Início > Entretenimento > Leitura Obrigatória

Leitura Obrigatória

 

Quem me dera ter um livro destes nas mãos há 15 anos atrás.

Há um bom tempo acho que o mercado editorial anda ótimo, você vai na livraria e encontra obras de ótima qualidade e acabamento idem.

 

Anúncios
Categorias:Entretenimento
  1. 21/10/2011 às 17:32

    Buenas, estou lendo esse livro e acho a ideia de desconstruir visões pré-concebidas da historiografia, principalmente da historiografia de esquerda muito legal.
    Existem convenções sobre a história do Brasil que o autor desconstrói (utilizando-se também de fontes historiográficas acadêmicas mais recentes) e que são muito úteis, tais como a da Guerra do Paraguai, Era Vargas, etc.
    Porém, nem tudo são flores. Em alguns momentos o autor peca no tom nilista contra algumas instituições implantadas no Brasil, ora caindo na visão de extrema direita sobre a ditadura militar, ora referendando a tese de que a escravidão efetuada aqui não se diferenciava muito daquela praticada pelos africanos, etc.
    É só uma opinião de uma primeira leitura. O livro me passa em alguns momentos uma naturalização de muitas idéias de autores de extrema direita sobre o Brasil, as vezes em um tom irônico (o que não é ruim), meio que só mostrando nossos defeitos enquanto nação (são muitos, mas não somos os piores seres do planeta, nem os portugueses que colonizaram nosso país).
    Isso não significa que tomo as opiniões esquerdistas sobre nossa história como base da verdade, até porque me coloco como um historiador, se não imparcial (o que é impossível em minha opinião), pelo menos tentando ver as diferentes formas como a história é narrada e construída, os mais diferentes pontos de vista.
    Acho, portanto um bom livro no geral, mas em alguns momentos, um livro que pode levar um leitor mais desavisado a ideia de que tudo o que foi dito sobre o Brasil era pura “balela esquerdista”, como se todos os grandes nomes da historiografia dos anos 60 e 70 de nosso país (Caio Prado Junior, Sérgio Buarque de Holanda, Florestan Fernandes) fossem meros ignorantes ideologizados pelas esquerdas, grupos guerrilheiros e a URSS na construção de uma história nacional anti-imperialista cheia de heróis nacionais populares como Zumbi, Tiradentes, Conselheiro, João Cândido, etc.
    Claro que a heroificação acontece em muitos casos SIM, sendo bastante questionável (inclusive pela historiografia mais recente) e nosso autor aqui desconstrói muita coisa que deve sim ser desconstruída, mas me parece que em alguns momentos toma o partido meio que Arnaldo Jabor, contra tudo e contra todos, o que deve ser atenuado, EM MINHA OPINIÃO, só para deixar claro.
    Como sempre, cuidado com os extremismos, um cuidado que em alguns momentos não foi tomado da obra.
    Ah, o acabamento é fantástico e o texto é muito gostoso.

  2. Fábio Ochôa
    21/10/2011 às 17:41

    Marco, minha filosofia de vida: não tenha heróis, aceite que todo ser humano é falho, ache segundas intenções, desconstrua tudo que dizem.
    Assim, você só terá surpresas positivas com as pessoas.

    Eu devo ser o único ser humano que acha um lado positivo no nilismo. 🙂

  3. 21/10/2011 às 17:51

    Não deve não.
    Também gosto um pouco da ironia, só acho que muitos nilistsa, em alguns momentos e em contextos extremos se tornaram aquilo que criticavam, o que não é teu caso.
    Acho um porre o politicamente correto em todos os momentos, mas como tu bem mesmo falastes, todos nós somos falhos, o que não significa que nem todos nós somos 100% canalhas e tal, nem mesmo nosso guerrilheiros e “pseudo-heróis”, etc. Alguns eram, outros burros, outros erroneamente bem intencionados, outros… Sei lá., faziam o que podiam…
    Nunca podemos esquecer que existe também o “tom nilista queima livros” e que este tom também foi utilizado no entre guerras contra a República de Weimar, na Alemanha, levando ao nazismo e é só isso que estou enfatizando, os cuidados necessários em análises históricas. Igualmente, acho que o livro é leitura obrigatória.
    Ah, temos que nos falar depois.

  4. 21/10/2011 às 21:26

    Quero ler esse e o equivalente do Rio Grande do Sul.

    Li um esses tempos na mesma linha “As mais famosas lendas, mitos e mentiras da história da humanidade”, de Richard Shenkman.

  5. 22/10/2011 às 02:01

    o livro é muito bom, mas deve ter deixado muito acriano danado… agora tô querendo o da américa latina pra ver quem mais ele vai ofender! =d

  6. Fábio Ochôa
    24/10/2011 às 14:06

    Esse está lá na estante, esperando a hora dele. Entre a lista dos demolidos está Che Guevara, Perón, Pancho Villa…

  1. No trackbacks yet.

O que você achou?

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: