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Conan – O maior de todos os bárbaros

Por Jacques

Criação máxima do escritor texano Robert Edward Howard, Conan da Ciméria apareceu pela primeira vez na revista pulp (livretos impressos em papel barato e vendidos em bancas de jornal) Weird Tales, no início do século passado; e, de lá para cá, tornou-se referência de personagem violento e intempestivo, porém, leal.

Conan é um representante do gênero sword and sorcery, representado por lugares míticos povoados por feiticeiros, demônios, cidades abarrotadas de ladrões e mercenários, dinossauros, batalhas sangrentas e heróis com seu próprio código de honra (quando existe), onde o “E eles viveram felizes para sempre…” foi substituído pelo “E eles conseguiram sobreviver até o dia seguinte…”.

Neste gênero Robert E. Howard foi precedido por outros escritores tão talentosos quanto ele, como Lord Dunsany, H. P. Lovecraft e Clark Aston Smith; só que Howard (que também criou o chefe picto (selvagens semelhantes ao Evo Morales) Bran Mak Morn, o espadachim puritano Salomão Kane, Kull, o Destruidor (rei da Valúsia), o marinheiro Steve Costigan, entre outros) era muito mais realista e violento na escrita do que seus colegas.

Suas histórias se passam na fictícia Era Hiboriana (que vai da submersão da Atlântida até o início da História registrada), onde ele foi, entre muitas outras coisas, escravo, ladrão, mercenário, líder tribal, guarda-costas, pirata, bandoleiro do deserto e rei.

Ilustração clássica: Conan + mulher linda + monstro

Conan teve muitas (belas) mulheres em sua vida: Valéria, a bucaneira (que, por algum tempo, foi sua amante), Bêlit, a Rainha Pirata da Costa Negra (que Conan amou de verdade), Zenobia (que foi sua rainha quando ele conquistou o trono da Aquilônia) e Sonja, a Guerreira Ruiva (que jurou se entregar apenas ao homem que a vencesse em combate), uma mercenária que o ajudou a sair de muitas enrascadas.

Nos quadrinhos, Conan fez sucesso na Marvel em grande parte graças ao talento de Roy Thomas, veterano roteirista que soube captar e adaptar fielmente a atmosfera dos livros de Howard, L. Sprague DeCamp e Lin Carter, além de criar inúmeras e esplêndidas histórias próprias.

Atualmente, Conan pertence a Dark Horse Comics, onde sua saga foi recontada por Kurt Busiek (Astro City, Arrowsmith, Marvels) e ilustrada por Cary Nord, Paul Lee, Greg Ruth e Thomas Yeates.

Entre os melhores artistas que ilustraram o bárbaro temos Earl Norem, Frank Frazetta, Joe Jusko, Barry Windsor Smith, Rafael Kayanan, Pablo Marcos, Doug Beekman, John Buscema, Ernie Chan, Val Mayerick, Bob Larkin, Rudy Nebres, Gene Colan, entre muitos outros.

No cinema, Conan foi “interpretado” pelo governator Arnold Schwarzeneger (que, como ator, dá um belo andróide exterminador), em dois filmes, Conan – O Bárbaro, de John Milius, e Conan – O Destruidor, de Richard Fleischer; e, na tv, estreou uma série que, quanto menos se mencionar a respeito, melhor.

Se a ideia por trás destes filmes era angariar novos fãs, falharam feio. O próximo ator encarregado de dar vida a Conan na tela grande em um futuro próximo é Jason Momoa, que mais parece uma mistura de surfista gripado com klingon anoréxico; mas como a direção será de Marcus Nispel, que conseguiu criar um clima convincente em Desbravadores, só nos resta esperar.

Bons tempos aqueles em que não existiam poodles

Na década de 80 foi criado um desenho animado versão light de Conan, chamado Conan – The Adventurer, onde ele tinha a missão de desfazer um encanto que havia transformado sua família em pedra, possuía uma espada mística (talvez inspirada na primeira história de Conan, A Fênix na Espada) que servia de moradia para Needles, uma fênix filhote que não calava a boca nunca e tinha como companheiros a ladra Jezmine, o viking Snaag, o mago Greywolf e o príncipe negro Zula.

Acho que o sucesso de Conan se deve ao fato de ele fazer o que todo mundo tem vontade, que é fazer picadinho daqueles que o importunam (a não ser que sejam mulheres, as quais ele é proibido de matar, pois sua crença no deus Crom não permite isso), sem pensar meia vez.

E é por isso que não importa em que mídia, formato, editora, continente ou fuso horário, Conan da Ciméria continuará a atravessar gerações e oponentes.

Com ou sem sua espada.

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  1. 06/09/2010 às 20:53

    sei lá, embora ainda não esteja sentindo firmeza nesse diretor, espero que o filme se saia bem em bilheterias e incentive alguma editora do Brasil a republicar a espada selvagem de Conan. Um amigo costuma dizer que as histórias do perosnagem são como as músicas do AC DC, todas iguais. mas igualmente legais…

    • Jacques
      08/09/2010 às 18:35

      Tem razão, Vinícius,
      A republicação da ESC seria uma boa, para mostrar aos novos leitores o porque do Conan ser tão merecidamente idolatrado.
      Valeu.

  1. 11/12/2010 às 10:05
  2. 26/01/2011 às 13:28
  3. 06/02/2012 às 14:31

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