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O Livro de Ouro da Mitologia, de Thomas Bulfinch

Por Jacques

Este livro de Thomas Bulfinch (da Editora Ediouro e da Editora Martin Claret (só que aqui com o título O Livro da Mitologia)) reúne algumas das incríveis histórias da antiguidade e as lendas criadas para se explicar fenômenos naturais (como a Quimera (misto de leão, cabra e serpente), que se dizia que ficava no topo de um vulcão cuspindo fogo e lava para fora e era tomada como a “explicação” das erupções vulcânicas), que atualmente servem  para enriquecer nosso imaginário e diversificar nosso vocabulário.

Aqui Bulfinch (que inclusive foi homenageado por Bill Willingham na série Fábulas, da Vertigo, com a “Rua Bulfinch”), de forma simples e direta, demonstra todo seu apreço e admiração pelas inúmeras histórias que, assim como boa parte de seus protagonistas, é imortal.

Hércules e Cérbero

A maior parte do livro é sobre mitologia grega, narrando a criação do mundo, o confronto dos deuses com os Titãs, as origens e aventuras dos semideuses como Hércules, o triste destino dos mortais que ousaram comparar-se aos deuses (como Aracne e Níobe), as inúmeras aventuras amorosas de Zeus, a Guerra de Tróia, a Odisséia e o péssimo hábito que os deuses gregos tinham de não demarcarem os locais pertencentes a eles (o que acabava em castigo para o/a azarado/a mortal que por ali se aventurasse).

Sobre mitologia nórdica, são narrados a criação do mundo, a viagem de Thor, Loki e seu criado Thialfi a Jotunheim, o país dos Gigantes do Gelo, a rotina dos guerreiros mortos no Valhalla, a lenda de Balder, o Ragnarock e uma versão resumida da clássica saga O Anel do Nibelungo, entre outras histórias.

Também são citados os deuses hindus, egípcios e a religião druídica (esta com certa dose de preconceito por parte do autor).

Odin

Foi a partir da mitologia que se originaram palavras comuns em nosso dia a dia, como lince (de Linceu, personagem mitológico conhecido por sua visão aguçada), narcisismo (de Narciso, personagem que se afogou ao tentar alcançar a própria imagem refletida em um lago), fada (do grego “fata”, que quer dizer “destino”, pois as fadas eram entidades que acompanhavam as pessoas desde o nascimento até a morte; veio daí o termo “fatalidade”), cereal (de Ceres, a Deméter dos gregos, deusa da vegetação e fertilidade, cujos festejos em sua homenagem eram chamados de “cerealia”), marcial (de Marte, deus da guerra), fobia (de Fobos, que quer dizer “medo”, em grego), cronologia (de Cronos, “tempo” em grego, que devorou os próprios filhos, pois o tempo destrói tudo aquilo que cria), só para citar alguns exemplos.

Este livro é obrigatório para todos aqueles que nunca se cansarão de buscar sabedoria e fazem da mitologia um passatempo construtivo e esclarecedor; e também para aqueles que ainda desconhecem esta virtualmente inesgotável fonte de conhecimento.

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  1. Fábio
    10/09/2010 às 23:48

    O livro é leitura obrigatória para quem se interessa pelo assunto, mas peca em alguns pontos, como o citado preconceito em relação ao druidismo, mas quando li ele uns anos atrás lembro de ter visto algumas divergências em relação ao conteúdo de outros autores.

    • Jacques
      25/09/2010 às 17:01

      É, meu caro,
      Divergências na mitologia sempre existirão.
      Cabe a nós decidirmos qual autor seguir.
      Eu tento sempre me prender ao que de melhor o autor cria e dispenso o que ele faz de ruim.
      Funciona magnificamente bem.
      Até.

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