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Os melhores Robins Hoods das telas

Por Jacques

Filme do Robin Hood é como a novela Beti, a Feia: quando você começa a achar que ela já deu o que tinha que dar e não irá mais retornar, ela volta. E com reforços.

Robin de Loxley é um personagem mítico, criado para amedrontar os cidadãos franceses que se viam obrigados a atravessar a Floresta de Sherwood, e, tanto ele quanto seus aliados inspiraram diversas histórias ao longo dos séculos.

A versão de Robin Hood para as telas que é considerada a mais emblemática foi As Aventuras de Robin Hood, dirigida por Michael Curtiz e William Keighley, e seu intérprete foi o eterno Capitão Blood Errol Flynn, que ficou famoso por dar vida a aventureiros fanfarrões (também conhecidos como “swashbucklers”), isso lá na década de 30, quando o stop motion representava o auge dos efeitos especiais e era comum se ver, em filmes rodados em estúdio, cenas de animais filmadas ao vivo, com uma tonalidade, reflexos e sombras totalmente dissonantes do restante do filme.

O figurino deste Robin (uma mistura de balé Bolshoy com cospobre) com certeza seria motivo de riso hoje em dia, mas vale lembrar que, naquela época, filmes eram novidade e as pessoas não ligavam muito para detalhes minuciosos, já que se davam por satisfeitas apenas por poderem ver seus personagens preferidos em carne e osso.

Personagem respeitável, já o figurino...

Outra versão de Robin Hood que marcou época foi a animação dirigida por Wolfgang Reitherman, onde se moldou Robin levando-se em consideração a furtividade, esperteza e sagacidade atribuídas ao personagem; os estúdios Disney (especializados em criar personagens arquetípicos, ou seja, heróis bonitinhos e vilões feios) idealizaram Robin Hood (assim como sua amada, Marian) como uma simpática raposa, e seus inimigos, Rei John como um leão, e Xerife de Nottingham como um urso.

Este desenho é da época em que os estúdios Disney praticamente não tinham concorrentes em matéria de desenho em longa metragem, e a animação ainda era considerada “coisa de criança” ou um investimento caro demais para ser levado em consideração.

O Patrimônio Cultural Ambulante do cinema Sean Connery vivenciou os últimos dias de Robin Hood em Robin e Marian, de Richard Lester, que narra os últimos dias de Robin ao lado de sua amada e reconta uma parte de sua lenda, quando, em seu leito de morte, Robin pediu um arco e uma flecha, apontou para a janela do quarto onde estava, falou “Me enterrem onde esta flecha cair…” e disparou.

A lenda conta que a flecha caiu próxima a uma árvore centenária, onde Robin estaria descansando até hoje.

Já a versão de Kevin Costner para Robin Hood, em Robin Hood – O Príncipe dos Ladrões, de Kevin Reynolds, vale pela divertida atuação (e frases como ”Não tem Sol nesse seu país?”) de seu aliado muçulmano, Azeem, interpretado por Morgan Freeman.

O que também (infelizmente) marcou esse filme foi o tema romântico de Robin e Marian, cantado por Bryan Adams, que tocou nas rádios (quando ainda se precisava de rádio para se ouvir música) até e bem depois de todo mundo dizer “Chega!”.

E a bola da vez é o gladiador de mente brilhante Russel Crowe em Robin Hood, de Ridley Scott, que, desde Alien – O Oitavo Passageiro e Blade Runner – O Caçador de Andróides, vem tentando superar a si mesmo, e, infelizmente, não tem obtido êxito nisso.

O divertido Azeem

Robin Hood representa a eterna busca por justiça e igualdade social (inviáveis em um regime capitalista), e demonstra as melhores virtudes humanas, o que, nos dias de hoje, tornam-se cada vez mais “coisa de filme”.

Resta esperar que a próxima versão de Robin não seja um ator decadente tentando mostrar que largou as drogas ou algum refugo do Disney Channel que só faz filmes porque é amigo do diretor.

Afinal, Robin Hood merece mais do que isso.

Seja ele lenda ou não.

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