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Queime vaca, queime! – Vampiro a Máscara.

Então chegamos ao segundo Queime Vaca, Queime! Vocês podem conferir o primeiro aqui, e sem mais delongas:

O RPG Vampiro a Mascara foi lançado em 1991 e fez um grande sucesso, sendo adorado pelos fãs até hoje, mesmo tendo sido descontinuado em 2004!

Tanto que será publicada agora no fim do ano a sua edição especial de vinte anos, o lançamento acontecera durante o Grand Masquerade, um enorme evento a ser realizado em Nova Orleans, entre os dias 15 e 18 de setembro de 2011.

O segredo desse sucesso?

Muito simples.

É um jogo sobre VAMPIROS!

Sério, esse é praticamente o único motivo.

Absolutamente ninguém jogava Vampiro a Máscara da forma que o livro recomendava.

NINGUÉM!

Sabem por quê? Porque o clima proposto era péssimo. Não prestava, simples assim.

Ninguém vai ir passar uma noite ou uma tarde no caso dos mais fracotes, jogando um RPG com vampiros, as criaturas mais badasses e legais do universo do terror, para fazer um personagem chorão e afeminado que não faz nada além de ficar fofocando como uma velha ressentida e mal amada!

NIIINNNGUÉEEEEEMMMMMMMMMMM!!!!!!!

Sim, por que vamos combinar, se alguém fosse levar a sério o que vinha descrito como forma de interpretação e de ambientação do universo do Vampiro a Máscara, o grupo não durava uma sessão de jogo.

Os jogadores com a cabeça mais forte simplesmente iam pegar no sono ou mandar essa frescurada longe e ir embora, mas a maioria dos outros iam fazer fila para cortar pulsos na banheira da casa do narrador, após tomar uma taça de vinho tinto aditivado com os calmantes da mãe é claro.

Sim! Porque depois de uma partida de Vampiro “jogando certo” ninguém ia ter os culhões necessários nem para se matar de uma forma digna.

Em defesa do Vampiro a Máscara tenho que reconhecer que ele teve uma grande importância para muitos jovens terem com a desculpa de interpretar personagens densos e dramáticos a oportunidade de deixarem “aflorar” todo um outro lado seu ao interpretar a atração que o sangue causava entre seu personagem e algum pdm…

… do mesmo sexo…

… por coincidência é claro.

Muitos se dedicaram tanto a interpretar corretamente que ouvi falar que alguns, como bons atores que eram, inclusive foram fazer laboratório em bares GLBT.

Ou pelo menos acho que é por isso que eles foram…

Vejam bem, na vida real o indivíduo tem a escolha de seguir a orientação que desejar, ainda que até hoje infelizmente alguns sofram preconceito, mas no Vampiro a Máscara “jogado certo” o personagem basicamente não tinha opção!

O Mark Hein-Hagen não é o criador do conceito do vampirismo praticamente inverter a orientação sexual do indivíduo, a culpada por isso foi a Anne Rice, mas o sem noção adotou a idéia, assim como muitas outras coisas inspiradas no trabalho dela.

O que nos leva ao fator criatividade, o cenário era até legal se você deixasse algumas coisas de lado, mas sinceramente não era nem um pouco inovador, grande parte dele foi “inspirado” em outras fontes, principalmente no trabalho da Rice.

Entretanto muitos outros autores foram copiados e cada clã do livro original representava um tipo de vampiro.

Por exemplo, os horrendos Nosferatu vieram do filme de mesmo nome, cujo protagonista o Conde Orlok era feio que nem um gato sem pelo (olhem no Google); os Toreador encarnavam o aspecto sedutor, o que é irônico nesse cenário como vocês verão mais abaixo; os Gangrel os selvagens; etc.

Notaram a criatividade?

Mas mesmo deixando isso e a frescura IMPOSTA de lado, a coisa continuava complicada.

Querem um exemplo?

Os vampiros eram todos brochas!

Isso mesmo!

As regras deixavam claro que eles eram impotentes, era preciso gastar sangue precioso se o personagem quisesse FINGIR ainda ter essa habilidade básica e integrante do mito dos vampiros.

TINHAM REGRAS OBRIGANDO O PERSONAGEM A SER BROCHA!!!

Ou no caso de uma mulher a ser mais frigida que bunda de pingüim.

E quanto mais maligno mais impotente e mais sangue era necessário.

Até então os vampiros sempre foram representados por seus autores como criaturas muito sensuais e sexuais. Pombas! Psicólogos chegam a afirmar que eles são um mito baseado na questão da libido aflorada.

O Drácula é que sabe viver!

Até mesmo o Conde Orlok mal chegou à Alemanha é já queria afogar o ganso na Ellen Hutter.

Mas no Vampiro à Máscara resolveram pegar um dos aspectos principais da mitologia vampiresca e atirar pela privada! Heresia maior seria apenas se inventassem alguma coisa muito estúpida, como eles brilharem no sol ou coisa assim…

Ok. Alguém fez essa ultima bobagem, mas isso não é o ponto deste artigo.

Outro fator determinante dos vampiros desse cenário é que eles são todos covardes e paranóicos, odeiam uns aos outros sem absolutamente nenhum motivo convincente, mas como são cagões demais para tomar uma atitude séria a respeito, ficam fofocando com as outras comadres para fazer os rivais serem mal falados pela sociedadezinha estereotipada local.

