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Besouro Verde

Por Fábio Ochôa

Faz aproximadamente uns dois dias que aconteceu (mezzo acidentalmente, mezzo aleatório) o encontro nerd da geração old school. Imagino que esse seja o momento em que você me pergunta “ok, e daí?”, e eu respondo habitualmente rápido (ênfase nessa palavra, pequeno gafanhoto) que no meio de serviço, filmagens e trilhões de coisas, eu estava sentindo bastante falta de falar sobre nerdaiadas pop, meio sem perceber.

E nerd que não dá vazão ao seu lado nerd de vez em quando, é um perigo, uma bomba relógio, daquelas que podem um dia, do nada, sair por aí matando gente no cinema (embora do jeito que nossas salas andam atualmente, ir ao cinema já é meio que risco de vida por si só), ou pior, sair por aí, sei lá, vestido de cosplay (e volta à minha mente a imagem de um conhecido de 120 quilos cospleyado -ou seja lá qual for o termo que eles usem- de Goku! O horror! My eyes! O horror!).

Então, com a permissão do nosso estimadíssimo gerenciador e dono do site, Rafael, vamos nerdaiar sobre alguns assuntos aleatórios. Obrigado Rafael, esse homem sabe o que faz.

Besouro verde e Kato, em pintura de Alex Ross

Besouro Verde – e eles insistem ainda…

Uma das coisas que eu tenho lido atualmente, nem sei bem porque, são as aproximadamente 458 minisséries que a Dynamite publica mensalmente sobre o Besouro Verde.

Tem que ver, é uma coisa de louco, mensalmente chega nas bancas umas duas, três minisséries simultâneas, uns quatro, cinco especiais, e dá-lhe Besouro Verde 1930, origem de Kato, casamento de Kato, os filhos de Kato, Besouro ano 1, Filho do Besouro Verde, Besouro Verde remake, um samba do crioulo doido, dá impressão que eles ganham por quilo de folha impressa e não por gibi vendido.

O pior é que o personagem e a mitologia em torno dele é até legal, uma coisa meio pulp de raiz, parece um daqueles personagens esperando apenas um grande escritor colocar as mãos nele, é meio que um Spirit sem o Will Eisner, se é que vocês me entendem.

As histórias não chegam a ser ruins e nem muito boas também, lembram muito o tipo de trama que o Fantasma e o Mandrake topavam por aí, geralmente bem despretensioso e bem amarradinho, pensando bem, parece o tipo de gibi ideal para alguém começar a ler gibi, os roteiros são de gente como Kevin Smith (adaptando na verdad

e o roteiro rejeitado que ele escreveu para o filme do Besouro Verde), Matt Wagner (é bem legalzinha a mini sobre o Ano 1 do nosso herói que não amadureceu ainda) e mais uns desconhecidos aí.

O filme dele, após uma produção bastante conturbada, estréia esse ano, dirigido pelo Michel Gondry, dos ótimos Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança e Rebobine por Favor, aparentemente uma escolha tão adequada para um filme de herói quanto escalar a Amy Winehouse para fazer campanha de combate às drogas. É ver no que vai dar.

Segundo o DataFolha, só nos catorze minutos que demorei digitando isso acabou de  chegar mais duas minisséries e um especial dele nas bancas.

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Categorias:Entretenimento
  1. 03/11/2010 às 09:03

    Bem-vindo Fábio! Chegou chegando! Deu 3 sem tirar!

    Como disseste, o Besouro-Verde lembra um pouco o Mandrake, mas lembra bastante Spirit, Fantasma, Morcego Vermelho (da Disney)… Eu nunca acompanhei o personagem, nem tenho lido nada atual, mas sinto falta das histórias simples, de vilões simples, com objetivos simples, sem referências a 37 gibis lançados paralelamnte, com trocas de identidade, com mortes e ressurreições… Enfim, snto falta de histórias de mocinho e bandido.

    Sobre encontros nerds, fazem falta mesmo. A cabeça fica cheia e sem ter com quem comentar… Dá mesmo vontade de matar todo mundo de sepse no cinema, forçando as pessoas a tocar nas poltronas sujas, mas não dá vontade de vestir cosplay… Já vi muita cosa bizarra e tenho medo.

  2. Fábio Ochôa
    03/11/2010 às 16:41

    Pois é, o tempo me ensinou a ter alergia a qualquer coisa que soa como megasaga-redefinidora-onde-nada-mais-será-como-era-antes.
    E no fim das contas tudo não passa de um bando de sujeitos com cuecas por cima das calças.

    Encontro nerd dia 5, quem vai levanta o dedo!

  3. 03/11/2010 às 21:34

    Fábio e seu “gravatar” bizonho!

    Puuutz, perdi o último encontro nerd… Nerd pobre é uma coisa muito triste…

    Mas pior que nerd pobre é nerd sem-noção! Negovéio, gordo, gasto, vestidinho de minininha ou de gurizinho de anime, é pra f@d&r o #ú do palhaço!

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