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Clichês: odeie-os ou deixe-os

Existem certos temas e clichês recorrentes no cinema comercial norte americano que são como os especiais de     Natal da Xuxa: ninguém mais tem paciência para assistir, mas eles seguem firmes e fortes mesmo assim.

Eles devem ser o que se chama de “mal necessário”.

A seguir, alguns deles:

 – Papai sabe nada

 O sujeito trabalha mais que um duende do Papai Noel em véspera de Natal pra dar conforto e segurança financeira à  sua família.

Mas aí ele não dá atenção a eles e o filho de 19 anos do nada vira fã do Justin Bieber e a esposa tem um caso com o   entregador de pizza.

Daí surge o paradoxo: se o sujeito trabalha para a família, como esta pode estar indo pras cucuias?

E ainda dizem que estes filmes não instigam a inteligência das pessoas…

– Cachorro (ou outro animal qualquer) salvador da pátria

Décadas atrás, na Era AP (Antes dos Pixels), Lassie e Rin Tin Tin faziam a alegria da gurizada.

Hoje em dia, só crianças muito pequenas conseguem achar graça no cão herói, que é obrigado a salvar seu futuro dono de um carro em chamas ou de uma avalanche em chamas ou estação de tratamento de água em chamas para provar que merece ser o cão da casa.

Deve ser isso o que chamam de “mundo cão”.

Até temos alguns que falam com a ajuda dos efeitos, mas isso acaba não ajudando, uma vez que o que eles falam é tão aproveitável quanto frase de comentarista de Fórmula 1.

Prova disso é que nem Garfield prestou.

– O “escolhido”

Para esse clichê pegaram o Mito da Caverna de Platão (onde a pessoa muda sua visão de mundo para melhor e tenta, inutilmente, convencer os demais a mudarem também) e usaram e abusaram até não poder mais.

Isso e mais o clichê do rito de passagem do jovem para a vida adulta.

Alladin, Sinbad, Neo, Luke Skywalker e John Carter que o digam.

– A tripulação de um ônibus espacial que volta dominada por aliens

Esse é ótimo: o pessoal volta para a Terra com a pele púrpura, tentáculos e um imenso chifre na testa, mas o único comentário que alguém faz é “Vocês estão mais altos, não?”.

– Treinamento relâmpago

O sujeito nunca fez exercício físico na vida, agora só porque apanhou de uns valentões, resolveu treinar para parar de servir de saco de pancada.

E ele consegue se tornar mestre em alguma arte marcial, skate, baseball, arco e flecha, que seja, mais rápido do que o bom gosto some dos clipes da Lady Gaga.

Sorte a dele que nestes filmes os caras maus não usam armas de fogo, senão já era.

Muito bem, Daniel San, você já treina há 15 minutos, mais 5 e ficará tão bom quanto eu

– O matador megafodástico

Esse cara é uma soma da brutalidade de um Keyser Söze e um Wolverine em berzeker rage e com o senso de humor de um ditador deposto com dor de dente.

O cara consegue matar toda a torcida do Flamengo e, no máximo, leva um tiro de raspão.

Aí surge a pergunta: ele faz isso porque é fodástico ou é fodástico porque faz isso?

Ambos.

– Avião fazendo pouso forçado

Nestes filmes o (sempre ele) veterano que havia passado por uma tragédia consegue vencer seus medos e pousa o avião, que havia sido sequestrado por terroristas mexicanos que não aguentavam mais assistir Chaves e comer guacamole.

O suspense fica por conta da cobertura da pizza que o piloto vai pedir no final do filme.

Calabresa ou atum?

– A arma com munição infinita

Esse é praticamente obrigatório em qualquer filme com muito tiroteio e vai seguir firme e forte por mais que os chatos de plantão reclamem.

– Adolescente vidrado na gostosona do colégio que descobre que está apaixonado pela melhor amiga

Nos States, isso deve ser normal; o paspalho acha que está gostando da garota “mais popular” (?) do colégio, daí fica sabendo que ela não vale uma foto autografada do Latino e TCHARÃM!, descobre que seu verdadeiro amor é aquela amiga e vizinha que passa em frente à casa dele 150 vezes por dia.

– Filme de super-herói feito para agradar ao grande público

Teoricamente, a falta de imaginação dos diretores é a única coisa capaz de estragar estes filmes, mas, na prática, alguns deles saem uma porcaria porque os produtores (que só entram com o dindim e nunca leram um gibi na vida) não entendem o que o diretor quer fazer e só liberam a grana se o filme sair do jeito (tosco) deles.