Nunca entendi qual era o ponto dessas politicagens sociais de patricinhas, o Mark Hein-Hagen sinceramente esperava que os leitores achassem lógico que predadores imortais que se arrastaram de volta das profundezas do submundo por pura determinação (lembrando não era com qualquer um que o Abraço funcionava) iam ficar deprimidinhos por que andam falando que eles são feios, chatos e bobos.

Que achariam que eles iriam assistir o sol nascer vertendo lágrimas de sangue, abraçados a um ursinho de pelúcia!

HELL NO!

Um vampiro de verdade ia pegar a fofoqueirinha caquética pelo pescoço e parti-la em mil pedacinhos.

Mas nãããoooo!

Os autores insistiam que personagens que deviam ser primos do Drácula fossem interpretados como a Paris Hilton.

Vejam bem, a questão social sempre é importante em um RPG, mas devesse ter um mínimo de noção dobre o tema.

Mesmo assim o Vampiro à Máscara fez muito sucesso e volto a repetir que foi porque as pessoas pegavam o cenário e mandavam as recomendações de interpretação dos livros às favas.

Os melhores jogos eram aqueles em que os jogadores decidiam interpretar vampiros dignos de respeito ao invés dos chorões oficiais.

E tenho dito!

Para encerrar tenho que comentar uma falha básica na elaboração desse universo, ele já foi lançado com o prazo de validade vencido…

O ponto principal do cenário era a Gehenna, o apocalipse vampírico. E o troço já estava batendo na porta desde a primeira edição!

Existe um limite do quanto se pode protelar um evento desses em um RPG, depois de toneladas de suplementos e treze anos dando cada vez mais destaque a um acontecimento, não se tem como não deflagrá-lo, pelo menos não sem desrespeitar completamente os fãs.

E o que sobre depois que tudo acaba?

Pois então!

Que venha a edição especial de 20 anos do Vampiro a Máscara, um ótimo jogo se você decidir jogá-lo errado.

Como meu amigo Júnior disse que falaram para ele, vampiro é um “jogo para se jogar como no filme Entrevista com o Vampiro, mas que todo mundo joga como em Blade”.

Ainda bem.

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  1. 06/07/2011 às 01:22

    Hum…. Eu geralmente me empolgo muito quando decido responder esses posts de cremação de vacas, então dessa vez vou considerar tudo como uma grande piada e não vou descer o sarrafo.

    Mas tem uma série de pontos aí que, bom, não condizem com a realidade do livro… Enfim. Hora dessas eu escrevo um post sobre Vampiro: A Máscara, e exponho minha opinião sobre o assunto.

    Talvez.

    • Fábio
      06/07/2011 às 01:45

      Com certeza tem pontos que não condizem com a realidade do livro, mas tive que deixar suavizado assim mesmo porque esse é um blog de família.

  2. 06/07/2011 às 10:14

    Eu tentei jogar vampiro, mas não presta. O pessoal joga porque tem mais mulher na mesa que em D&D. Só isso interessa. Pior que vampiro é só live de vampiro… façameofavor!

  3. Fábio Ochôa
    06/07/2011 às 13:56

    Vontade que eu tinha era de pegar este post e enviar em uma máquina do tempo para algum computador de 1998.
    Ia impedir muita vergonha alheia.

  4. 06/07/2011 às 15:42

    Pois é, fiquei na dúvida se devo levar o post a sério e responder ou levar na brincadeira… Humm, deixa eu ver…
    Ah, sei lá, vou comentar isso:
    “Sabem por quê? Porque o clima proposto era péssimo. Não prestava, simples assim.” No caso se referindo ao universo punk-gótico? Sério?
    E quanto à orientação ao desenvolvimento de arquétipos de personalidade, frenesi, deformação, humanidade e besta interior?
    Existe uma descrição de cenário baseada um tanto em Anne Rice (que eu particularmente não gosto), cara, mas está muito, mas muito longe de crepusculo, moonlight, trueblood e outras aberrações pseudovampiricas do novo milênio.
    São adaptações diferentes do mito vampírico, a do Bram Stoker e a do Mark R. Hagen, mas as entrelinhas carregam mais do que o que foi exposto caro Fábio.

  5. 06/07/2011 às 15:48

    E, só para elucidar outro ponto (sério, lemos o mesmo livro?):
    “Nunca entendi qual era o ponto dessas politicagens sociais de patricinhas…”
    O próprio livro diz que cedo ou tarde as rusgas políticas cessam, afinal vampiros são predadores e desejam ser reconhecidos como tal.
    Há um pano de fundo, como eu disse há pouco, claramente inspirado em Anne Rice, mas o universo descrito em sua totalidade é o punk-gótico, estranha-me alguém gostar de cyberpunk e não entender a proposta geral de universo, pergunto de novo: lemos o mesmo livro? Tu estás falando da segunda edição, 1994?

    • Fábio
      06/07/2011 às 16:43

      Lemos o mesmo livro sim, li a terceira edição também.

      Como comentei, deixando algumas coisas de lado o cenário era legal, o que quiz dizer que era péssimo era o clima sugerido para a interpretação dos vampiros.

      Se levarmos em conta todos os outros monstros do cenário e os humanos tudo ok, mas a psicologia vampiresca era “emica” (inventor de palavras mode-on), sério, analizem friamente, eles foram os primeiros emos!

      • 07/07/2011 às 04:21

        Ok, ok. Eu tava levando na brincadeira, porque até aqui era brincadeira. Mas pera lá!
        Primeiro: Emos e Góticos são diferentes. Os vampiros – alguns, poucos, alias – d’A Máscara podem ser classificados como góticos, mas nenhum, repito NENHUM chega a ser próximo da distorção que são os emos.
        Primeiro, em termos de classificação, o emo brasileiro contemporâneo (que na verdade é um fenômenorecente, lamentável e isolado na nossa cultura), caracterizado por ter orientação sexual e gosto musical questionáveis, e com o visual conhecido, com trajes listrados, All-Stars, cabelos coloridos e franjas caídas sobre os olhos, é um fenômeno recente, exclusivo do nosso país. Essas coisas nem sequer sabem o que é RPG, e muito menos o que significa punk OU gótico, e com certeza não tem nenhuma semelhança com os personagens d’A Máscara, exceto, talvez, que muitos jogadores e mestres simplistas classificam os vampiros de Hein-Hagen como depressivos.
        Góticos são uma sub-cultura que se originou nos anos 80 no reino unido, e migrou pro Brasil no início dos anos 90, e AQUI (diferentemente da inglaterra) assumiu um visual caracterizado por cabeleiras, roupas pretas, piercings e uma certa bagagem filosófica e literária, voltada principalmente à temas que glamorizam a decadência, o niilismo e o hedonismo.
        (dá pra descobrir tudo isso na wikipédia, ou simplesmente puxar de memória, praqueles que estavam inseridos nessa sub-cultura)

        A postura dos vampiros do Hein-Hagen era justamente baseada nessa sub-cultura britânica, completamente diferente dessa onda juvenil transviada que cultua restart, e comparar ambas é simplesmente dizer uma grande bobagem sem cabimento. É uma rotulação burra de alguém que não tem conhecimento sobre os um, ou ambos os movimentos. É como dizer que futebol evoluiu do Hoquei (o inglês, jogado à cavalo) porque, bom, o hóquei é anterior, e ambos os esportes tem a mesma base: Usar uma bola pra fazer gols. Uma coisa não levou a outra. Em nenhum dos casos.
        Vampiro – a edição de 1994 – era baseado sim na idéia geral que o Valim citou acima: ” (…) desenvolvimento de arquétipos de personalidade, frenesi, deformação, humanidade e besta interior.” Como eu disse, um mestre simplista reduz isso à “personagem depressivo”, enquanto jogadores e narradores com um foco mais interpretativo podem, perfeitamente, desenvolver personagens divertidos de jogar e/ou interagir, e que contenham uma motivação mais trabalhada do que o arroz-com-feijão do Hack’n’slash – nada contra, cada um com suas preferências, mas eu acho esse estilo de jogo cansativo; É como jogar só street fighter 2, sempre com o mesmo personagem, contra a máquina…
        A terceira edição do Vampiro se tornou muito mais política, e com pouca associação com a versão anterior, em termos de “goticismo”. Era muito mais “politi-punk”, com mais envolvimento com as organizações do cenário do que com o desenvolvimento do arquétipo individual de cada personagem.

        Ah, claro: Pode-se fazer uma relação entre o gótico e o movimento emocore britânico – ambos filhos do movimento punk – mas aqueles primeiros emos se parecem muito pouco com os “emos como forma de chingamento”, mas duvido que tu tivesse se referindo ao primeiro grupo no teu comentário.

        Como nota final: Sim, resposta longa. De acordo com o “modo Jacques de ver”, coisa de “fã exaltado e/ou ofendido”. Bom, eu joguei Vampiro muitos anos, e gostei muito do jogo. E abomino a idéia reducionista de que todo jogador de vampiro é depressivo, homosexual ou um virgem babão. Essa rotulação, mesmo que de brincadeira, entre “grupos” de jogadores de RPG é sempre prejudicial, porque, de acordo com uma das minhas namoradas (que jogava Lives de Vampiro comigo): “toda brincadeira tem um fundo de verdade”, e essa segregação de jogadores “por estilo” só fragmenta mais ainda um passa-tempo que está já muito desgastado.

  6. Fábio
    07/07/2011 às 06:18

    Não quiz dizer que os vampiros da máscara eram literalmente emos ou deram origem a eles, foi apenas uma comparação exagerada para salientar um ponto de vista.

    Nesse artigo foquei em um extremo do Vampiro a Máscara, mas também citei outro, as aventuras estilo “vampiro X-Man” no comentário sobre o Blade!

    Embora se tiver que escolher entre os dois prefira o hack’n’slash ao super deprimido político, acredito que o ideal é o meio termo.

    Infelizmente ainda acho que se o jogador for levar a risca tudo o que vem definido no livro sobre interpretação ele vai ficar muito restrito no aspecto melancólico e desesperado com ataques de fúria eventuais.

    Sem falar que se o narador fosse fiel a interpretação recomendada dos pdms os jogadores jamais iam conseguir fazer nada de útil por conta própria e iam ser sempre apenas um joguete descartável na mão dos anciões.

    • 07/07/2011 às 17:33

      Sim, mas se tu tiver um mestre que leva tudo a risca em D&D, por exemplo, vai ser só dungeon crawl e hack’n’slash, porque o livro não traz idéias de interpretação para os personagens – não, as Tendências não são um “apelo interpretativo”, são só um manual para dizer aos jogadores como os seus personagens dever reagir diante de determinadas situações, e se fosse levada à sério, os personagens SEMPRE ajudariam mocinhas indefesas, e bateriam nos caras maus. É basicamente uma ferramenta pra fazer a vida do mestre mais fácil, simplesmente criando ganchos de aventuras baseado nas tendências dos personagens.
      Jogar QUALQUER cenário/sistema ao pé da letra é uma idéia péssima porque basicamente os personagens serão só mais uns panacas no meio de PDMs fodões, e nunca farão nenhuma diferença, seja em Vampiro, seja em D&D.

