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Monstros inacreditáveis – criptozoologia parte 1

Comecemos pela definição: criptozoologia é a ciência que estuda criaturas fantásticas de lendas e mitos. O termo é a conjunção das expressões cripto – do grego, oculto – e zoologia – ciência que estuda os animais. Os criptozoólogos tentam provar cientificamente a existência de animais que muitos dizer já ter visto ou enfrentado, mas que ninguém – ou poucos – tem qualquer tipo de prova sobre o bicho. Vou explorar esse ramo da “ciência” em uma série que começo agora.

1. Monstro do Lago Ness

À esquerda, foto do Dr. Wilson e à direita, a representação de um plesiossauro

O monstro do Lago Ness, ou Nessie, para os íntimos, é uma das mais antigas criaturas que mexe com o imaginário humano. Supostamente ele teria sido visto por São Columba no século VI. Porém, ganhou fama mundial após a fotografia do físico inglês Robert Kenneth Wilson, tirada em 1934. Inúmeras suposições foram levantadas. Criptozoologistas falaram na possibilidade de ser um pleisossauro, mas moradores locais ligaram a foto a uma lenda de uma serpente marinha. Após as fotos, inúmeros visitantes afirmaram também ter visto uma enorme criatura no lago.

2. Nahuelito

Foto de 1910 à esquerda e de 2006 à direita

Similar ao Nessie, no lago Nahuel-Huapi, na Patagônia, Argentina, existe uma criatura que assombra os moradores locais. Inúmeras pessoas afirmam já terem avistado o tal monstro e o descrevem como uma grande serpente, baseando-se numa antiga lenda indígena local. A primeira aparição foi registrada em 1910 por um fotógrafo argentino, mas a história veio novamente à tona – literalmente – quando um leitor enviou uma nova foto ao jornal El Cordillerano em 2006.

3. Tigre azul (tigre maltês)

Representação gráfica de como seria um Tigre azul

Esse animal não tem registro fotográfico, apenas relato oral. O felino é um tigre comum, com uma variação na pelagem, que lhe confere um tom “azulado”, ou maltês. Os relatos provêm do sul da China. Moradores de cidadelas locais afirmam que seu comportamento é parecido com o tigre comum e raramente ataca seres humanos. Sua rara coloração se confunde com lendas locais de espíritos de animais que protegem as florestas.

4. Bunyip

Representação do Bunyip exposta na Biblioteca Nacional da Austrália

Esta criatura faz parte do folclore australiano. Seu nome significa “demônio” em aborígene. Segundo as crenças locais, ele se alimenta de seres humanos que vão banhar-se ou beber água à beira de rios. Aqueles que não são devorados pela criatura, adoecem e acabam morrendo. Os nativos dizem que seu poderoso grito pode paralisar qualquer pessoa, deixando a vítima indefesa antes de ser abocanhada.

5. Jaguarão

Thalassocnus - animal anfíbio pré-histórico

Em todo post da série vou terminar com uma criatura brasileira. O Jaguarão é um criptídeo originário do Rio Grande do Sul, Uruguai e Argentina. Este animal é um anfíbio, vive às margens de rios, parecido com um lobo marinho, com garras bem desenvolvidas. Segundo a lenda, o Jaguarão se alimenta dos pulmões de suas vítimas. Ele as ataca e arrasta para o fundo da água, afogando-as, para depois trazer à margem e comer seus pulmões. Jaguar, em tupi, significa “carnívoro” e em espanhol segue-se a mesma lógica, pois jaguarón pode significar onça ou cachorro grande. Jaguarão é uma aportuguesada do nome, pois em tupi, se quisermos nos referir a um carnívoro grande, a forma correta é juguaraçu.

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  1. Fábio Ochôa
    08/02/2012 às 14:39

    Muito bom, particularmente por retratar lendas que estão fora do escopo habitual, em lugares como Argentina, Austrália e Brasil.
    Isso dá um baita livro.

  2. 09/02/2012 às 09:44

    Muito legal Rafael, essa série promete.

    Nunca tinha ouvido falar no Jaguarão ou no Nahuelito.

  3. 10/02/2012 às 08:33

    Opa, valeu Fábios!
    Eu quero dar uma boa continuidade nessa pesquisa. Só que um dos livros que eu tenho é beeem velho. Vou ver se encontro um mais atual.
    Vou sempre procurar diversificar: coloco um bastante conhecido, outros espalhados pelo mundo e um Brasileiro.

  4. Fábio Ochôa
    10/02/2012 às 14:45

    Olha tchê, ser um livro antigo pode ser até uma vantagem.
    Muito bom, fico no aguardo dos próximos.

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