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Fatos inusitados do cinema

Por Kamila

O Nosferatu de F. Murnau (1922) quase foi pro inferno. A versão não autorizada de “Dracula” fez a viúva de Bram Stoker ter um chilique e entrar com uma ação contra os produtores do filme, demandando a destruição de todas as cópias feitas. O filme, por fim, sobreviveu e ainda por cima, ironicamente, influenciou o filme baseado na história de Stoker, onde os vampiros morrem com raios de sol.

Frankenstein (1931), um filme leve, para os padrões de hoje, foi considerado blasfêmico à época em que foi lançado, sendo proibido em inúmeros países. O momento em que o monstro acidentalmente afoga uma menininha foi tirado do filme por anos e a cena ficava mais obscura ainda, pois era cortada no momento em que o monstro alcançava ela, deixando na imaginação do telespectador o que ele fazia com ela. A cena só foi colocada de volta no filme em 1999!

Freaks (1932), elencado por artistas circenses de segunda categoria que, infelizmente, não sabiam atuar. Foi considerado chocante e indecente, sendo até o diretor obrigado a criar um final diferente para o filme. A carreira do diretor Tod Browning nunca mais foi a mesma.

Outro filme que praticamente arruinou a carreira de seu diretor, lançado meses antes do não tão mais conhecido assim Psico, de Alfred Hitchcock, Peeping Tom, de Michael Powell (1960) falava de um serial killer que matava para filmar as terriveis expressões nas faces de suas vítimas. O filme foi considerado tão chocante, que mesmo Powell já tendo sido diretor por mais de 30 anos, produzindo clássicos como The Thief of Baghdad, Black Narcissus e The Life and Death of Colonel Blimp, sua carreira declinou instantaneamente. Anos depois Peeping Tom foi considerado uma obra-prima, fazendo Powell declarar: “eu fiz um filme que ninguém queria ver e, 30 anos depois, todo mundo, ou já viu, ou quer ver”.

Laranja Mecânica (1971) foi condenada, tanto na Inglaterra, quanto nos EUA por “glorificar” a violência e os crimes. Na época houve até um crime de estupro, onde os agressores cantaram “Singing in the rain”, como no filme. Depois de receber ameaças a si e a sua família, o diretor Stanley Kubrick retirou o filme de circulação na Inglaterra por 27 anos.

O Exorcista (1973) foi atacado por sua temática religiosa e por usar imagens subliminares! Na verdade são flashes de cenas perfeitamente visíveis, por isso, segundo o próprio autor do filme, William Peter Blatty, não podem ser consideradas mensagens subliminares. A atriz Linda Blair precisou de guarda costas por meses, devido à ameaças de morte… faz sentido, né? Acusar o filme de indescente e ameaçar a criança que o estrelou.

The Tin Drum (1979) é um filme sobre um menino que resolve parar de envelhecer aos 11 anos de idade e foi acusado de pornografia infantil por causa de uma cena de sexo entre ele e uma menina de 16 anos. Foi banido no Canadá e em algumas cidades dos EUA. Um homem, em Oklahoma, que havia alugado o filme numa locadora, foi descoberto, pois a polícia estava apreendendo as fitas e acabou sendo perseguido e ameaçado por moradores locais.

A “extrema violência” em Indiana Jones e o Templo da Perdição (1984) fez o filme receber classificação para maiores de 13 anos nos EUA. O filme também foi criticado pela ridicularização da religião Hindu. Os vilões do filme, o Culto de Kali, também foram antagonistas no filme Gunga Din (1939), filme muito mais racista que o Indiana Jones.

Dogma (1999) recebeu mais de 300000 e-mails de ódio de telespectadores por cause de como tratou as crenças da Igreja Católica. O escritor e diretor Kevin Smith orgulhosamente alimentou a controvérsia participando de piquetes na frente dos cinemas junto com os revoltados.

Tanto os fãs como os que assistiram pela primeira vez Star Wars: A Ameaça Fantasma (1999) caíram da cadeira quando firam a estereotipazação um tanto quanto racista do escravista narigudo Watto e do bobo Jar Jar Jamaicano.

A Bússola de Ouro (2007) foi o primeiro filme da série baseada nas histórias de Philip Pullman, ambientadas num mundo controlado por uma versão maligna do Cristianismo. Amenisar a temática no filme para evitar grupos errantes de católicos furiosos não adiantou muito e pior, deixou também barbos os fãs dos livros do autor.

Transformers 2 (2009) contem 2 robôs, Mudflap e Skids, que falam numa polêmica “linguagem hip-hop” e forma amplamente tachados de criaturas racistas. Alguns críticos acusaram o diretor Michael Bay de “promover a má influência às crianças”, o que foi somente a cereja do bolo, pois o filme serviu de muito mais críticas pelo mundo todo.

Ironicamente, para um filme que pretendia ser uma metáfora sobre a crueldade do apartheid, o Distrito 9 deu o que falar quando retratou os nigerianos como gangsters, bandidos e canibais. Com certeza os camarões espaciais merecem um melhor tratamento, mas não se deve atacar uma nacionalidade inteira para demonstrar isso.

 

 

 

 

 

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  1. 04/08/2010 às 11:31

    post bacana! é legal ver esses fatos não conhecidos sobre filmes que a gente gosta. sobre freaks, tem todos aqueles boatos que a gente não sabe se é verdade ou não sobre coisas que ocorreram durante as sessões, sobre a mulher que abortou o filho pelo choque, enfartos e por ai vai. e embora tenha gostado de distrito9, não achei tudo isso… sempre que faço esse comentário, sou quase linchado, rs… sobre a bussola de ouro,quando eu li, depois de ver o filme, quase cai pra trás o filme ameniza muito o livro,não só o teor de critica as instituições religiosas( e não as crenças em si) mas também a caracterização de alguns personagens, como o tio da menina. frustrante.
    abraços!

  2. Lélio
    10/11/2010 às 13:09

    Eu não vi problemas em Star Wars 1… Aliás, a única coisa que me chocou foi a abertura. E eu gostaria de estar sentindo até hoje aquelas ondas de prazer quando ouvi, novamente, o tema de abertura do filme no cinema.
    E foi muito bom saber sobre a Bússula de Ouro. Eu não sentia a necessidade de ler o livro. Agora, é (mais uma) das minhas prioridades lê-lo.

    Aproveito pra deixar a dica de lerem os livros da saga Crepúsculo. Não vi os filmes, mas os livros são muito bons. Exploram profundamente a psiquê das adolescentes bestinhas. 🙂

    • 10/11/2010 às 18:06

      Olha só quem apareceu por aqui! É bem o teu tipinho ler Crepúsculo 😉 hehehe! Brincadeira, não se deve julgar o livro pela capa, nem pelo filme.

      Vem cá, quando é que vais escrever um artigo pra publicar aqui?

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