      • Fábio
        07/07/2011 às 17:36

        Concordo.

  7. Fábio
    08/07/2011 às 00:17

    Para aqueles que se perguntam qual a moral do Queime vaca, queime! gostaria de comentar como eu vejo essa sessão do blog.

    A categoria Queime vaca, queime! é como um tribunal, cada artigo um julgamento, o tema de cada post é o réu, o autor é o promotor, os jurados são os leitores, as testemunhas de acusação e de defesa são aqueles que comentam e aquele que defende mais ferrenhamente é o advogado de defesa.

    • 08/07/2011 às 08:47

      Boa hehehe gostei da definição…. 2 na fogueira já!

  8. 08/07/2011 às 13:16

    Talvez a ambientação original proposta por Mark Rein*Haggen não faça sentido para a maior parte dos adolescentes (e adolescentes tardios) brasileiros. Era muito fortemente inspirada em um clima oitentista anglo-saxônico que era geralmente desconhecido (e incompreensível) para o adolescente brasileiro médio dos anos noventa.

    Em resumo, não era jogo pra moleques. E por isso por aqui primou a moda de transformar Vampiro: a Máscara em mais um joguinho de “meu vampiro é mais fodão que o seu”. Dê um bastão da voz para um moleque, e ele vai enxergar um bordão. =)

  9. 08/07/2011 às 15:01

    Sobre o cenário ter sido lançado com prazo de validade vencido, bem, o livro é, originalmente de 1993, sendo que a primeira edição foi finalizada em 1991, logo reflete uma sociedade oitentista, mais que isso, reflete o fim do punk, preparação para um novo milênio, há uma cultura retratada no livro, seja nos costumes, arte, texto. Dizer que é apenas baseado em Anne Rice (e com certeza o é em algumas partes), seria monocrômico.
    O clima? Vejamos: a cronica sugerida por Mark H.R. ao fim do livro é baseada num documentário muito cru sobre a pobreza ao redor do Michigan, chamado “Roger and me”. Algumas notas e imagens mentais sugeridas: “degradação, sujeira, lixo, polícia mais corrupta do que no nosso mundo, medo” – De boa, nem vou perguntar qual a ligação do cenário sugerido pelo livro com o universo emo, tende mais para um “ok, voces venceram, retirei minhas impressões de um bando de abostados sem cultura que jogavam esse sistema”.
    De qualquer forma, a culpa não é do cenário, ou do sistema. Pobreza intelectual e carência de valores é o que faz um bando de pessoas se autorotularem como nerds porque importam e engolem uma cultura que não é a sua, que não tem a menor idéia do que se trata ou sequer buscam conhecer de onde saiu.
    É um tempo inglório, a boçalidade é o prato cotidiano. Cabe a nós sermos o diferencial, a nota de dissonância nesse mar de mesmisse e, como disse o Domênico, prejudicial aos apreciadores do bom e velho RPG.

  10. 09/07/2011 às 10:10

    A preguiça mental jogou o sistema Vampiro na lama. Eu nunca consegui jogar por falta de grupo. Só voltei a me interessar quando comecei a falar com o Fábio sobre o jogo.
    Não é só falta de cultura, é falta de interesse. A “cultura” nunca esteve mais acessível como hoje. Quando comecei a jogar RPG, não existia a Internet e a mídia como é hoje. Quando alguém citava uma fonte, era um conquista localizá-la e apreciá-la. Hoje, achá-la é fácil, mas e apreciá-la?
    A sociedade se acomodou. É mais fácil a “cultura” vir até ti que tu ires atrás dela. Só que o que vem até nós não é cultura, é o que o dinheiro quer que a gente pense que é cultura.
    Pergunta pra qualquer emo fã de Crepúsculo de onde vem a lenda, quais os principais poderes de um vampiro, como uma sociedade vampírica se comporta… A resposta vai ser o que a mídia os ensinou e não o que eles leram no decorrer de suas vidas, não o que pesquisaram.
    Hoje, quando alguém quer saber algo, pergunta no YahooPerguntas ao invés de pesquisar.
    Pra quê ler e pesquisar, raciocinar, criticar e pensar, se a resposta vem até a gente assim, de barbada?

    • 18/07/2011 às 16:51

      Aqui também concordo em gênero, número e grau. Com uma nota que me parece relevante: o EMO não era aquilo que conhecemos hoje quando em 1991 (sim, 1991!) foram gestados os primeiros escritos de Vampiro: A Máscara de Rein*Haggen. Comparar o universo simbólico do jogo ao EMO mostra, no mínimo, falta de compreensão sobre um ou outro, sou sobre os dois.

      É o tipo de coisa destes tempos em que as pessoas não sabem, nem querem saber, do que estão falando.

      • Fábio
        18/07/2011 às 18:37

        Escrevi esse texto nos dias de hoje, portanto é obvio que a comparação é entre os emos de HOJE e o vampiro a máscara. Também é obvio que não é para ser uma corelação exata, é uma piada.

        E pelos comentários a respeito, a comparação foi perfeita em sua função, mostrar que algumas pessoas levam a sério demais um simples brinquedo, pois é isso que o rpg é, um brinquedo como qualqer outro.

