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Lula – A decepção do Brasil

 Por Jacques

O filme contando a história de Lula foi nada mais nada menos do que um grandioso fracasso de bilheteria, e a explicação é bem simples: aqueles que tem dinheiro para ir ao cinema não engolem essa conversa mole de “eu nasci pobre e lutei para chegar onde estou” porque sabem que a vida não é fácil para ninguém.

Afinal, supervalorizar o sofrimento é coisa de fanático religioso ou emo.

A história de Lula teve início quando ele deixou o nordeste em um caminhão “pau-de-arara” rumo ao que os nordestinos chamam de “sul” do país, ou seja, São Paulo e Rio de Janeiro.

Ele foi apenas mais um exemplo da chamada “indústria da seca”, que, por décadas a fio, vem mantendo os chamados “coronéis” (alguém aí lembra do Sinhozinho Malta? Não? Ninguém? Eu sabia…) no poder e vem abastecendo as favelas e fábricas do sudeste com mão-de-obra barata e dispensável.

Em um acidente de trabalho, Lula perdeu um dedo (e a vontade de trabalhar), se encostou, ajudou a fundar o PT e, a partir daí, passou a criticar o Governo em tempo integral (o mesmo Governo que pagava para ele ficar coçando em casa).

Durante a conturbada década de 80, quando o governo militar abocanhou mais do que podia morder, foi vítima de sua própria incapacidade de governar e acabou se suicidando, Lula pregou que o PT era a única saída do país e que os integrantes de seu partido eram “incorruptíveis”.

Em 1990, Lula concorreu com Fernando Collor de Mello (o “caçador de marajás”) à presidência da República e perdeu, pois seu adversário tinha o apoio da Rede Globo (o que faria até uma placa de trânsito ser eleita presidente), e, usando o medo do comunismo na população, conseguiu se eleger.

A festa do “Indiana Jones brasileiro” durou até 1992, quando seu irmão, Pedro Collor, denunciou o sistema de golpes aplicado por seu aliado, Paulo César Farias, sistema esse que ficou conhecido como “esquema PC”.

Foi aí então que o povo brasileiro teve conhecimento da palavra “impeachment” (que significa “impugnação de mandato”) pela primeira vez em sua história, que fez com que Fernando ”Não Me Deixem Só!” Collor de Mello fosse substituído por seu vice, Itamar Franco.

Este “criou” o Real em 1994, ou seja, equiparou nossa moeda ao dólar e instituiu que ela teria valor real (não, não é trocadilho!), como se fosse assim tão simples.

O Real garantiu a vitória de Fernando Henrique Cardoso, que assumiu a presidência em 1995 e teve sua reeleição garantida em 1998 com ameaça de que se o PT vencesse, a hiperinflação voltaria a ser real (agora sim, foi um trocadilho real!).

Só que aí FHC se lixou para a economia e permitiu que o dólar quase chegasse a quatro reais, o que prejudicou meio mundo e fez com que Lula finalmente alcançasse seu objetivo em 2002, que era tornar-se aquilo que passou a vida xingando.

Com frases idiotas como “a esperança venceu o medo”, redundantes como “uma coisa é ser a pedra e outra coisa é ser a vidraça” e projetos eleitoreiros como o “Fome Zero” ( que provou ser apenas mais uma propaganda descarada, como os “50 anos em 5” de Juscelino Kubitschek e o “milagre econômico” do governo Médici), Lula mostrou que estava mais preocupado com o ataque do Corinthians e com o preço da cachaça do que com o bem estar do povo que o elegeu.

Bem, aí veio 2005 e o Mensalão explodiu, mostrando para todos os otários que acreditaram em Lula que a única diferença entre o PT e a oposição é o nome do partido (que pode vir a mudar daqui a algum tempo, como o PFL, que se tornou “Democratas” devido à legenda “estar muito desgastada”, ou seja, ter se tornado sinônimo de corrupção) e que os partidos políticos no Brasil não representam nada, a não ser a vontade de seus integrantes de enriquecer às nossas custas.

Naquele ano Lula só não foi impeachmado porque caso seu vice, José Alencar, viesse a assumir, poderia gerar empregos devido à sua ligação com o Exército e seus empreendimentos, e, assim, se tornaria um adversário imbatível nas eleições de 2006.

Acontece que, graças ao programa Bolsa Família (também conhecido como “Embolsa Família” ou “Bolsa Esmola”), Lula conseguiu se reeleger e mostrar para todos os brasileiros que o Governo existe apenas para manter o Governo e que o horário muda, mas a novela continua a mesma, já que Collor está de volta ao Congresso apenas para falar bobagem e José Sarney, assim como Lula, vai morrer não sabendo de nada.

Não vi o filme do Lula, mas já aprendi a lição que ele quer passar para todos nós, que é a seguinte: para que estudar e trabalhar em um país onde o Presidente da República não fez nem uma coisa nem outra?

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  1. Fábio
    02/03/2010 às 14:41

    O pior é que é bem possível que ele consiga eleger a Dilma e a mer*a continue a mesma.

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