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ENANX – Wolrd Building – Parte 01

Como a maioria dos mestres de RPG eu tenho um cenário próprio. Já narrei várias aventuras nele, lhe digitei inteiro e perdi o arquivo em uma formatação de computador, reescrevi e já perdi a conta de quantas vezes já fiz mudanças no coitado.

Atualmente estou reescrevendo ele novamente. Chama-se Enanx e dessa vez resolvi ir postando aos poucos nos blogs, para ter um feedback do pessoal por ai.

Naturalmente depois que terminar de escrever tudo vou ter que revisar todos os textos e provavelmente ajustar muita coisa, mas a vida de um deus supremo criador de universos é assim mesmo!

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RESUMO HISTÓRICO

Abaixo foi compilado um pequeno resumo da história da criação, de Enanx e da região de Lidria. Este trabalho está longe de ser completo ou preciso, mas oferece uma idéia dos acontecimentos que os sábios lidrianos julgam de maior relevância.

INÍCIO DOS TEMPOS

O velho multiverso se contraiu a um tamanho inferior ao de um grão de areia e depois explodiu, dando origem a uma nova realidade, composta por duas metades, o Plano Astral e o Plano Elemental.

            No primeiro nasceram os deuses e no segundo os titãs. Originalmente eles encarnavam respectivamente conceitos e elementos, os deuses tendendo a ordem e os titãs ao caos, embora surgidos de dimensões que tendem à neutralidade. Em conjunto as duas raças são denominadas de Patriarcas.

            Muitas lendas divergem em relação aos detalhes, mas sabe-se que os deuses geraram os anjos para servi-los e os titãs deram origem aos gigantes com o mesmo propósito. Essas quatro raças criaram entre suas moradas, na região caótica onde seus mundos se tocavam e misturavam, o Plano Material.

Em algum momento durante esse ato deflagrou-se uma guerra entre os seres astrais e elementais. Sua causa é debatida, mas a maioria dos sábios acredita que foi ou por desavenças de opiniões sobre a criação, ou por que um dos povos tentou garantir o domínio absoluto sobre a nova dimensão.

            Essa guerra causou muitas conseqüências: Entre elas a gênese das primeiras espécies inteligente do mundo material; vários grupos de anjos e gigantes se tornando independentes; a separação do Plano Material em cinco, Etéreo, Faerie, Luz, Material e Sombras; e a abertura de fendas no espaço tempo por aonde mais tarde viriam às aberrações. Além disso, os papéis e relações entre os Patriarcas ficaram menos definidos.

            Durante a guerra, deuses e titãs criaram habitantes racionais para o universo material. Antepassados poderosos dos atuais, gerados para batalhar em nome de seus mestres, imunes ao tempo e as doenças, esses ancestrais e suas realizações foram ceifados pela violência e pela traição, além de certas lendas falarem de grandes migrações para outros planos. A guerra só teve um fim quando poderosos heróis e espíritos nativos do Plano Material deixaram suas diferenças de lado, formaram seu próprio exercito e combateram os já enfraquecidos Patriarcas. Quando a paz foi declarada, a liberdade de atuação dos deuses e titãs em nosso universo foi limitada.

            Todos esses eventos se estenderam ao longo de bilhões de anos.

ERA DAS ABERRAÇÕES

            Cerca de 100 mil anos atrás.

Por volta de 100 mil anos atrás, hordas de criaturas aberrantes vieram ao Plano Material através de fissuras no espaço-tempo, destruindo ou dominando tudo que encontravam em seu caminho, mundos inteiros caíram sob seu controle e os sobreviventes foram escravizados. Essas criaturas originárias do mais tarde chamado Plano Exterior, não foram criadas pelos deuses ou pelos titãs. Apenas os dragões escaparam de seu domínio, pois recuaram para locais desconhecidos e mais tarde voltaram em grandes números derrubando o império das aberrações.

ERA DOS DRAGÕES

            Entre 90 e 35 mil anos atrás.

Os dragões se unem e decidem por fim ao domínio das aberrações e uma guerra milenar tem início, ao seu final os dragões foram vitoriosos, em parte graças a rebeliões dos escravos de seus inimigos.