        • 19/07/2011 às 08:00

          Concordo em gênero, número e grau com o que o Fábio disse. A comparação e a brincadeira é com o que o Vampiro se tornou hoje (bem como com o que os Emos se tornaram). O movimento Emo pode ter aparecido com outros propósitos, mas se tornou ridículo, tão ridículo quanto à maneira que a maioria joga Vampiro. Não é dizer que todo emo é ridículo, nem que todo jogador de Vampiro o é. É dizer que muita gente não entendeu seu propósito, sua trama, os objetivos, a jogabilidade, enfim, interpretou um cenáio sem ler ou pesquisar sobre ele.

  11. Marco
    09/07/2011 às 19:21

    Eu particularmente fui um canalha vampiro Tremere/Seguidor de Set/Ventrue/Drácula do Mal maligno que queria manipular os outros vampiros do mal pra conquistar cada vez mais poder pra então manipular o Príncipe e então… Hã… Sei lá…O jogo têm algum objetivo? Até hoje não sei.
    A única certeza que tenho hoje é que não passávamos de um monte de idiotas interpretando outros idiotas que faziam parte de uma sociedade vampírica idiota, com leis idiotas que ninguém respeitava, mas que na verdade servia para substituir (não me perguntem como) a falta de mulher entre os nerds da época.
    Depois a mulherada nerd começou a jogar live action de vampiro e então alguns espertinhos utilizaram aquilo pra pegar as guriazinhas bonitinhas e outros (como eu, infelizmente) continuaram jogando pra ter poder, pra…Enfim.
    Olhem o lado bom, pelo menos alguns nerds conheceram mulher mais rápido do que o Sheldon, ainda que com menos competência do que Leonard.

    • 18/07/2011 às 16:54

      Valeu por nos prover uma exemplificação anedótica daquilo que estávamos falando, Marco. o/

      • Marco
        19/07/2011 às 00:13

        Ah….Obrigado.
        É sempre bom ser útil, ainda mais com exemplificações anedóticas.
        Falando sério, o jogo era interpretado usualmente desta forma que mencionei acima, mesmo quando um mestre tentava dar uma outra conotação.
        Ainda sim, lembro de fazer bons amigos em live action, quando mestrei e joguei Vampiro.

      • camille
        11/08/2014 às 23:01

        Nossa mano o Edward nao e gay que e gay e que escreveu isso dele

  12. 19/07/2011 às 13:24

    Fábio :
    Escrevi esse texto nos dias de hoje, portanto é obvio que a comparação é entre os emos de HOJE e o vampiro a máscara. Também é obvio que não é para ser uma corelação exata, é uma piada.
    E pelos comentários a respeito, a comparação foi perfeita em sua função, mostrar que algumas pessoas levam a sério demais um simples brinquedo, pois é isso que o rpg é, um brinquedo como qualqer outro.

    E o que é um brinquedo? O que é uma brincadeira? O que é sério, e o que não é? Esta leviandade com que as pessoas levam as suas brincadeiras explica, em grande parte, a superficialidade de suas experiências lúdicas.

    A narrativa coletiva está a um passo do mito.

    P.S. continuo achando a comparação esdrúxula e superficial.

    • Fábio
      19/07/2011 às 21:27

      Quando brincam quase todo mundo só quer se desestressar e se divertir, se isso acontece não importa se foi uma experiência profunda ou não.

      • Fábio Ochôa
        20/07/2011 às 10:16

        Aparentemente, hoje em dia para brincar tem que ter PhD.

      • 20/07/2011 às 13:38

        Nisso eu concordo. Mas não é meu interesse opinar sobre o modo de se divertir das pessoas. Meu ponto é fazer um contraponto a seu post, que parece ter virado “sarcástico” de uma hora para outra. A parte mais legal de escrever é que a gente sempre pode reinterpretar as nossas palavras, não é mesmo? 🙂
        #not

      • Fábio Ochôa
        20/07/2011 às 14:30

        Bom, acho que as imagens que ilustram o post do Fábio já tinham deixado pra lá de evidente que o post é sarcástico. Mas, enfim, né…

  13. 19/07/2011 às 13:30

    Rafael :
    Concordo em gênero, número e grau com o que o Fábio disse. A comparação e a brincadeira é com o que o Vampiro se tornou hoje (bem como com o que os Emos se tornaram). O movimento Emo pode ter aparecido com outros propósitos, mas se tornou ridículo, tão ridículo quanto à maneira que a maioria joga Vampiro.

    Eu não sei se já houve tal coisa como um “movimento Emo”. No máximo uma estética, mas não um movimento. Não havia proposta, manifesto ou mesmo identidade filosófica. Eram/são pessoas se vestindo de modos parecidos, ouvindo músicas parecidas, partilhando atividades semelhantes e sendo, em geral, um pouco ridículos aos olhos de quem está de fora. Nisso eles sempre se pareceram com nós, jogadores de RPG. 🙂

    E por isso, por não haver — a meu ver — nada a “entender” no processo de se tornar um Emo, que acho a comparação esdrúxula. Se quer uma comparação boa, acho que os jogadores de Vampiro que nunca se preocuparam em pesquisar sobre a estética ou momento cultural reproduzido pelo jogo são bem semelhantes a boa parte das pessoas que se graduam na universidade sem nunca sequer refletir sobre seu lugar ou função social na sociedade onde se inserem. Isto é, gente como a maioria de nós que gosta da aparência e dos bônus, mas não quer pensar sobre o que está fazendo. Gente que tem preguiça de pensar, como você colocou muito bem, meu caro Fábio. 🙂

  14. 19/07/2011 às 13:32

    Marco :
    Falando sério, o jogo era interpretado usualmente desta forma que mencionei acima, mesmo quando um mestre tentava dar uma outra conotação.