O resultado disso todo mundo sabe: filmes que não conseguem agradar ninguém.

– O super sistema de segurança de última geração que é quebrado facilmente

Para invadirem a megacorporação X, munida do mais recente e virtualmente impenetrável sistema de segurança, os assaltantes só precisam ir até a casa do sujeito que projetou o software (um Zé Ninguém solitário), pressionar uma garrafa quebrada contra o pescoço dele e pronto, acesso liberado.

– O sujeito solitário que passou por uma grande tragédia e agora é a única esperança de salvamento

Neste tema Stallone (vulgo Rambotox) é craque.

Tempos atrás, o sujeito fez uma burrada maior do que os estúdios Disney terem se recusado a produzirem O Senhor dos Anéis e agora vive se lamentando.

Mas acontece que ele é a única esperança de salvamento de um grupo de pessoas ou de uma cidade inteira.

Moral da história: aprende enquanto é tempo, Zé Ruela!

– O carro indestrutível

Na vida real, basta uma simples batida para o carro apagar, mas para um carro de cinema parar de vez, só jogando o dito cujo em um penhasco.

Ou no Sol.

E jogando esse Sol dentro de um buraco negro.

E olhe lá.

– De terror oriental em que todo mundo morre (menos o personagem principal, claro) e ninguém sabe porque.

O que fica elas por elas, já que ninguém sabe porque se assiste a isso.

– O filme de terror “baseado em fatos reais”

Estes filmes são indicados para aquele pessoal que acreditam que o Chupa Cabra existe, é amigo do Pé Grande e ambos estão tramando uma conspiração para fazer com que o Milli Vanilli retorne e ganhe alguns Grammy’s.

Estes filmes são insuportáveis… O casal vive em paz na casa até que, do nada O ABAJUR SE MEXE 2 CENTÍMETROS PRA ESQUERDA!

Oooooohhhhhh!

E ainda tem gente que berra:

AAAAAAHHHHHHH!!!!!! Eu TENHO que assistir para saber PORQUE ele fez isso!

Fala sério.

– Assassino solitário que mata uma galera

É realmente duro de engolir um bando de descerebrados que SABE que quem se separa do grupo vai virar carne desfiada, mas, mesmo assim, se separam e vão sendo exterminados um a um.

Mas aí você lembra que são adolescentes norte-americanos que não sabem nem localizar a Inglaterra num mapa, e fica tudo bem.

Aí pessoal, seguinte: eu vou contar até 50 e vocês se separam, se escondem que eu vou matar um por um, certo? Vamo lá! 1, 2...

– Comédia romântica (com Jennifer (Aniston ou Lopez, tanto faz), Meg Ryan, Lindsay Lohan e, é claro, Matthew Mac Conaughey) em que o casal briga o filme todo e, é óbvio, ficam juntos no final.

Nesse caso não temos filmes com clichê e sim clichê com filme.

Acho que o pessoal assiste a isso porque é mais rápido e prático do que assistir novela.

E igualmente inútil.

– O matador de aluguel que é traído e busca vingança

Quando o assassino conta no início do filme que esta será sua “última missão”…

Já viu, né?

Ele vai ser traído pelo melhor amigo, se estrepar legal e se apaixonar no processo.

– O bando de adolescentes idiotas que consegue impedir uma invasão alienígena

O Exército, a Marinha, a Aeronáutica e o Chuck Norris em forma e chapado de Elemento X não conseguem deter os aliens, mas o ingrediente secreto da torta de maçã (no caso, açúcar) da avó do personagem principal consegue fazer isso facilmente.

Que sorte, hein?

– A casa mal assombrada (eu gostaria de saber o que é uma casa “bem assombrada”)

O casal compra uma casa antiga (por uma merreca, óbvio) ou a herda daquele tio esquisitão, daí ocorre que as portas fecham sozinhas do nada, as paredes sangram, o pc só roda com Windows 98 e tem alguma coisa fazendo sons inexplicáveis no porão E no sótão.

Por mais que se tente usar as explicações racionais para entender isso, elas falham após os cinco primeiros minutos, então, o que se faz?

Dá um xingão no caseiro e volta a dormir?

Na vida real você pica a mula dali pra nunca mais voltar e vende a casa pela internet, nos filmes tudo isso é mais normal do que céu estrelado.

