim, Amor, o que é?
– Tem uma fadinha puxando o meu cabelo e…
– E você não suporta isso! É, eu sei…
– Sabe como? Ai!
– Não importa, Querida… E ela não é uma fadinha qualquer, é uma Spram, uma mistura de Sprite com spam, ou seja, uma fadinha muito chata que não vai embora de jeito nenhum…
– E você não pode… Se livrar dela, Jon?
– Não, porque eu as criei para sobreviver a tudo…
– E porque fez isso?
– Fiz isso porque todo mundo tenta se livrar delas! Olhe aqui, Amor… Eu não posso destruí-la porque para eu poder fazer isso que superar o meu próprio poder, já que eu as criei para resistir a tudo, entendeu? Seria um paradoxo, aliás, mais um…
– Mas e porque você as criou, para puxar o cabelo das pessoas? Ai!
– Não, eu as criei para que elas pudessem cumprir seu destino…
– O meu destino? Pensei que meu destino fosse ficarmos juntos…
– O seu destino não, Querida, o dela!
– E qual é o destino dela?
– Ajudar você a cumprir o seu destino, que a longo prazo é ficar comigo, sim, mas a curto prazo é seguir a Spram até o local que ela indicar…
– Hmm… E porque eu faria isso?
– Por… Imagine se no episódio IV de Star Wars, na parte em que o R2D2 parte para o deserto para encontrar o Obiwan Kenobi o Luke Skywalker olhasse para ele e pensasse: “Eu, ir atrás dele para provavelmente morrer de fome ou calor ou ser alvejado na cabeça por algum maluco do Povo da Areia? E porque eu faria isso?” Se ele pensasse dessa forma não teríamos episódio IV, nem V e nem nada do que veio depois…
– Ahn… E… Do que é que você está falando, mesmo?
– Aaahhh! Uma herege! Se você não fosse tão linda…
– E se você não fosse tão nerd… Ai…
– Nerd? Eu? Hmm… Pensando bem… Isso… Explica muita coisa…
– Jon, você pode questionar seu estilo de vida depois… Quer dizer então que para eu me livrar dessafadinha eu tenho que segui-la, apenas?
– Sim, exato…
– E você não vem comigo?
– Não é o meu cabelo que ela está puxando, Amor…
– Você não tem cabelo, Jon!
O Dr. Manhattan sorri de forma enigmaticafajeste e fala:
– Exatamente, Querida…Exatamente…
– Esse seu sorriso está me assustando, Jon… Ôôô! Chatonilda! Pode parar de puxar meu cabelo! Eu vou com você…
A Spram a leva até o centro de um labirinto, onde está parado um Fauno. A Spram pousa no ombro dele, sussurra algo em seu ouvido e desaparece no ar. O Fauno se sacode, olha para a intrusa e quando se prepara para falar alguma coisa, ela fala:
– Pode parar que eu sei que é você, Jon! Eu nunca vi um fauno azul-claro com um alvo desenhado na testa antes… Parece aquele cara da Disney, o Marceneiro…
O Fauno assume a forma do Dr. Manhattan e responde, indignado:
– Não é um alvo, é a representação gráfica do hidrogênio! E não é “Marceneiro,” é Mercenário! E ele era da Marvel, não da Disney!
– Mas a Disney não tinha comprado a Marvel?
– Bem… Sim… Mas os verdadeiros fãs continuaram chamando-a de Marvel… E continuam até hoje!
– Muito bem, Sr. “Verdadeiro Fã”, já pode nos tirar daqui, já que o que quer que tenha planejado não deu certo…
– Sim… Está bem… Eu… Vou… Ahn… Querida, nós temos um problema…
– Deixe-me adivinhar… Você não consegue tirar a gente daqui! Mas não foi você que criou este lugar, Jon?
– Criar e controlar são duas coisas diferentes, Querida…
– Hnf… Enrolão… Deixa ver se eu consigo…
– Ah, é… Você também se teleporta… Eu me lembro agora do Sandman 8, em que você e seu irmão ficam sumindo de um lugar para outro, só que seu teleporte parece mais com o teletransporte de Star Trek… Que inveja…
– É… Eu também não consegui nos tirar daqui…Ou o labirinto tem propósitos próprios…Ou você está nos mantendo aqui, Jon!
– Hmm… E porque eu faria isso?
– E eu sei lá? O nerd aqui é você…
– De fato… Acho que só poderemos sair daqui depois que você cumprir sua missão aqui dentro… Vem, Querida, vamos tentar achar uma saída…
Os dois caminham até uma sala iluminada com a porta entre aberta. Eles espiam lá para dentro e avistam uma pessoa que está usando uma roupa de urso sentada em frente a um espelho de penteadeira. O Dr. sussurra:
– Mas é o Pedo Bear!
– Quem?
– Vai me dizer que você nunca…É… Você nunca…
– Eu nunca o quê?
– Sshh! Olha o que ele está fazendo!
A pessoa na sala remove a cabeça de Pedo Bear e revela ser o Michael Jackson. O Dr., apavorado, fala alto:
– Aahh… Meu bom Deus! Era ele o tempo todo!