            Após sua vitória os dragões formaram um império próprio sediado em Enanx, poderoso e longevo. Porém com o passar dos milênios conflitos entre os próprios lordes dracônicos enfraqueceram a nação, até que guerras civis generalizadas permitiram que exércitos elementais invasores colocassem um fim à maioria de seus domínios. A aliança dos dragões para a guerra ocorreu cerca de 90 mil anos atrás e sua era durou mais de 50 mil anos.

No aniversário de dez milênios do Imprério Dracônico foi erquida a Torre do Arquimago, cujo senhor foi consagrado com a alcunha de Mestre dos Arquimagos. Daí em diante os magos mais poderosos de cada geração passaram a receber o convite para estudar nela e ter a oportunidade de conquistar o título que nomeia a construção.

ERA DOS GIGANTES

            Entre 35 e 25 mil nos atrás.

O império dos Dez Tronos que era composto por gigantes, governava Enanx e grandes porções de Faerie e do Plano das Sombras. Cada trono era ocupado por um rei de um elemento especifico, incluindo um fomoriano e um das sombras. Os 10 Tronos reinavam sob a autoridade de um titã chamado Alomyhay, um nome hoje lembrado por muito poucos, mas após a morte dele, os reis logo entraram em conflito, o que decretou o fim de sua nação.

            Dizem que poderosos lordes élficos foram responsáveis pela destruição do titã e por alimentar os desentendimentos entre os gigantes até a queda do império, inclusive ajudando os anões, que na época eram escravos, a se rebelar.

ERA FEÉRICA

            21 a 9 mil anos atrás.

            O império élfico governou tanto Faerie, quanto Enanx. Mas nunca obteve um controle tão completo ou organizado quanto às nações anteriores. Na verdade muitos sábios contestam o uso do termo, uma vez que eles simplesmente governavam seus domínios independentemente uns dos outros e apenas se união para impedir que membros de outras raças controlassem territórios próprios. Sendo, portanto, uma confederação.

            Seu domínio foi interrompido por uma imensa guerra fratricida, que levou ao fim de seu império e à divisão desse povo em três facções: Drow, também denominados elfos-negros pela cor que sua pele assumiu ao migrarem para o subterrâneo, foram os que conservaram a natureza amoral original da espécie; Sidhe ou alto-elfos, assim chamados pelos alto ideais morais que adotaram; e os Alfar, mais conhecidos simplesmente como elfos, esses últimos tendo tornado-se em sua maioria malignos.

ERA ANÃ

            De 8734 a.M. (Antes da Migração) a 8126 a.M.

            Em Menythar Ocidental os anões formam o Império de Nidaver originado na nação de mesmo nome. Entretanto, ao final desse período decidiram extingui-lo, mantendo apenas o reino de Nidaver original e cidades-estado espalhadas pelo continente, o motivo até hoje não foi revelado.

ERA ONI

            Durou de 7756 a.M. a 7201 a.M.

            Sem enfrentar nenhuma grande resistência, onis vindos de Daizen invadiram e conquistaram a maior parte de Menythar Ocidental durante esse período. O grosso da nação era composto por humanos corrompidos, mas seus exércitos preenchidos por ogros e minotauros.

            A Era Oni chegou ao fim com a morte de Xeng-Tai o líder original dos invasores. Uma vez que seus herdeiros iniciaram guerras civis que deram fim a seu reino.

ERA GOBLINÓIDE

            7200 a.M. a 5772 a.M.

            As tribos goblins se unificaram e formaram uma poderosa nação, que se expandiu até ocupar a maior parte do território ocidental menythariano. Mesmo os anões de Nidaver reconheceram seu poderio e firmaram tratados com os goblinóides.

            Esses goblins assumiram o nome hobgoblins (goblins superiores) e deliberadamente deram origem a duas novas etnias entre seu povo, uma composta por indivíduos grandes e fortes, que batizaram de bugbears; e uma composta por membros pequenos e fracos, que herdaram o antigo nome da raça, goblins.

            Esse império teve seu fim graças às revoltas de escravos e a invasão dos lidrianochs, um povo humanóide misterioso vindo de Menythar Central. Sabe-se que os povos de Faerie incentivaram as revoltas e apoiaram tanto os rebeldes, quanto os invasores lidrianochs.

ERA LIDRIANOCH

            5771 a.M. a 2629 a.M.