Uma variação deste tema surge naqueles filmes onde todos que passam a noite dentro da cãs morrem e um bando de pesquisadores paranormais com q.i. de pretzel resolvem passar a noite lá e…

Bom… Nem precisa contar, né?

– O alien antropomórfico

O et veio de um planeta que fica situado a um basilhão de anos luz de distância e, por uma incrível coincidência, tem a forma de um terráqueo.

Quer dizer, os mesmos processos (teoricamente impossíveis de serem duplicados) que nos originaram também ocorreram lá.

Isso é que é coincidência.

Ou falta de verba.

– O xerife imbecil

Sempre que a ação se dá em uma cidadezinha qualquer do interior dos States, não tem erro, lá está o xerife tão inteligente quanto um Teletubie em coma alcoólico que é enganado pelos mocinhos do filme e controlado pelo manda chuva endinheirado local.

Na vida real, sujeitos assim levariam um tiro na nuca na primeira burrada feita, mas nos filmes eles ficam em atividade até encontrarem alguém mais burro.

O que provavelmente não ocorre.

– O velhinho que sabe tudo, mas não conta nada

Esse é aquele personagem que, se abrisse a boca no começo do filme, simplesmente o tornaria inviável.

E seria linchado pelo restante do elenco, daí o seu silêncio.


– O time (de alguma coisa) de fracassados que vence no final

Como a moral vigente nos States é a de que quem não tem um carro enorme e uma casa tão grande que tem seu próprio fuso horário é um loser, estes filmes passam a idéia de que losers também são gente.

Mais ou menos da forma como os norte-americanos enxergam os mexicanos.

– A pessoa da cidade grande que vai até uma fábrica no interior para demitir todo mundo e acaba se apaixonando

Esse é pá-pum, mais rápido que votação de deputado na calada da noite.

– Os dois bebês de colo que se unem para juntar seus pais

Acho que somente nos States para adultos (teoricamente inteligentes) serem manipulados por crianças.

Pena que essas crianças crescem e se tornam adultos debilóides, fechando o ciclo.

– Filmes com patricinhas

Auto-explicativo.

Qual é a solução contra todos estes atentados ao bom gosto, então?

Dar uma de pseudo-intelectual retardado e assistir somente a filmes lituanos da segunda metade da década de 60 para todo mundo pensar que você é inteligente?

Nada disso.

Nem oito, nem oito mil.

A solução é assistir filmes que valem a pena, que sejam divertidos, instigantes, inteligentes e bem bolados, independentemente da opinião de críticos que só sabem criticar tudo e não ajudam em nada.

E, se aparecer um ou outro clichê destes perdidos por aí, paciência.

Ninguém é perfeito.

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  1. Fábio
    28/03/2012 às 00:10

    Muito bem dito.

    Só porque é um clichê não quer dizer que não seja bem usado.

    Tem muita gente que exagera (muito) nas análises.

    • Jacques
      28/03/2012 às 17:51

      Pois é, Fábio.
      O que mais se vê em blogs de cinéfilos são pessoas que sabem que os filmes são ruins, mas enchem a crítica de palavras difíceis pra engambelar o leitor.

  2. 29/03/2012 às 20:40

    Hahahaha!!! Muito bom o seu post! Concordo… bem, em torno de 70% com o que você disse! Eu tenho uma visão diferente sobre os clichês em filmes, livros e outras formas de arte que contam histórias. Eu acho que existe o clichê ruim e o clichê bom. O clichê ruim é aquele que copia não só temas, mas também enredos, ‘plot twists’, estereótipos de personagens e por aí vai, deixando uma história previsível.
    Por outro lado, acho que existem os clichês bons. Histórias contadas, desde sempre, estão aí pra de alguma forma imitar a vida da gente. Os personagens mais cativantes, as situações mais “apreciadas”, são aqueles e aquelas em que o espectador consegue se ver, se relacionar. Não acho que uma história mega fucking original exista, porque vai acabar caindo em universos que o espectador, eventualmente, vai deixar de ter um vínculo. É por isso que boas histórias (não as ruins, que são muito mais numerosas), mas as boas histórias, a exemplo das que utilizaram os seus supramencionados clichês “do escolhido”, funcionam. As situações são( eram, à época), novidade: um sujeito que descobre que vive em um mundo de sonho ou um outro que tem que salvar a galáxia (Matrix e Star Wars), mas os conflitos, os questionamentos, os dramas, as dúvidas e, principalmente, a transformação do personagem que leva à superação são bastante “clichês”. E aí, pra mim, jaz o clichê bom. Um bom roteirista/escritor é o cara que consegue contar esses clichês sem que a história seja repetitiva, previsível ou monótona… É o que eu acho… Mas ri aqui sozinho com as suas classificações, vc tem muita razão mesmo quando diz que a maior parte do cinema americano é um lixo… reciclado… rs! Abraços!

