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O pavão e a perua

Por Jacques

Dimorfismo sexual é como são chamadas as diferenças físicas visíveis entre machos e fêmeas de diversas espécies animais, inclusive a nossa.

Como exemplos destas diferenças, podemos citar a capivara (conhecida aqui no Rio Grande do Sul como capincho), onde o macho da espécie possui uma glândula sobre a narina que libera uma substância pastosa que escurece em contato com o ar, os chifres do touro, a juba do leão, a crista do galo, a probóscide (tromba) do elefante-marinho macho, a galhada (chifres) do cervo e o dente do narval (chamado erroneamente de chifre e era vendido na Idade Média a peso de ouro como se fosse chifre de unicórnio).

Entre as funções destas estruturas podemos citar a demarcação de território, a intimidação do predador, armamento contra os machos rivais (para se evitar um possível confronto desnecessário) na disputa por território (e pela atenção das fêmeas) e como maneiras de atraí-las na época do acasalamento.

Mas talvez o maior exemplo de dimorfismo sexual acentuado na natureza seja o pavão macho, que possui uma cauda muito grande, pesada e espalhafatosa que é repleta de estruturas coloridas chamadas ocelos; esta cauda tem a função de mostrar às fêmeas o quanto os pavões machos são saudáveis, já que o tamanho da cauda é proporcional à saúde física e genética de cada um deles, e desta forma, as fêmeas escolhem o que tiver a cauda maior.

Chamativo, eu?

A cauda do pavão macho também tem a função de atrair a atenção do predador para o macho para que a fêmea, que tem uma coloração cinza e discreta, possa escapar com seus filhotes, o que possibilita que os genes deste casal de pavões passe adiante.

É comum que na natureza os machos de muitas espécies sejam vistosos e chamativos enquanto que as fêmeas passem despercebidas; já na espécie humana o que ocorre é justamente o contrário, as mulheres gastam rios de dinheiro com roupas, botox, implantes de silicone, lipoaspiração e sabe-se lá mais o quê para parecerem mais atraentes enquanto os homens utilizam-se do milenar e prático artifício do “lavô tá novo”.

Não sei dizer porque isso ocorre em nossa espécie, mas acredito que, como vivemos de modo quase que totalmente artificial, às custas do ambiente, criando mais e mais necessidades inúteis a cada dia que passa, nossos padrões de comportamento tenham se tornado tão absurdos, a ponto de muitas mulheres escolherem seus parceiros pelo tamanho de seus carros e não pelo tamanho de seus cérebros ou corações.

Acho que o que dizem é verdade, sobre o fato dos animais serem mais sábios do que nós.

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  1. Belinha
    03/07/2012 às 16:40

    As fêmeas humanas não diferem das fêmeas de outras espécies,escolhem o cara mais forte,mais bonito e mais rico,para que possa gerar filhos saudáveis e bonitos,e a ainda garantir o sustento e segurança dela e da prole até a idade adulta e saída da faculdade,o dinheiro importa para o sustento,o conforto e a segurança da família,ja que os músculos no homem hj é o seu cérebro para ganhar mita grana e trazer para a família,e essa seleção as mulheres fazem inconcientemente,não pq são interesseiras,querem o melhor para elas e suas crias,segurança e conforto,por isso se arrumam e se produzim tanto para os homens para fisgar um bom partido,o melhor deles,querem atrair os melhores para copular e perpetuar a espécie assim como no resto do reino animal onde as fêmeas escolhem o melhor pelo físico,as humanas é pelo conjunto,muitas porém não tem consciência disso,e vive repetindo o ritual do acasalamento,escolhem os sarados,o mais forte,o mais bonito e o mais rico,o que lhes da a falsa impressão de eterna felicidade e encantamento,são atraídas como mariposas pela luz quando os encontram e os seduzem.

    • 03/07/2012 às 20:54

      Concordo contigo, Belinha, que a espécie humana em muitos aspectos em nada difere das demais; o que eu quis salientar no texto é que muitas vezes pode ocorrer das mulheres escolherem como parceiro (ou nem isso) apenas o sujeito que possui apenas dinheiro e nada mais.
      Na natureza, quando podem, as fêmeas escolhem os mais capazes entre os machos, para que seus filhos nasçam fortes e tenham maior probabilidade de sobreviverem e, desta forma, passarem os genes dos pais adiante.
      Na espécie humana, nestes casos onde a mulher quer apenas encontrar uma forma de se sustentar, não foi escolhido o mais forte, mais inteligente ou mais apto, o que em nada ajudará a melhorar o potencial genético de nossa espécie.
      Valeu.

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