    Era interpretado assim por grande parte dos jogadores, pelos motivos já mencionados. Meu grupo era formado de gente que fugia a este perfil. Tínhamos o hábito de pesquisar não apenas na literatura, mas em outras artes também, em busca da estética, do sentimento e do contexto socio-cultural que produziu este universo simbólico que partilhávamos. Mas como disse, isso se dava talvez ao fato de não sermos mais moleques nem termos preguiça de pensar.

    • 19/07/2011 às 20:32

      Buenas. Então tá.
      Uns pensam jogando vampiro, outros não.
      Abraços.

    • Fábio
      19/07/2011 às 21:17

      Eu já preferia pesquisar sobre vampiros para jogar o Vampiro a Máscara!

      • 20/07/2011 às 13:41

        Isso é o óbvio. Mas quando você só pensa em vampiros, Vampiro: a Máscara torna-se um jogo só sobre vampiros. Quando você entende o contexto socio-cultural em que o jogo surgiu, você entende que o vampiro do jogo é uma metáfora para outras questões. RPGs também são obras de arte, se você tem olhos para ver.

  15. Fábio
    19/07/2011 às 21:29

    Vou entregar a Pedra de Roseta para o meu texto, em uma palavra:

    Sarcasmo…

  16. 20/07/2011 às 09:10

    Daniel Duende :

    Eu não sei se já houve tal coisa como um “movimento Emo”. No máximo uma estética, mas não um movimento. Não havia proposta, manifesto ou mesmo identidade filosófica. Eram/são pessoas se vestindo de modos parecidos, ouvindo músicas parecidas, partilhando atividades semelhantes e sendo, em geral, um pouco ridículos aos olhos de quem está de fora. Nisso eles sempre se pareceram com nós, jogadores de RPG. :)

    Não vamos discutir temos, não é? Qualquer manifestação é um “movimento”, ou emos não têm ideologia? Só ficam chorando por aí? O modo de vestir, ouvir “músicas”, atividades semelhantes ou é movimento ou é religião. Jogar RPG não necessariamente necessita ouvira as mesmas músicas, se vestir de forma igual ou ter a mesma ideologia. Isso é como dizer que quem joga mário gosta de bigode. RPG é um jogo. Emo é uma ideologia.

    • 20/07/2011 às 13:49

      Acho que você não entendeu, ou eu não me expliquei. Nem jogar RPG nem identificar-se com a estética “Emo”, seja lá ela o que for, constituem movimentos. Movimentos são outra coisa. Nos dois casos, estamos falando de grupos de interesse, com estéticas e práticas comuns, apesar das diferenças individuais e regionais observadas. E como somos bons de sarcasmo, talvez devesse ser óbvio que minha comparação foi sarcástica.

      E falando em comparação, quem joga Mario não necessariamente gosta de bigode, do mesmo jeito que quem joga vampiro não necessariamente gosta de sangue e morte. Mas seguramente quem joga Mário gosta de videogames, e quem joga vampiro gosta de se reunir com amigos e interpretar personagens em encontros regados a coca-cola. As semelhanças grupais estão lá quando vc olha para elas, e tentar desqualificar um argumento tentando utilizá-lo de forma irônica não é em si um contra-argumento, mas sim uma prova da falta de argumentos em contrário. =)

      Em tempo, já que temos aqui um defensor da tese da “ideologia emo”, será que você poderia nos contar que ideologia é essa? Quais suas idéias-chave? Pelo que eles lutam, se lutam por algo? Qual é o “movimento” do “movimento Emo”? 🙂

  17. 20/07/2011 às 09:19

    Daniel Duende :

    E por isso, por não haver — a meu ver — nada a “entender” no processo de se tornar um Emo, que acho a comparação esdrúxula. Se quer uma comparação boa, acho que os jogadores de Vampiro que nunca se preocuparam em pesquisar sobre a estética ou momento cultural reproduzido pelo jogo são bem semelhantes a boa parte das pessoas que se graduam na universidade sem nunca sequer refletir sobre seu lugar ou função social na sociedade onde se inserem. Isto é, gente como a maioria de nós que gosta da aparência e dos bônus, mas não quer pensar sobre o que está fazendo. Gente que tem preguiça de pensar, como você colocou muito bem, meu caro Fábio. :)

    Eu não sei o que pensas que um emo é, a ponto de ter que “se tornar um”. O que um emo é antes de se tornar emo? Gente? Insensível? Feliz? Ser emo é refletir sobre seu lugar na sociedade? E qual esse lugar? No cantinho chorando? Acho que o que tem de mais fácil é ser oposição, é dizer que tá tudo errado, que a vida é uma merda, que ninguém intende os sentimentos dos outros, que a sociedade é fracassada. Mas não vejo em “virar emo” o sentido. Protestar por protestar não leva a nada. Ficar quietinho, muito menos.

