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Kindred the Embraced

A tradução seria “Membros os Abraçados”

Nem pegaria mal…

De qualquer forma assisti essa série alguns dias atrás e tenho que dizer que apesar de alguns apesares (bonito isso!), ela foi boa.

Nos EUA Kindred foi ao ar pela FOX em 1996, tendo sido criada por John Leekley e Mark Rein-Hagen, esse segundo o criador do RPG Vampiro a Máscara que inspirou o seriado.

Ela teve apenas oito episódios, embora não tenha sido um grande sucesso teria se estendido por mais tempo se Mark Frankel, o ator principal, não tivesse falecido em um acidente de moto após a gravação do ultimo episódio da primeira temporada.

O principal inimigo do programa foi o orçamento, melhor dizendo, a falta dele. Com a grana escassa foi necessário economizar nas cenas noturnas, o que é problemático em uma série de vampiros!

Outros seriados como Moonlight e Vampire Diaries tiveram o mesmo problema, para não eliminarem a mais clássica fraqueza dos sugadores de sangue cada uma definiu que de forma limitada os personagens podiam pegar sol, mas depois de um ponto eles entram em combustão. Se bem que no caso do Diaries os anéis de imunidade ao sol já estava presente nos livros.

Portanto em Kindred the Embraced os vampiros podem ficar no sol logo após se alimentarem, ainda assim surgem cenas onde já é claramente dia, mas os personagens falam como se ainda fosse amanhecer.

É a vida, o cara tem que se virar com o que tem afinal de contas huahauhauahuahuahau.

Outra adaptação é que os vampiros de Kindred podem comer e beber normalmente, embora apenas o sangue os sustente. Já no RPG poucos eram capazes desse feito, era preciso comprar uma qualidade para poder engolir qualquer coisa que não fosse sangue sem bancar a guria do Exorcista e sair vomitando imediatamente.

Novamente o orçamento fez um estrago nos (d)efeitos especiais. Hoje em dia com um tutorial de internet qualquer pessoa com um pouco mais de paciência faz efeitos melhores no próprio computador.

Deixando a parte técnica de lado e se concentrando na ambientação, a história se foca em torno de Julian Luna, o príncipe de São Francisco. Sendo o líder dos vampiros da cidade todos os problemas dos membros (o nome que os vampiros dão a sim mesmos) acabam estourando na mão dele, além disso, é claro que Julian também tem de lidar com concorrentes ao trono.O personagem secundário que deveria ser mais importante era Frank Kohanek, um detetive de polícia. Mas o personagem era péssimo, muito clichê, acho que todo mundo concorda que ele deveria ter sido morto logo no início da série, mas ele foi perturbando até o final.

O principado de São Francisco é composto por cinco clãs de vampiros e os primógenos (lideres) de cada um são personagens importantes na série.

São eles; Archon Raine líder dos Ventrue (aristocratas) e criador de Julian; Deadalus senhor dos Nosferatu (vampiros deformados que vivem no subterrâneo), um alquimista; Eddie Fiore chefe dos Brujah (criminosos esquentados), um mafioso de sindicato; Cash representante dos Gangrel (ciganos e metamorfos), guarda-costas do príncipe; e Lily a senhora dos Toreador (artistas e socialites), amante de Julian e dona do clube Haven.Não são mencionados membros dos clãs Malkavian ou Tremere, mas surge um Assamita em um episódio e em outro um assassino serial aparece, foi um perfeito Malkavian, mas oficialmente era Gangrel.Alguns reclamam que todos os vampiros demonstram Disciplinas (poderes) de outros clãs, mas como praticamente só aparecem os anciões da cidade pode-se considerar que eles já são experientes o suficiente para terem aprendido esses truques.

Algumas interpretações são boas, como a de Mark Frankel (Julian Luna) enquanto outras nem tanto como a de C. Thomas Howell (Frank Kohanek), mas no geral o elenco fez um bom trabalho.

É interessante que os vampiros não são mostrados como monstros sanguinários, mas fica claro que nenhum deles é meigo. Acredito que souberam balancear bem a besta e a humanidade de cada personagem.

Ainda assim é obvio que o aspecto monstro bebedor de sangue foi um pouco aliviado para eles serem os “heróis” do programa.

Um tema recorrente é o envolvimento afetivo entre os membros e os humanos, o próprio Julian Luna se apaixona por uma humana chamada Caitlin, uma repórter que veio investigá-lo e os dois se tornam amantes.

Mais tarde mesmo descobrindo que ele é um vampiro Caitlin ainda o aceita, mas para protegê-la o príncipe apaga esse segredo de sua memória, apesar de ficar obvio no mesmo episódio que o efeito desse poder não estava muito firme.

Em relação aos roteiros existiam alguns furos, como Julian insistir em proteger Frank, tudo bem que foi a pedido de sua cria e ex-amante Alexandra, mas o detetive saber da existência dos vampiros era uma baita quebra da máscara. Se a memória dele não pudesse ser apagada ele deveria ser morto ou Abraçado (transformado em vampiro).

O seriado poderia ser melhor?

Com toda certeza. Muito melhor.

Mas é uma boa série para se assistir, principalmente para quem gosta de Vampiro a Máscara.

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  1. 30/06/2011 às 22:16

    Legal
    Eu achava que a única série de vampiros da década de 90 era a tenebrosa Buffie (que, no filme que passa direto na Sessão da Tarde, só encosta um LÁPIS nos vampiros e eles desmontam, algo como a Geena Davis em A Ilha da Garganta Cortada, que só encosta nos caras e eles são arremessados longe).
    Li dois livros do rpg Vampiro A Máscara (o da rosa e o da gostosona) e achei interessante, mas, infelizmente, com mais fofoca e disse-me-disse que os livros do Machado de Assis.
    Mas o potencial para boas histórias é imenso.

    • Fábio
      30/06/2011 às 22:26

      É bem por ai Jacques.

      Para assistir essa série a pessoa tem que levar em conta o que comentei sobre o baixo orçamento, mas fora isso é bem legal.

  2. Fábio Ochôa
    01/07/2011 às 14:02

    Cara, que desenterrada… Eu assistia essa série nos anos 90 (98, eu acho), ela passava na TV a cabo de madrugada, vi pouquíssimos episódios e achava que a TV a cabo havia abandonado ela.

    A pobreza era franciscana, e a título de curiosidade, o protagonista dela é o gurizinho do E.T.

    • Fábio
      01/07/2011 às 14:40

      Era o guri do E.T. mesmo? Legal.

      O Mark Frankel tinha realmente um olho de cada cor depois de adulto, o irmão mais velho diz que ficou assim porque sem querer acertou um javelin no olho dele!

      Acho que o orçamento da série mal pagava um pão com mortadela para cada ator por dia de filmagem.

  3. 06/07/2011 às 15:53

    Eu tenho a série. São quatro DVDs, mas é original e não tem legenda, no momento está com um amigo de Rio Grande, se alguém quiser fazer cópias posso disponibilizar.
    Em tempo, tinha uma série de vampiro do inicio dos anos 90 que chamava-se Forever Knight, no mesmo estilo da serie do Highlander, achei um pouco melhor que kindred.

    • Fábio
      06/07/2011 às 16:31

      Legal.

      Vou dar uma pesquisada no Forever Knight.

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