            Os lidrianochs substituíram os goblinóides como governantes de Menythar Ocidental, a partir de então chamado simplesmente de Lidria. Eles governaram rigidamente, mas sabiamente, trazendo todos os povos da região para o império, seja como aliados ou como servos.

            O império contatou e comercializou com habitantes de outras terras e dizem até mesmo de outros mundos, além de fundar diversas colônias no continente chamado Tharven.

            O Império Lidrianoch acabou durante seu aniversário de 1000 anos de fundação, no instante em que Li’ax, sua imperatriz, executou um imenso e poderoso ritual, utilizando um artefato conhecido como o Trono das Trevas, encontrado três séculos antes em ruínas de Menythar Central.

Neste instante todas as cidades e comunidades do continente, ligadas à rede de comunicação mística do império, foram tomadas por trevas, seus habitantes humanos ou com sangue humano, foram mortos e transformados em uma espécie de mortos-vivos presos a esses locais, os infames carniçais lidrianochs.

             Após esse feito, que foi batizado por seus escassos sobreviventes como O Grande Eclipse, Li’ax tomada de um poder nunca antes visto, refugiou-se em Lards, a 3ª lua de Enanx, levando consigo o Trono das Trevas.

Em Lidria sobreviveram entre os humanos apenas aqueles poucos que não estavam em nenhuma comunidade do império durante as grandes festas comemorando o aniversário da nação, esses indivíduos acabaram se reunindo e adotando um modo de vida nômade, dando origem há variadas tribos bárbaras. Com a queda de Lidria, as colônias em Tharven tornaram-se independentes.

Apesar da distância o Trono continuou a transmitir sua energia sinistra às cidades lidrianochs, ainda que em intensidade muito menor, a exposição prolongada a essa radiação apresentava efeitos letais e mantinha a existência dos carniçais.

ERA DAS TREVAS

            2628 a.M. a 1 a.M.

Nesse período as ex-colônias lidrianochs em Tharven lentamente prosperaram e se desenvolveram em grandes reinos. Acabaram fundando suas próprias colônias em Honder, o continente logo ao sul de suas terras. Eventualmente Deertan, uma das nações nativas de Honder, conseguiu atingir proeminência e poder suficiente para expulsar os invasores tharvenos.

            Em certo momento um grupo de aventureiros poderosos desafiou Li’ax. A equipe foi derrotada e todos sacrificados em um ritual com efeitos ainda maiores do que o que deu fim ao Império Lidrianoch.

No mundo todo o uso das forças sobrenaturais ficou restringido. Apenas os efeitos e rituais mais fracos continuaram podendo ser utilizados, embora criaturas, portais e itens mágicos já existentes até então não tenham sido afetados, a alquimia também continuou funcionando normalmente. A Torre do Arquimago não interrompeu suas atividades, apesar de seus formados serem muito mais limitados durante essa era.

Viagens planares se restringiram apenas as realizadas por uns poucos itens mágicos e portais artificiais criados antes da Era das Trevas, uma vez que magias e portais naturais que permitiam esse feito deixaram de funcionar, o que manteve muitos seres extraplanares aprisionados em Enanx por séculos.

Ao final desse período um cruel e poderoso império humano surgido no continente de Honder começou uma grande invasão a Tharven. Os tharvenos lutaram bravamente, mas era só uma questão de tempo até serem totalmente dominados.

ERA DA GRANDE MIGRAÇÃO

            0 a.M. a 100 a.M.

            Houveram dois grandes eventos que deram início a esse período, o retorno da magia a sua antiga força e a migração maciça de humanos de volta a região de Lidria.

            Quatro heróis tão poderosos quanto semideuses, deram um fim a Era das Trevas. Após décadas de árduos preparativos e portando poderosos artefatos, confrontaram Li’ax em Lards. Ao fim da batalha que iluminou os céus, Li’ax, os heróis, o Trono das Trevas e a própria lua foram destruídos.

            No mundo todo marés se ajustaram, chuvas de destroços provocaram danos, ondas de energias causaram estragos e efeitos sobrenaturais ocorreram. Poderes do passado retornaram, muitos seres voltaram a Enanx, especialmente de Faerie e os poderes sobrenaturais foram restaurados a sua antiga intensidade. Os carniçais lidrianochs em sua grande maioria finalmente encontraram seu fim, sendo desintegrados e permitindo acesso as antigas cidades do império e seus tesouros.