    • Jacques
      31/03/2012 às 00:47

      Bem vindo, Alexandre.
      Concordo contigo, o que sou contra é o uso exagerado e o clichê ruim (tipo o novo Fúria de Titãs, um amontoado de clichês de dar nojo), como colocastes.
      Sem dúvidas clichês que dizem respeito à própria natureza humana, como “o escolhido” são eternos e sempre serão utilizados, só vai mudar o cenário.
      Também acho que o que importa é a forma da história ser contada, como na animação Como Treinar o seu Dragão, uma história clichê que, da forma como foi contada e mostrada, ficou muito boa.
      Sem querer soar redundante, parece que no caso dos clichês, cada caso é um caso.
      Abraço.

  3. 29/03/2012 às 21:51

    Cara, ler isso tudo me deu uma ideia para um roteiro:

    O último golfinho branco

    Um time de basebol está quase caindo para a segunda divisão. É o último jogo: se perderem, o time é rebaixado e no lugar do estádio vão construir um shopping, se ganharem, é campeão mundial. Para ajudar o time, um grupo de 3 garotos ninjas mirins levam para o estádio um golfinho jogador que é uma fera. No regulamento nada diz sobre golfinhos jogando basebol, então o juiz o permite jogar.

    Só que quando os ninjas mirins estão buscando esse golfinho num templo chinês que fica nos EUA, batendo em diversos ninjas do mal, um deles é raptado. Na verdade, uma, é uma menina que se vestia de menino pra ter aulas de karate na academia só para meninos. Ela é filha de um policial de Los Angeles bem pacato.

    Esse policial de Los Angeles que iria se aposentar no dia seguinte pega sua arma de munição infinita e seu carro indestrutível com 73 marchas (nas cenas de perseguição ele tem que trocar muitas vezes de marcha) e vai invadir o templo chinês. O templo é dominado pela máfia de Tangamandápio e, para salvar sua filha, ele passa num boteco da esquina pra falar com um ancião que é o único que sabe uma técnica de luta capaz de vencer os tangamandapianos.

    A máfia de Tangamandápio está envolvida num grande esquema de tráfico de explosivos dentro de bolas de basebol e elas estão programadas para estourar em 24h.

    O policial salta numa das avenidas de LA com seu carro indestrutível, cai dentro de um avião onde está o presidente dos EUA. Ele e o presidente abatem um disco voador, salvando o planeta Terra e depois fazem um parto numa das tripulantes, enquanto fazem o pouso forçado do avião numa rua no meio da cidade, quase batendo numa velinha que atravessava a rua, ficando a centímetros de distância.

    O policial invade o templo chinês dominado pela máfia, mas a bomba se ativa e começa uma contagem regressiva. Ele chega – todo lanhado e com um tiro na barriga – no chefe da máfia, luta com o chefão final e salva sua filha ninja.

    No jogo, faltando 3 segundos para a bomba explodir, o golfinho faz um home run, jogando a bola dentro do templo, explodindo-o em pedaços. O time é campeão mundial, o estádio não é demolido, os meninos ninjas ficam com as gostosas do colégio, o pai volta com a filha pra casa, se aposenta e dá um soco no chefe corrupto da delegacia e o golfinho vai morar numa piscina na mansão do Mike Tyson.

    Fim

    • Jacques
      31/03/2012 às 00:51

      Muito bom, Rafael.
      “Como juntar todos os clichês num roteiro curto”, parte 1.
      Faltou eu citar alguns clichês, como o bobão que se dá bem , o sujeito de uns 30 anos que é contratado para ser guarda-costas de um bando de losers e por aí vai.
      Eu faria uma parte 2, se isso não fosse tão clichê.