    • 20/07/2011 às 13:57

      Neste ponto concordamos, Rafael. Particularmente, acho (e note bem, esta é apenas minha opinião) que boa parte da estética emo é esvaziada de sentido. É apenas uma estética, apropriada como de costume pela indústria cultural moderna, que “vende” atitude, comportamento e pertencimento. E é por isso que estou cutucando nosso caro blogueiro para que ele partilhe suas idéias sobre o “movimento” Emo. Vai ser novidade para mim ouvir algo sobre “propostas” deste “movimento” que me parece tão esvaziado de qualquer proposta ou idéia-chave.

      Rebeldes sem causa, reclamões mimados, existem desde que inventaram a adolescência. São fenômeno típico da classe média urbana, e traçam descendência direta dos fidalgos estragados que nada tinham a fazer da vida além de reclamar de seus dramas ilusórios.

      Em tempo, “virar Emo” deve ser uma coisa parecida com o que Dinho Ouro-Preto (é, aquele mesmo, o camaleão que finge que canta no Capital Inicial) fez quando aos 17 anos “virou punk” pra assumir a frente da banda montada com os destroços do Aborto Elétrico, em Brasília. Um dia ele era cabeludo e ouvia Led Zeppelin, no dia seguinte apareceu de cabelo raspado, com alfinete na orelha e uma camisa do Sex Pistols. Dá um bocado a se pensar no que significaria mesmo ser “metaleiro” ou “punk”, embora ao menos o segundo grupo tenha ensaiado ideologias e propostas de “movimento”, ignoradas por grande parte dos seguidores desta estética.

      Viu? Eu falei que eu divagava… a discussão não era sobre RPG? =)

      • 21/07/2011 às 11:07

        Primeiro: eu achei que tu estavas ofendido por ser emo 🙂 mas achar que eu sou defensor emo? Francamente, aí é que não entendo teu sarcasmo; ou será ofensa?

        Cutucando o blogueiro pra se explicar? Leia, interprete, concorde ou não, exprima opinião (repito: opinião). Exprima opinião concreta e não “deveria ler fulano”, “os emos da década de 90 eram diferentes”… Parece entrevista da Marilia Gabriela :)… “fale-me sobre Mark Rein Haggen”, “o que é brinquedo?”, “o que é brincadeira?”, “conceitue movimento”, “o que foi hurling o bretão na sua vida?” “rosebud e clitóris, defina-os”… 😀

        Por fim, terminas as discussões/”argumentações” (apesar de achar não ter argumento) 🙂 com a velha “acho que vocês não entenderam“. Estás refutando os comentários com negativa geral, o que dificulta o diálogo. Achas a comparação esdrúxula, mas essa é a tua opinião, sinto muito 🙂 Sinceramente, não tentei acabar com um “argumento” 😛 teu com um contra-argumento, mas o com o mesmo comparativo vazio que vinhas fazendo, como o próprio que usaste para dizer que minhas respostas provavam falta de argumento contrário, ou para explicar “virar emo” =)~~ ~~

        Mas tudo bem, já vimos que és bem fã de Vampiro e, quem sabe, admira os emos (sério?), cada um na sua. 🙂 Tu leste alguns autores, eu, outros, e o Fábio, outros. Isso não dá razão a ninguém. 😉 Nem mesmo colocar smiles nas frase, né? 😉 hehehe

        Abraço!

  18. 20/07/2011 às 13:39

    Fábio Ochôa :
    Aparentemente, hoje em dia para brincar tem que ter PhD.

    Não. Mas para criticar algo, você tem que sustentar sua crítica. 🙂

    • Fábio Ochôa
      20/07/2011 às 14:36

      Olha que o PhD ainda é válido. Veja o quanto de estudo vocês realizaram para jogar um jogo.
      Na próxima vez que for jogar futebol vou pesquisar sobre os maias.

      • 20/07/2011 às 14:54

        Tem gente que se diverte estudando sobre temas que os interessam. Aliás, esta não era uma das características que definiam os nérdes? Eu devo estar desatualizado. 🙂

        p.s. não se esqueça de estudar sobre o hurling bretão. Ele tb é importante na gênese do esporte de Coubertin. 🙂

      • 20/07/2011 às 17:19

        Parece que abriu mestrado em Vampiro, a Máscara aqui na UFPel. Os pré-requisitos são 556 horas no mínimo jogando, passando por todos os clãs, incluindo os do livro do jogador, mais testes de interpretação profunda em que um sujeito sofre muito por ter sido transformado contra a vontade em um carniçal, sendo obrigado a beber sangue velho do lixão do Pronto Socorro. Obviamente que é preciso um trabalho prévio de contextualização histórica da cidade, do hospital e do HPS, incluindo ainda o histórico pessoal (história de vidas) dos enfermeiros e médicos da Instituição.

      • Fábio Ochôa
        22/07/2011 às 09:51

        Ahahahahahahahahahahahah.

  19. 20/07/2011 às 14:35

    Fábio Ochôa :
    Bom, acho que as imagens que ilustram o post do Fábio já tinham deixado pra lá de evidente que o post é sarcástico. Mas, enfim, né…

    Sim. Mas sarcástico com quem? De quem será que nosso amigo queria fazer graça?

    • Fábio Ochôa
      20/07/2011 às 14:50

      Bom-humor, Daniel, ria da piada ou dê de ombros e pense “ah, fodam-se vocês!”

    • 20/07/2011 às 16:55

      Do Príncipe? Daquele canalha Ventrue que mordeu u8m gangrel e pegou raiva? Do espetacular Nosferatu Aranha, o amigo da vizinhança?
      Tantas perguntas.

    • 20/07/2011 às 17:03

      Do Príncipe? Daquele canalha Ventrue que mordeu um gangrel e pegou raiva? Do espetacular Nosferatu Aranha, o amigo da vizinhança?
      Tantas perguntas.