Com a destruição do Trono das Trevas as cidades lidrianochs voltaram a ser habitáveis, aproveitando-se disso o aventureiro Adrian III conseguiu uma trégua com o Império Honderano e utilizou esse tempo para liderar uma migração massiva de refugiados tharvenos em direção ao continente lidriano. Não se tem uma explicação oficial para como foi possível estabelecer um cessar fogo com os honderanos, mas desconfia-se que houve o envolvimento de dragões a favor dos refugiados, pois vários deles foram avistados se dirigindo na direção do local onde as negociações se realizaram.

            Em Lidria a maior parte da população humana se concentrou em comunidades fortificadas, geralmente distantes entre si e muitas vezes independentes. Principalmente em ruínas de cidades lidrianochs localizadas na costa oeste, apesar de alguns desses imigrantes terem preferido se integrar nas tribos nativas que vagavam pelo continente.

Entre os recém chegados haviam os hanneranos, um povo governado por elfos. Eles capturam todos os outros imigrantes que se aproximaram de seu novo território, usando-os como escravos e roubando os poucos bens que trouxeram na viagem. Hanner também tomou uma área no estremo noroeste de Lidria, subjugando os habitantes locais e fundando a colônia de Águas Quentes. Tornaram o local uma espécie de resort de luxo para a nobreza do continente. Mais tarde atacou e conquistou Marutai, o reino que se formou mais próximo ao seu. A campanha causou o mínimo de derramamento de sangue, uma vez que os governantes locais rapidamente aceitaram a anexação.

Hanner tomou a região de Amakyrian. Foram meses de uma longa e dura batalha, ao seu final Adrian III, governante da região na época teve que fugir e se esconder. Décadas mais tarde os amakyrianos conquistaram sua liberdade e o reino de Amakyrian foi formado. Graças em grande parte aos esforços de aventureiros liderados pelo dragão de ouro Gregoryandraskner. Com o apoio do arquimago Percivilis e de Nostratus, o atual Mestre dos Arquimagos. Também foi crucial na campanha a participação de Adrian III e seu exercito mercenário, os Águias Negras.

Hanner tentou retomar Amakyrian com uma grande ofensiva militar. Em meio à principal batalha do conflito Gregory revelou ser um dragão de ouro grande ancião, chamado Gregoryandraskner, exterminando o exército hannerano. Logo após o fim da guerra ele abdicou do trono e corou Adrian III em seu lugar.

Com a ajuda de Marcel e Anton, herdeiros de Adrian III, os hanneranos tentaram tomar Amakyrian novamente. Foram impedidos pelos aventureiros de Gregory e Alexia a filha mais nova do rei. Dias depois o monarca foi rejuvenecido, um feito místico raro, provavelmente cortesia do Mestre dos Arquimagos. Após esses eventos se seguiu um período de relativa paz que dura até os dias de hoje.

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  1. GangrelBr
    13/09/2012 às 12:35

    Que lixo;

    • Fábio
      13/09/2012 às 13:14

      Prefiro receber críticas mais elaboradas, mas paciência.

  2. 13/09/2012 às 22:20

    Massa Fábio! Eu como todo mestre de RPG também tenho um cenário próprio, porém a maioria está na minha cabeça, não tenho muita coisa escrita. Mas o teu está tri bem elaborado, com “eras”. O meu não passa de um monte de lenda do surgimento do planeta e dos povos, baseado na crença de cada uma das raças principais. O teu é bem histórico, o meu é mais religioso. Gostei bastante!

    • Fábio
      13/09/2012 às 22:29

      Valeu, Rafael.

      Esse texto é um resumo preliminar, estou compilando uma linha do tempo que vai ser mais completa.

  3. 09/10/2012 às 12:57

    Muito bom, Fábio.
    Como eu nunca joguei rpg, nunca tive vontade de criar mundos e cenários, mas deve ser bem divertido e trabalhoso fazer isso.

    • Fábio
      09/10/2012 às 21:51

      Pior que é trabalhoso mesmo, mas para quem jogo é difícil não ficar imaginando cenário as vezes.

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