Arquivo

Archive for 01/11/2010

Da série desenterrando cacarecos: Coleção Mandrake

Por Fábio Ochôa

Sempre quando almoço sozinho no centro acabo comprando alguma coisa para ler, ou algum magazine de banca, ou vou em algum sebo garimpar algum gibi de 3, 4 reais, ou algum livro baratinho para deglutir junto com o almoço e no sol enquanto dura o intervalo.

Numa destas empreitadas achei uns exemplares da Coleção Mandrake, uma série que republicava as primeiras aventuras do nosso mágico bigodudo, nunca fui um grande fã dele, nem quando criança, mas de qualquer maneira, comprei a revista (R$ 2,00 cada exemplar, sebos são uma maravilha).

Historinhas básicas do Lee Falk, com nosso Mister M dos anos 30 e seu –aham- criado, Lothar, num estereótipo pra lá de racista, trombando com problemas e ajudando inocentes por aí, o que mais me chamou a atenção foi um vilão que aparece em uma das edições, chamado Cobra, que é a semelhança cuspida e escarrada ao bom e velho Doutor Destino, da Marvel.

Leia mais…

Categorias:Entretenimento

Dropkick Murphys – Do or Die

Por Fábio Ochôa

É o som que tem tocado insistentemente no meu trabalho nos últimos dias. Banda de punk rock misturado com alguma coisa que não consigo definir o que é, algo meio celta, ou algo do gênero. A mistureba lembra vagamente o Gogol Bordello, sem o clima de farra (pra não dizer p*taria porque esse é um site de família) e descontração que a banda do Eugene Hütz tem. Os Murphys conseguiram emplacar uma música (acho que a única deles que eu gosto) na trilha dos Infiltrados, do Martin Scorcese, (I´m Shipping Up to Boston, que conta a singela história de um pirata que perde a perna de pau e vai em um navio para Boston lavar tudo de sangue até recuperá-la, bonitinho, não?).

Quem gosta de punk rock, experimente, mas na dúvida, fique com o Bordello.

Categorias:Entretenimento

Besouro Verde

Por Fábio Ochôa

Faz aproximadamente uns dois dias que aconteceu (mezzo acidentalmente, mezzo aleatório) o encontro nerd da geração old school. Imagino que esse seja o momento em que você me pergunta “ok, e daí?”, e eu respondo habitualmente rápido (ênfase nessa palavra, pequeno gafanhoto) que no meio de serviço, filmagens e trilhões de coisas, eu estava sentindo bastante falta de falar sobre nerdaiadas pop, meio sem perceber.

E nerd que não dá vazão ao seu lado nerd de vez em quando, é um perigo, uma bomba relógio, daquelas que podem um dia, do nada, sair por aí matando gente no cinema (embora do jeito que nossas salas andam atualmente, ir ao cinema já é meio que risco de vida por si só), ou pior, sair por aí, sei lá, vestido de cosplay (e volta à minha mente a imagem de um conhecido de 120 quilos cospleyado -ou seja lá qual for o termo que eles usem- de Goku! O horror! My eyes! O horror!).

Então, com a permissão do nosso estimadíssimo gerenciador e dono do site, Rafael, vamos nerdaiar sobre alguns assuntos aleatórios. Obrigado Rafael, esse homem sabe o que faz.

Besouro verde e Kato, em pintura de Alex Ross

Besouro Verde – e eles insistem ainda…

Uma das coisas que eu tenho lido atualmente, nem sei bem porque, são as aproximadamente 458 minisséries que a Dynamite publica mensalmente sobre o Besouro Verde.

Tem que ver, é uma coisa de louco, mensalmente chega nas bancas umas duas, três minisséries simultâneas, uns quatro, cinco especiais, e dá-lhe Besouro Verde 1930, origem de Kato, casamento de Kato, os filhos de Kato, Besouro ano 1, Filho do Besouro Verde, Besouro Verde remake, um samba do crioulo doido, dá impressão que eles ganham por quilo de folha impressa e não por gibi vendido.

O pior é que o personagem e a mitologia em torno dele é até legal, uma coisa meio pulp de raiz, parece um daqueles personagens esperando apenas um grande escritor colocar as mãos nele, é meio que um Spirit sem o Will Eisner, se é que vocês me entendem.

As histórias não chegam a ser ruins e nem muito boas também, lembram muito o tipo de trama que o Fantasma e o Mandrake topavam por aí, geralmente bem despretensioso e bem amarradinho, pensando bem, parece o tipo de gibi ideal para alguém começar a ler gibi, os roteiros são de gente como Kevin Smith (adaptando na verdad

e o roteiro rejeitado que ele escreveu para o filme do Besouro Verde), Matt Wagner (é bem legalzinha a mini sobre o Ano 1 do nosso herói que não amadureceu ainda) e mais uns desconhecidos aí.

O filme dele, após uma produção bastante conturbada, estréia esse ano, dirigido pelo Michel Gondry, dos ótimos Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança e Rebobine por Favor, aparentemente uma escolha tão adequada para um filme de herói quanto escalar a Amy Winehouse para fazer campanha de combate às drogas. É ver no que vai dar.

Segundo o DataFolha, só nos catorze minutos que demorei digitando isso acabou de  chegar mais duas minisséries e um especial dele nas bancas.

Categorias:Entretenimento

Dropkick Murphys – Do or Die

Por Fábio Ochôa

É o som que tem tocado insistentemente no meu trabalho nos últimos dias. Banda de punk rock misturado com alguma coisa que não consigo definir o que é, algo meio celta, ou algo do gênero. A mistureba lembra vagamente o Gogol Bordello, sem o clima de farra (pra não dizer p*taria porque esse é um site de família) e descontração que a banda do Eugene Hütz tem. Os Murphys conseguiram emplacar uma música (acho que a única deles que eu gosto) na trilha dos Infiltrados, do Martin Scorcese, (I´m Shipping Up to Boston, que conta a singela história de um pirata que perde a perna de pau e vai em um navio para Boston lavar tudo de sangue até recuperá-la, bonitinho, não?).

Quem gosta de punk rock, experimente, mas na dúvida, fique com o Bordello.

Categorias:Entretenimento