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Músicas que detonaram em filmes – parte 2

Depois que fiz o primeiro post, surgiu inúmeras músicas que deveriam ter feito parte do post. Não menos importantes, tão marcantes quanto as do post anterior, fiz outra pequena lista de músicas que detonaram em bons filmes.

Ensina-me a viver: I think I see the the light – Cat Stevens

Cat Stevens, que nasceu  Steven Demetre Georgiou e há alguns anos mudou de nome para Yusuf Islam, quando se converteu ao islamismo, é um dos melhores músicos, na minha opinião. Tem um estilo bastante característico e, confesso, que sou um grande fã de seu trabalho. Apesar de não ser um graaande filme, tendo, inclusive sido exaustivamente passado na sessão da tarde, num tempo que a Globo não passava só filme de cachorro, macaco e golfinho que joga baseball, “Ensina-me a viver” (Harold and Maude) foi o filme que me apresentou Cat Stevens, por isso sua importância, pelo menos para mim.

Se7en: Closer – Nine Inch Nails

Não acho Nine Inch Nails (referência aos pregos usados para pregar Jesus na cruz) um grande grupo, mas Closer veio bem a calhar no grandissíssimo Se7en (os 7 pecados capitais, aqui no Brasil). A abertura do filme é forte, pesada, tensa e Closer se presta muito bem para o momento. O clima criado na abertura do filme já dá uma prévia de o quão bom e denso Se7en é.

Alta Fidelidade: Walking on Sunshine – Katrina and the Waves

Tá, admito, acho o Jack Black engraçado. Não um bom ator, mas engraçado, me divirto com os filmes dele. Porém, Alta fidelidade (High Fidelity) é um pusta filme, principalmente para quem gosta de música. Eu fazia, e às vezes ainda faço, listas de músicas, assim como os personagens do filme: músicas para se ouvir no churrasco, músicas pra se ouvir cozinhando, pra um jantar com amigos, pra uma partida de RPG… Alta Fidelidade é um baita filme e a cena mais engraçada tem como trilha Walking on Sunshine de Katrina and the Waves, que também recomendo uma pesquisa, pois tem boas músicas, como “Brown Eyed Son” e “Walk On Water”.

Apocalypse Now: The End – The Doors

Houve uma época em que eu conseguia ver filme sem prestar atenção na “propaganda estadounidense”. Nessa época eu adorava filme de guerra. Depois passei por uma fase de revolta, na minha adolescência, e não podia mais ver filme assim. Forest Gump, que não é bem um filme de guerra, me deixou furioso. Esse foi foi o sentimento: furioso. Mas essa época passou, estou mais calmo e consigo ver filme só por diversão. Bem, Apocalypse Now é um filme perfeito em todos os aspectos, onde até mesmo a letra das músicas se encaixam na história. This is the end (é o fim) é de cair o queixo. Achei perfeito.

Bom dia Vietnã: What a Wonderful World – Louis Armstrong

Ainda no clima de guerra, What a Wonderful World se encaixa perfeitamente em Bom dia Vietnã. A baladinha meiga de Louis Armstrong faz fundo para uma bárbara (no sentido mais pejorativo possível) guerra. Esse filme meio que “salva” a carreira de Robin Williams, trazendo ele do lado Didi pro lado do Osmar Prado.

Bom, por hoje fico por aqui. Mas voltarei com outro post da série. A cada vez que paro pra pensar, minha lista de músicas que detonaram em filmes só aumenta.

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  1. Fábio Ochôa
    03/08/2011 às 15:31

    Ainda não me conformo por não ter nenhum filme com trilha do Morphine.
    Fiquei de queixo caído ao constatar que o Ensina-me a Viver passava na Sessão da Tarde.
    Conheci o filme nos madrugadões da Globo.
    Outros tempos, outros tempos.

    • 03/08/2011 às 20:34

      É meu veho… houve um tempo em que a Sessão da Tarde não era imbecil.

  2. 03/08/2011 às 18:15

    Ainda não vi Alta Fidelidade, o que é imperdoável.
    Ensina-me a Viver eu lembro quando passou em Supercine, há long long time atrás…
    Nine Inch Nails eu tentei gostar lá na década de 90 e não rolou…
    Não custa nada tentar novamente…

    • 03/08/2011 às 20:37

      Porra Jax! Vai ver então!
      NIN, é? Dos teus tempos de rebeldia e longas madeixas? Eu lembro dessa fase hehehehe.

    • Fábio Ochôa
      04/08/2011 às 16:22

      Eu também tentei com o NIN… não rolou.
      Meu coração é repleto de Toddynho, não adianta.

  3. 03/08/2011 às 20:11

    Cara, Ensina-me a Viver tem cenas hilárias quando o carinha do rabecão inventa suicídios malucos para dispensar as pretendentes à esposa, escolhidas pela mãe. Além de um tio general psicopata sem braço que vive fazendo propaganda da vida militar e da guerra. Muito bom esse filme.

    • Fábio Ochôa
      05/08/2011 às 09:57

      Muito bom. Tem uma cena que gosto muito, dura apenas um frame, mas explica todo o comportamento da velhinha, quando ela está sentada com o rapaz no campo, e a cena rapidíssima mostra seu braço com um número tatuado no pulso.

      Sutileza é isso.

      • 05/08/2011 às 11:22

        Não tinha me ligado disso não, Ochôa…
        Se bem que só vi o filme uma vez…
        Há um corte no vídeo na cena em que o militar presta continência com o braço inexistente.
        Naqueles tempos tinha de se usar a inteligência pra se resolver problemas técnicos, hoje em dia se usa CG pra tudo…

      • 05/08/2011 às 19:00

        Pois é.
        Sutilezas que funcionam mais que CG…

  1. 12/09/2011 às 09:26
  2. 17/07/2012 às 08:22

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