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Mortal Kombat – Um homem excepcional

Não posso aguentar mais tanto sofrimento. Eu, Sindel, Rainha do ex-reino de Edenia e atual Rainha de Outworld, sendo tratada dessa maneira repugnante e nojenta, como se eu fosse facilmente controlada, ou melhor, domada.

É difícil acreditar que essas terras um dia foram os felizes reinos de Edenia, e é humilhante pensar que o povo que outrora sentia orgulho e confiança em mim, agora me olha com uma cara de completo desprezo. Tudo isso por causa daquele homem, tudo sempre foi por causa daquele maldito homem, aquele que diz ser meu marido, o Imperador de Outworld.

Antes de Edenia ser invadida, Outworld tinha como imperador Onaga,  o Rei-Dragão. Ele era um imperador muito poderoso, com um exército imbatível. O constante êxito de seu exército vinha de seus conhecimentos de feitiçaria e de seu general de guerra, seu braço-direito, Shao Kahn. Esse general era definitivamente um gênio. Mostrava-se extremamente habilidoso em combate, tinha profundos conhecimentos de feitiçaria, era um excelente diplomata e conhecedor de táticas de guerra.

O Rei-Dragão planejava expandir o território invadindo outros reinos. Shao Kahn o convenceu de que ele seria capaz de conseguir aliança com ministros do reino vizinho, Onaga aceitou.

Kahn convenceu um ministro de Edenia a ir até Outworld, fazendo-o acreditar que se tratava de assuntos políticos sobre transações entre os dois reinos. Levou o ministro até o palácio onde este se encontraria com Onaga, mas ao chegarem lá, os dois encontraram o Imperador morto no chão. O ministro viu o corpo, escutou a porta se fechar atrás de si e sentiu sua cabeça ser esmagada entre uma parede e um martelo. Shao Kahn havia envenenado o Imperador e assassinado brutalmente o ministro de Edenia, mas disse a todos que o ministro tinha sido o responsável pela morte do Rei-Dragão, e que ele, Shao Kahn, teria apenas agido em defesa do Império.

Shao Kahn reuniu as pessoas mais influentes de Outworld no palácio real e os convenceu de que o Grande Imperador precisava ser vingado, que tudo teria sido um golpe de Edenia para enfraquecer as forças de Outworld e, assim, tomar posse do reino. Shao Kahn havia dito a alguns dos homens mais poderos de Outworld que, se ele se tornasse o Imperador, eles teriam muito mais poder e prestígio do que jamais imaginaram. Esses homens, após o discurso de Shao Kahn no palácio de Outworld, levantaram a campanha de que o General Kahn era o melhor homem para tomar o trono. Esses homens foram mortos poucos dias após Kahn tornar-se o Imperador de Outworld.

Passados dez milênios comandando apenas Outworld, o Imperador Shao Kahn decidiu finalmente continuar com os planos de Onaga, expandindo Outworld aos domínios de Edenia. Isto foi realmente fácil, uma vez que todos os guerreiros de Edenia a lutarem no Mortal Kombat eram escolhidos pelo próprio Shao Kahn, através de agentes infiltrados. Entretanto, o povo de Edenia resistiria a invasão de Outworld e, para que o exército de Kahn não sofresse baixas, ele procurou novos exércitos.

Percebendo a extraordinária capacidade de luta de uma raça escrava, os tarkatas, Kahn decide ir até Zaterra para libertá-los. Eles eram uma antiga raça nômade que viajava pelos planos, mas ao chegar em Zaterra, foram subjulgados pelos saurianos, uma raça réptil descendente dos dinossauros que havia vivido em Earthrealm antes dos humanos. Kahn aliou-se com o antigo príncipe dos tarkatas, Baraka, e formou uma rebelião. O Imperador de Outworld lutou ao lado dos tarkatas pela sua libertação sendo, posteriormente, homenageado por Baraka e transformado em um herói para os tarkatas.