    • Fábio
      21/07/2011 às 09:35

      De quem o autor queria fazer graça? Boa pergunta!

      Será que era dos vampiros? Não, eles são mal humorados o cara não ia se meter com eles.

      Talvez dos autores do Vampiro a Máscara? Mas eles não devem saber ler português.

      Quem sabe dos fanboys (como diz o Jacques)? Também não, afinal só porque eles passavam os dias basicamente fantasiados de vampiros; ficavam em “on” sempre que se encontravam, mesmo em meio a outras pessoas; brigavam de verdade entre si por causa de disputas dos personagens; e choravam desesperados quando seu vampiro morria em jogo, não haveria do que fazer graça…

      É parece que esse mistério vai continuar.

      Espera ai um pouquinho…

      Eu sou o autor! Eu deveria saber essa resposta!!!

      😛

  20. Fábio
    21/07/2011 às 09:16

    Por que a citação ao Cidadão Kane não me surpreende?

    Ou o rosebud foi no sentido de clitóris mesmo?

    Eu sinceramente achei que as piadas eram bem obvias e que o sarcasmo era tão claro quanto a indignação por ser obrigado a fazer personagens impotentes, sério, ninguém colocaria um defeito desses na ficha voluntariamente! 😄

    Mas pelo visto fui meio obscuro e acabei tendo que explicar uma das piadas mais diretas e avisar que tem sarcasmo no texto =/

    Mas está bem legal, o pessoal está se puxando bem nas discuções, apesar de estarem meio fora do foco.

    • 21/07/2011 às 12:50

      Foi uma citação de Cidadão Kane.

      E eu não estava bem certo sobre o real foco do seu post, mas já que você diz que era apenas sarcasmo, não vou discutir com o autor qual foi a intenção de suas palavras.

      p.s. uma leitura cuidadosa do livro básico de Vampiro: A Mascara original revela que TODOS os vampiros do sexo masculino, com poucas excessões, não só não conseguiam ter ereções como também estavam bem pouco interessados nisso. Vampiros não são adolescentes cheios de hormônios. Eles gostam de sangue. Sexo é apenas uma extravagância mantida por alguns poucos deles, geralmente entre os Toreador.

      • Fábio
        21/07/2011 às 13:07

        Também não vamos exagerar, usei de sarcasmo, assim como de piadas bestas e coisas que considero fatos, mas a idéia principal não é o sarcasmo em si, ele é só uma ferramenta.

        O objetivo é levar a discussão sobre o assunto e minha função era começar a briga.

        Apesar alguma dispersão até que está rendendo.

        Alguém ai lembra como era a campanha do Rein-Hagen? Aquela história de no jogo ele ser um vampiro que lançou um RPG revelando todos os segredos dos membros e ser perseguido por todo mundo confere?

  21. 21/07/2011 às 12:46

    Vamos por partes, Rafael.

    Não, eu não sou emo nem tenho simpatia pela estética. Também não achei em nenhum momento que você estava fazendo qualquer defesa dela. Minha pergunta era apenas “se você acha que eles são um movimento, então, c’osdiabos, me explica por quê!?”.

    Pelo visto estamos todos com problema para entender o sarcasmo por aqui. E se você prestar atenção, eu não terminei nenhum comentário dizendo “acho que vocês não entenderam”. Pelo contrário, eu comecei um comentário assim, no qual eu tentava explicar meu ponto.

    Eu gosto muito do Vampiro: A Mascara original (o de noventa e pouco, não aquilo no que ele se transformou depois), mas não sei se posso me declarar um fã. Tinha todos os livros antigos, joguei por 8 anos, mas nunca achei que fosse o melhor sistema ou universo simbólico. Eu sempre preferí Low Fantasy medieval.

    E estou perplexo que você tenha interpretado alguma admiração minha à estética emo. Tem certeza de que leu o que eu escrevi? 🙂

    p.s. usar smileys nas frases é um sagrado direito. =P

  22. 21/07/2011 às 22:20

    Marco :
    Parece que abriu mestrado em Vampiro, a Máscara aqui na UFPel. Os pré-requisitos são 556 horas no mínimo jogando, passando por todos os clãs, incluindo os do livro do jogador, mais testes de interpretação profunda em que um sujeito sofre muito por ter sido transformado contra a vontade em um carniçal, sendo obrigado a beber sangue velho do lixão do Pronto Socorro. Obviamente que é preciso um trabalho prévio de contextualização histórica da cidade, do hospital e do HPS, incluindo ainda o histórico pessoal (história de vidas) dos enfermeiros e médicos da Instituição.

  23. 22/07/2011 às 01:29

    Eu só queria dizer que….

    Nã. Dane-se.

  24. Vanessa
    21/06/2012 às 18:09

    PORQUE um vampiro não pode ser bonito, e controlar a sede de sangue?porque um vampiro, que ñ queria SER VAMPIRO Ñ PODE FAZER ISSO?

    • 21/06/2012 às 19:41

      Pode, desde que não brilhe quando sai ao sol.

    • Fábio
      21/06/2012 às 22:37

      Pode ser bonito. Dependendo em qual história classica ele for baseado até deve.

      Já resistir a sede de sangue é mais complicado, porque em muitos mitos e histórias eles nem tem essa opção, ou tomam sangue humano direto da fonte ou morrem de forma lenta, horrenda e agonizante.

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