    • Jacques
      03/04/2012 às 14:26

      Peraí, como é que um golfinho consegue jogar baseball?
      Tá mal explicado isso aí!
      Só se ele for um golfinho vindo de outra dimensão onde ele é o último golfinho com poderes telecinéticos, e que se refugiou na Terra para fugir de seu tio, que matou seu pai, casou com sua mãe e planeja roubar o poder dele para dominar aquele mundo.
      E depois de algum tempo na mansão do Tyson, o golfinho retorna à sua dimensão (lembrando-se sempre do que aprendeu aqui) para a parte 2 da trilogia.
      Só hoje fui ver as caricaturas nossas feitas pelo Ochôa, ficaram muito boas, o Domênico ficou parecendo o Mr. Monopoly, he, he.
      Sobre os comentários da Joicy, nem esquenta, já que sei que foi erro do WordPress.
      Até mais.

      • 03/04/2012 às 15:48

        Isso aí é história para o ultimo golfinho branco II – a missão. A segunda parte da sexologia.

        As caricaturas ficaram ótimas, mas a gente não sabe migrar para o WordPress.org para pô-las em prática. Se alguém aí na Internet estiver nos lendo, nos ajuda!

  4. 30/03/2012 às 21:52

    Ahah, adorei o senso de humor. Realmente há clichês que já são intragáveis e outros, infelizmente, inevitáveis, visto que não há nada cem por cento original, contudo, também não precisa ser paraguaio… ou norte-americano demais.
    Um dos piores clichês que eu considero são aquelas explosões que ocorrem a pouquíssimos metros (ou centímetros?) de distância dos “heróis” do filme e não ocorre nem uma queimadura mínima, saem ilesos.
    Há clichês que são uma ofensa a nossa inteligência. Mas me rendi a um clichê citado de casas mal-assombradas, no caso, é uma bem assombrada mesmo, do seriado American Horror Story.

  5. Jacques
    31/03/2012 às 01:25

    Bem vindo amigo Christian.
    Pois é, esse clichê da explosão e dos estilhaços que passam a 1 milímetro da cabeça dos personagens eu também esqueci de citar.
    E também acho que até dê pra usar clichês, desde que em moderada moderação ou dando uma bela tapeada pra disfarçá-los.
    Já essa série que citastes já foi comentada pelo Rafael aqui
    http://fantasticocenario.com.br/2011/11/09/american-horror-story/.
    Abraço, Christian.

  6. 31/03/2012 às 10:33

    Confesso que os clichês exagerados me irritam profundamente. Acho que por isso tenho me tornado cada vez mais seletiva para filmes.

    bjks
    http://umaseoutrasjoicy.blogspot.com/

    • Jacques
      02/04/2012 às 19:02

      Comigo também, Joicy.
      Aí Rafael, não é mais pra colocar os comentários da Joicy nos spams, viu?
      Deu trabalho pra achar de volta.

      • 03/04/2012 às 13:58

        Desculpa chefia. Isso não vai acontecer de novo!

  7. 31/03/2012 às 11:03

    Muito bom a lista dos clichês! Ótimo senso de humor e sacadas inteligentes.
    O engraçado é que tecnicamente vejo muitos filmes, mas toda vez que assisto um filme que todo mundo me indica, me decepciono porque ele tem todos os clichês e o final é tão previsível que muitas vezes nem preciso assistir o filme pra comentar.
    Mas tenho uma teoria pra isso: as pessoas gostam do que elas (re)conhecem. É mais fácil.

    • Jacques
      31/03/2012 às 12:38

      Bem vindo Vinícius.
      Acho que tem muita gente que não gosta de ter suas certezas e modo d vida questionado, então entram no que chamam de “zona de conforto” onde tudo é (teoricamente) controlado, e não buscam mais desafios, daí assistem sempre as mesmas coisas.
      Se pensarmos um pouco, vamos ver que a vida dessa gente deve ser muito chata.
      Pra mim vale a máxima “não há crescimento sem sofrimento”, ou seja, você só se torna melhor quando aprende que o seu “eu” de hoje pode ser muito melhor do que é.
      Valeu,Vinícius.

  8. 01/04/2012 às 11:41

    Excelente post! Muito bom mesmo! Lembrei do Ex militar/policial/mafioso/assassino que está aposentado/escondido/arrependido e tem que voltar a ativa pra salvar o filho/filha/esposa!

  9. Jacques
    01/04/2012 às 13:03

    Boa, Diego.
    Esse aí é outro que deixei passar.
    Abraço.

  1. 30/04/2012 às 18:56

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