Shao Kahn, tendo acesso ao lugar onde Baraka morava com sua família, teve a oportunidade de ficar sozinho com a esposa e filhos de Baraka, o atual rei tarkata. Após retornar à sua casa, Baraka viu os corpos de sua família extendidos sobre o chão, Shao Kahn disse que suas almas haviam sido divididas e que só ele era capaz de livrá-las desse estado. Shao Kahn humilhou Baraka dizendo que sua raça estava fadada à escravidão desde o início dos tempos, e que ele não era digno do título de rei, pois permitiu que sua raça fosse torturada durante séculos. Shao Kahn deu a Baraka duas escolhas: Lutar contra ele, confessar o seu fracasso perante todo o povo tarkata e deixar a alma de sua família em um eterno sofrimento, ou ajudar Shao Kahn a conquistar o reino de Edenia, permanecendo com o status de “príncipe salvador” perante ao seu povo. Baraka, completamente envergonhado, vendo os corpos sobre o chão e sabendo que Shao Kahn era uma guerreiro excepcional que facilmente o mataria, não teve escolha se não aceitar a proposta.

Baraka convocou o exército tarkata com um discurso de que eles deviam auxiliar o herói que os libertou da opressão sauriana. Baraka chorou. O povo aplaudiu imaginando que ele estava emocionado com o ato de heroísmo de Shao Kahn, então Baraka chorou ainda mais.

Com o exército tarkata sob suas ordens após ter vencido dez vezes consecutivas o torneio, Kahn comandou um massacre grotesco à Edenia. Aconteceu tudo muito rápido. Um mês de uma guerra incessante, noite e dia. Meu ex-marido, Rei Jerrod, um homem muito honesto e bondoso, estava tentando entrar em contato com os Deuses Anciões, dizendo que toda essa guerra acabaria com o equilíbrio do multiverso, trazendo o armagedom à tona, mas não obteve resposta. Um tempo depois, enquanto nos preparávamos para a última refeição do dia, nossa casa foi invadida por centenas de tarkatas e por aquele maldito homem, Shao Kahn.

Eu e minha pequena filha de quatro anos de idade fomos amarradas e presenciamos algo que até hoje atormenta meus sonhos. Shao Kahn matou lentamente meu marido, arrancando cada dente, cada pedaço de pele, cada músculo, cada osso lentamente, enquanto alimentava-se das frutas que estavam sobre a nossa mesa de jantar. Toda vez que eu fechava os olhos ou virava o rosto para não ver a cena, um tarkata fazia pequenos cortes em minha filha, forçando-me a assistir meu amado marido agonizando de dor e sofrimento e nos olhando com olhos de pura vergonha, decepcionado com sua própria fraqueza.

Após isso, Shao Kahn despiu minha filha e tentou estupra-lá. Ele me olhava com aquele sorriso falso enquanto aproximava sua virilha nua da doce e inocente boca de minha filha Kitana. Não sei se foi por eu ser feiticeira, não sei se foi por eu ser mãe, mas eu consegui trazer do fundo de minha alma um sentimento de nojo e raiva tão intensos que me fizeram gritar, não qualquer grito, mas um grito tão forte, de pura raiva e magia, que foi capaz de dissolver a pele do tarkata que me segurava. A raiva que me consumia percorria por todo o meu corpo e o fazia vibrar. Eu tinha transformado o ódio em matéria, a repulsa em arma, a brutalidade em magia.

Shao Kahn levantou-se, admirado, disse que talvez eu e minha filha seríamos úteis a ele e que queria que Kitana crescesse forte psicologicamente, portanto, não a violaria, por enquanto. Após essas palavras só me lembro de ser golpeada na cabeça por um enorme martelo e, a partir desse evento, vivo sedada.

Fui declarada como esposa de Shao Kahn. Ele, à tarde, treinava Kitana e, à noite, me estuprava violentamente. Aquele monstro teve a ousadia de dizer, após Kitana completar duas dezenas de vida, que o corpo dela agora era digno de um imperador, mas que ainda faltava algo em seu sorriso para se tornar realmente bela. Por causa das drogas que eram misturadas à minha comida eu não tinha forças para lutar contra o que aquele monstro dizia, e, quando tentava, ele ameaçava violar a minha filha.

Foi essa submissão forçada que começou a fazer com que o povo de Edenia, agora parte de Outworld, me achasse fraca, vendida. Os comentários de que eu dormia com qualquer homem com um martelo grande nas mãos chegavam facilmente aos meus ouvidos, mas eu não tinha mais lágrimas para chorar. Cada arquitetura edeniana, cada habitante daquele mundo e até a minha própria filha lembravam-me da minha desgraça, do destino cruel que eu tive, da humilhação de ser desprezada pelo próprio povo.

Após anos de sofrimento diário eu tive que tomar uma atitude, matar o Imperador. Juntando minhas poucas forças, me certifiquei de encontrar o pior veneno que poderia existir em toda Outworld e colocar na água do Imperador. Ele soube do que eu tentei fazer, ele soube do que eu tentei fazer e mesmo assim tomou a água na minha frente, dizendo que tinha um ótimo gosto, um gosto de morte. Aquele monstro não morreu! Ele fazia juz ao que dele falavam. Diziam que a cada golpe que sofria ele tornava-se mais forte, já havia boatos de que ele havia nascido da relação entre um Deus e uma mortal, mas o fato é que ele era um monstro, um monstro bruto e insano.

Depois de ter bebido todo o veneno ele virou-se para mim, furioso, perguntando se eu achava que conseguiria fazer qualquer coisa em Outworld sem que ele soubesse. Ele disse que, como punição, violaria Kitana e me forçaria a assistir. Eu me ajoelhei e implorei piedade, tentei milhares de discursos maternos e percebi que isso nunca conseguiria mudar a mente de um monstro. Me levantei e perguntei o que eu precisaria fazer para saciar sua raiva e insanidade. Ele me disse que eu teria que me relacionar com uma mulher de Outworld, que não fosse Kitana, mas ele escolheria a mulher e o lugar. Eu teria que fazê-la sentir prazer com a relação, caso contrário, ele se satisfaria com Kitana. Eu era a diversão de Shao Kahn.

No dia combinado, ele colocou algo a mais na minha comida além das drogas de sempre. Fui levada ao salão de festas do palácio e me deparei com uma dúzia de pessoas lá, todas prontas para assistir o meu declínio moral.

Havia uma cama colocada no centro do salão e uma mulher me esperava de costas. A cada passo dado, meu joelho fraquejava. O barulho feito pelo contato entre meu salto e o chão parecia um tambor, fazendo com que os olhares das pessoas ali cravassem-se em mim como estacas. Eu estava chegando próxima a cama, já decidida àquele ato de martírio. Subi na cama lentamente, fui de joelhos em direção à mulher sentada na outra ponta, toquei suas costas, arrastei minhas mãos até seus ombros e comecei a beijar seu pescoço. De alguma forma seu cheiro me era familiar, mas estranhamente diferente. Após algum tempo com aquelas carícias, ela pousou seu rosto sobre o meu pescoço, me tocando com um véu sedoso que cubria sua boca. Me virei para beijá-la, mas foi a pior experiência de horror que tive em toda a minha vida. Seu cabelo que descia sobre seus ombros como uma cachoeira negra, sua pele macia como a de Kitana, mas seus olhos, embora tivessem algo de rei, pareciam sem vida, mortos. Arranquei seu véu e o que eu estava temendo era verdade! Eu estava beijando a minha própria filha! Era igual a Kitana, exceto aqueles olhos mortos e… e aquela… e aquela boca demoníaca que ela só poderia ter herdado de um pai monstruoso. Ela não tinha lábios, mas sua boca ia até próximo às orelhas, como bocas tarkatas. Ela tinha dentes extremamente afiados… era um monstro… não posso negar, era um monstro, uma mistura de uma extrema beleza com a repugnância daquele que a criou. Comecei a me afastar daquele clone maldito, mas ele pulou em cima de mim, deitou seu rosto sobre meu ventre e, como não tinha lábios para me beijar, lambeu-me.

Eram as drogas, preciso acreditar que foram as drogas que Shao Kahn me deu que me fizeram sentir aquilo, mas o fato é que eu fiquei excitada, após anos de sexo sem nenhum prazer, eu fiquei excitada, e com um clone da minha própria filha. Não sei em que me tornei naquele momento, mas eu me esqueci de todas as pessoas ao redor da cama, me esqueci de Shao Kahn sentado em seu trono me assistindo, me esqueci de tudo. Só havia eu e a minha filha, nuas sobre a cama de seda, nos enrolando em véus de seda e em línguas de seda. Sim, aquele monstro me seduzia com seus toques, ela já era experiente, posso ter certeza. Passamos horas sobre aquela cama, desfrutando de um imenso prazer, como mãe e filha.

No dia seguinte, não pude sair do meu quarto, em choque! Passei semanas em um profundo desespero, gritando o mais forte que podia, destruindo tudo a minha volta na esperança de encontrar alguma força dentro de mim, algum resto de dignidade. Não era mais como antes quando eram os outros que sentiam vergonha de mim. Agora eu própria sentia repulsa! Eu e… um clone monstruoso de… minha própria filha… Eu não podia aguentar, passei semanas vivendo à base de água, para recuperar as lágrimas perdidas e me dar condições de chorar mais.

Com o passar dos anos, o frênesi passou. Aquela era Mileena, o clone de Kitana, quem agora eu tinha que encontrar todos os dias nas refeições. Sim, Shao Kahn fez com que Kitana acreditasse que as duas eram irmãs, que o Rei Jerrod havia me traído e tido uma filha fora do casamento. Eu vivia sob ameaças e não podia desmentir nada, apenas fechar os olhos e chorar. Todas as noites, o Imperador se levantava de nossa cama e ia até o quarto de Mileena, onde ele finalmente teve tudo o que queria, tanto uma relação com uma mulher que sentisse prazer com ele, quanto uma relação com uma mulher igual a Kitana.

Mileena rapidamente apaixonou-se pelo Imperador, cumprindo todas as suas vontades. O jeito com que Mileena idolatrava Shao Kahn e o modo com que ele retribuia, sempre a elogiando nas lutas, gerou um enorme ciúme em Kitana, que sempre era reprovada em tudo o que fazia. Começou, então, uma longa disputa entre as duas pela admiração de Shao Kahn, a ponto de minha filha deixar de me chamar de mãe, de me olhar nos olhos, de me amar.

Shao Kahn planejou tudo isso. Por onde ele passa só cria discórdia, miséria e sofrimento. A cada dia que passa eu me sinto mais fraca, como se minha alma estivesse enfraquecendo. Não há como pará-lo, ele foi destinado a ter êxito em tudo o que planeja. Ele tornou-se general, imperador, herói, colonizador. Eu não posso negar suas habilidades, sua capacidade de conseguir o que quer a qualquer custo, sua força excepcional, sua inteligência, sua lábia. Ele fez com que eu sentisse prazer em transar com a minha própria filha. Não sei se ele colocou algo a mais na minha comida novamente, mas eu estou começando a admirá-lo, meu marido, meu Imperador, Shao Kahn.

– Rainha Sindel 

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  1. Jason
    02/07/2012 às 11:42

    rsrsrsr esse aí na foto é o Khan…. nao é a sindel!!!!

    • 02/07/2012 às 13:57

      huaheuaheueau, mas a foto é sobre o assunto, não sobre quem tá falando. xD

  2. Rafael
    11/08/2012 às 21:17

    Onde vc pega esses textos.Muito bom

  3. Rafael
    11/08/2012 às 21:21

    Essas historias são originais de mortal kombat?

    • 12/08/2012 às 21:29

      Esses textos são só baseados nas histórias originais. Mortal Kombat não tem uma história muito definida. É complicado saber sobre cada personagem pq uma das poucas referências que se tem são os finais dos jogos, onde, na maior parte das vezes, não se tem fatos que vão ser seguidos em outros jogos, além de algumas coisas que não fazem muito sentido.

  1. 17/07/2012 às 08:23

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