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Estrelas Draconis

Essa interessante configuração de estrelas possui uma fantástica história, relacionando seu alinhamento a um dragão, por diversas culturas, em diferentes eras de nossa história. A constelação de Dragão, também chamada Draco ou Thuban pode ser vista no Polo Norte e há muito é estudada e reverenciada pela humanidade.

Thuban é a palavra árabe para “dragão”. Acredita-se que por volta de 2.700 A.C. Thuban – atualmente alpha draconis – era a estrela mais do hemisfério norte. Há essa época os egípcios construíam as pirâmides. Arqueólogos calculam que uma das aberturas da grande pirâmide de Khufu apontava diretamente para essa estrela. Os egípcios chamavam a constelação de Tawaret, deusa do céu do norte, cujo nome pode ser traduzido como “aquela que é grande”. A deusa é representada com partes de leoa, de hipopótamo e de crocodilo e é tida como uma protetora, uma divindade ligada à fertilidade. Assim, a constelação de Tawaret era tida como sempre-vigilante e adorada pelos egípcios.

Curiosamente, os gregos também associavam a constelação a um dragão, porém com origens diferentes, de acordo com o relato.

Parte das histórias gregas dizem que essa constelação é Ladon, o dragão de 100 cabeças, que Hera havia escolhido para proteger a macieira que Gaia lhe dera como presente de casamento com Zeus. Na lenda dos 12 – às vezes tidos como apenas 11 – trabalhos de Hércules, Ladon foi morto por uma flechada de Hércules para que Atlas pudesse pegar as 3 maçãs douradas. Triste com a morte de seu bichinho de estimação, Hera pô-lo no céu, perto do Polo Norte.

Outra lenda liga a constelação ao dragão morto por Cadmo, heroi grego fundador da cidade de Tebas. Segundo a lenda, Cadmo Procurava por sua irmã, Europa, raptada por Zeus. No caminho, foi aconselhado pelo oráculo de Delfos a fundar uma cidade. Para tanto, deveria seguir uma vaca até que ela caísse exausta, local onde a cidade deveria ser fundada. Enquanto seguia a vaca, ficou com sede e teve que matar um dragão – filho de Ares -, que guardava uma fonte. Atena plantou os dentes do dragão e deles nasceram guerreiros, os espartos (os semeados).

Achei incrível que uma mesma constelação tenha referência a um dragão, em culturas diferentes, em épocas diferentes: século XXVIII A.C., no caso dos egípcios, século VIII A.C., segundo a história de Cadmo e século IV A.C., no caso da lenda de Hércules.

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  1. 12/08/2012 às 19:36

    Cara, essa confluência de culturas sempre é uma coisa que me assombra…

  2. 01/05/2013 às 10:06

    legal

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