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Diálogos probabilisticamente possíveis – Alguns infames dedos de prosa…

– Estive relembrando da carreira política do Lula. Tudo começou depois que ele perdeu um dos dedos.

 

– Sim. O que, no caso dele, acabou sendo uma mão na roda.

 

– É. E isso foi um trocadilho muito do desnecessário.

 

– Desculpe. Escapou.

 

– Tudo bem.  Eram tempos de Ditadura militar. Época braba.

 

– E cheio de dedo duro pra tudo que é lado. Eu lembro.

 

– De novo? Mas que coisa…

 

– Foi mal. É que eu sou comentarista de futebol de rádio AM. Trocadilhos forçados fazem parte do ofício. Ou, como costumamos dizer por lá “Esse galhos são do nosso ramo”, He, he. Ignore.

 

– Vou tentar. E em 90 ele chegou ao segundo turno com aquela besta do Collor, que só se elegeu…

 

– Com um dedinho de ajuda da Rede Globo. Pois é. Só assim para um Mané cheio de dedos com q.i. de porta em coma daqueles chegar à Presidência.

 

– Aí tivemos o escândalo PC…

 

– Qual deles? Pedro Collor ou Paulo César Farias? Os dois eram dedos leves.

 

– Ambos. Depois, em 98, quando o governo Fernando Henrique largou a Economia do país às traças…

 

– Eles meteram os pés pelas mãos. Quer dizer, bem mais do que de costume. E Lula agarrou sua chance com todos os dedos.

 

– Infamemente correto. Depois veio o Mensalão, em 2005, que mostrou pra todo mundo que a diferença entre Esquerda e Direita no Brasil é a mesma que existe entre duas bonecas “Barbie Halterofilista” fabricadas na China.

 

– Boa essa! Roberto Jefferson apontou os podres de todo mundo. E Lula se recusou a dedurar seus camaradas, que ele tina escolhido a dedo, para se proteger.

 

– Sim. C. P. I. (Canalhas Parlando Inutilmente) pra cá, C. P. I. pra lá. E nada.

 

– Exato. Como eram todos unha e carne, escaparam ilesos. Se reunissem toda a ética de Brasília, não daria pra encher um dedal.

 

– Pois é. Agora Lula esta aí, à sombra da Dilma para, possivelmente, voltar a se candidatar à Presidência.

 

– E metendo o dedo em tudo que ela faz para se beneficiar o máximo possível. Um político de mão cheia, sem dúvida.

 

– Ah, mas… Você não se cansa destes trocadilhos, não é mesmo?

 

– Dedo… Ziu certo. He, he, he.

 

– Aaagh…

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  1. Fábio
    15/08/2011 às 22:13

    Divertido e correto.

  2. 15/08/2011 às 22:17

    E infame, Fábio…
    Mas eu avisei…

  3. Fábio Ochôa
    16/08/2011 às 16:55

    Achei ótemo.

    • 16/08/2011 às 17:18

      Valeu, Ochôa.
      Se eu continuar diminuindo meus textos assim, quem sabe em alguns anos eu até possa usar o Twitter…
      Mas aí ele já vai ter sido substituído por, sei lá, implantes como o do Keanu Reeves em Johny Mnemnonic…
      É a vida…

  4. 16/08/2011 às 17:14

    hahaha! Sensacional, Jacques! E ainda tivemos o caseiro Francenildo metendo o dedo onde não deveria na mansão do Palófi, o Geraldo Brindeiro nos tempos do FHC “cheio de dedos” arquivando processos e tantas outras personagens que “dedocraticamente” ficaram de fora.

    Quase uma história do Brasil nos últimos 30 anos… só faltou mesmo o Sarney com os 10 dedos na taça, o Itamar que não ficou apenas na música dos dedinhos com a Eliana e o Serra, que sempre termina chupando o dedo quando disputa a presidência!

    Valeu! Abraço!

    • 16/08/2011 às 17:22

      Valeu, Jaime.
      É tanta esculhambação, trapalhada e roubalheira na política que a gente acaba (infelizmente) esquecendo de algumas delas…
      Mas sempre dá pra pesquisar e escrever novos textos sobre o assunto.
      Abraço.

  5. 20/08/2011 às 14:51

    Muito bom o texto.
    E as gente, por falta de opções, acaba votando em uns ou em outros (ou em nenhum), muitas vezes defendendo ou justificando um dos lados (turma do PT que se diz de direita e do PSDB-DEM que se diz, há, sei lá), enquanto eles todos se reúnem pra meter o dedo e as mãos cheias no dinheiro publico.

  6. 20/08/2011 às 14:51

    Ops, turma do PT, que se diz de esquerda…

  7. 20/08/2011 às 16:31

    Eu também voto na pessoa e não no partido, Marco.
    Acho que a cor da camisa do político não faz muita diferença na hora em que ele mete a mão no dinheiro público (ou seja, nosso).
    Enquanto as pessoas deste país continuarem desprezando o valor do voto, essa ciranda de falta de vergonha descarada continuará.
    Tem um ditado inglês que diz “o político honesto é aquele que, se for comprado, continuará comprado”, que retrata bem isso…

  8. 20/08/2011 às 20:58

    Rs…. infame.
    Mas muito bom!
    😉

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