Michael se vira, olha para os dois com uma expressão de assustado e fala pausadamente:
– Não… Olhe… Para… Mim…
O Dr. segura sua amada, dá alguns passos para trás e transforma a porta da sala em uma porta de cofre. Sua amada lhe pergunta:
– Mas o que significou isso, Jon? Eu não entendi nada…
– Agradeça ao seu Chefe por isso, Querida… Agora vamos indo…
Eles dão alguns passos á frente, quando de trás deles um zumbi sai do chão e caminha em sua direção, dizendo:
– Você…
Neste momento, o Dr. Manhattan o desintegra e fala:
– He, he, he… Eu nunca me canso disso…
– Mas porque você fez isso?
– Porque zumbi bom é zumbi morto, Amor…
– Eu concordo, por mais redundante que isso soe… Mas ele poderia estar tentando nos ajudar a sair daqui…
– Ah, um sujeito bizarro surge do nada para auxiliar pessoas que ele não conhece? Isso é coisa de rpg…
– Pois é… E quem foi que criou este labirinto, mesmo?
O zumbi volta a se recompor e novamente aponta para os dois e fala:
– Você… Me … Matou…
– Eu não! Você já estava morto! Feio, fedorento e burro… Dá para acreditar?
– Parece que ele cismou que um de nós o matou, Jon…
– Pois é, Querida… E então?
– Então o quê, Jon?
– Você não vai admitir que o matou?
– Eu, não!
– Ah, então parece que ficaremos aqui por um bom tempo, ainda… Acho que algumas lâmpadas podem dar uma melhorada no visual…
– Eu não o matei, Jon, porque eu nunca matei ninguém em toda minha…vida?
Nisso, o zumbi se aproxima deles e volta a falar:
– Você… Me…Matou…
– Ah, mas é o Bill Gates, Querida… Ou melhor,,, O Zumbill Gates!
– Você descobriu isso pelo cabelo dele ou pelos óculos, Jon?
– Ahn? Não, nenhum dos dois… Descobri pelo boton que ele está usando onde está escrito: “Linux Must Die!” Mas eu tive uma ideia para ganharmos tempo…
O Dr. caminha até o zumbi, segura os óculos dele na frente dele e os joga para trás. O zumbi caminha atrás deles.
– Há! Uma vez nerd, sempre nerd!
– Pois é, não é mesmo? Que coisa…
– Aham… Que… Negócio foi esse de você nunca ter matado ninguém? Você é… Você!
– Sim, eu sou eu! Só que o meu trabalho não é matar, e sim levar as almas dos rescém-mortos para … O outro lado…
O zumbi apanha seus óculos e volta a caminhar na direção deles.
– Então… Se você não o matou… Outra pessoa aqui neste labirinto o matou! E temos de descobrir quem foi!
– E não foi você que fez isso, Jon?
– Eu? Bem… Pensando bem… Faz tanto tempo…
– Ele está chegando perto…
– E daí, o que ele pode fazer agora? Ele não tem mais o seu maldito monopólio e seus amigos influentes…
– É verdade, mas ele está fedendo tanto quanto os sistemas operacionais que vendia, e se ele toca-lo você ficará fedendo a nhaca de zumbi e ninguém  chegará perto de você, inclusive eu…
– Bem, eu… Admito que tive …Uma participação ínfima no decorrer dos eventos que o levaram a um estado permanente de cessação de vida…
– Bill! Pega! Deixa ele mais fedorento que um gambá francês morto! Ele merece…
– Ah… Está bem… Eu o matei! Está bem assim? Saco…
Nisso, o Zumbill Gates se desmancha… E diversos outros zumbis surgem do chão ao seu redor.
– Desembucha, Jon…De quem mais você teve uma “participação ínfima” na morte?
– Eu… Não sei do que você está falando, Querida…
– Bilhões de anos e você ainda não passou da fase da negação…Pessoal, pega ele!
O Dr. fecha os olhos e fala alto:
– Está bem! Eu matei o John Lennon, o Elvis Presley, o Bob Dylan, o Sean Connery, o George Lucas e mais um monte de gente que eu não lembro o nome! Eu matei! Eu! Eu!
– Já pode parar de falar, valentão…O labirinto e os zumbis sumiram quando você mencionou o Elvis… Mas porque o Michael estava com aquela roupa de urso, afinal?
– Bom… Eu posso te contar, mas depois não reclame se tiver pesadelos…
– Ora, Jon… No meu trabalho eu vi muita gente morrer e isso nunca me afetou…
– Querida… Você viu todo mundo morrer, lembra? Mas se quer mesmo saber…
– Ahn… Melhor não, Jon… Se eu não soube nada sobre isso em bilhões de anos, então não deve ser importante… E quem foi esse último que você citou? Não me lembro dele…
– Ele foi o criador da série de filmes que eu havia mencionado antes, Querida…Pelo jeito, tudo ocorreu como eu não havia planejado…
– Sim, Jon…O inesperado sempre acontece… Ainda mais neste planeta…Mas porque você matou o tal George Lucas? Você parece ser fã dele…
– Eu… Não quero falar sobre isso, Querida…
– Tudo bem, então…
– Tudo começou quando George e eu…
– Espere aí, você não tinha dito que não queria falar sobre…
– Sim, mas você fica insistindo! Teimosa…
– Não sou, não!
– É, sim!
– Não!
– É! É! É! Viu só? É disso que eu estou falando! Você é o pior tipo de teimoso que existe, o tipo que não admite ser teimoso!
– Mas eu não…
– Tudo bem… Eu conto como aconteceu… Hà muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante…

Anúncios
  1. Nenhum comentário ainda.
  1. No trackbacks yet.

O que você achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: