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Mortal Kombat – Dia de apresentação

03/07/2012 1 comentário

Detesto essas apresentações. Amo meu pai, amo minha irmã, mas detesto essas apresentações. Eu sei de seu prazer por nos ver lutar. Já nos foi dito milhares de vezes que, quando ele volta de viagem, quer nos ver lutando, uma contra a outra, para acompanhar de perto nossa evolução nos treinos. Eu entendo tudo isso, mas detesto.

Não há como não amar isso. O período que antecede as lutas é como a corda de um instrumento, pronta para arrebentar. Precisamos saber dosar, afinar no ponto certo, para que ela não se torne fraca demais, nem arrebente. O Imperador nos olha, a corda se estende um pouco mais, gosto da sensação, tenho vontade de gritar.

Tenho vontade de gritar, de sair dessa batalha, mas não posso, é meu dever como princesa, devo seguir as ordens de meu pai. Ele está a alguns metros de nós, sentado em um trono. A qualquer hora ele dará a ordem que começará a luta. Ele é um bom pai, um líder nato. Há certos momentos nos quais me sinto sozinha, sei que não é meu pai quem deveria me consolar, ele cumpre perfeitamente o papel de um pai, deveria haver uma mãe naqueles momentos, mas não há.

Minha irmã está perdida em seus pensamentos, ela não percebe a grandiosidade de uma luta, ela só está aqui por obrigação, por isso irá perder. Eu sei disso, o Imperador sabe e até ela sabe, mas tenta convencer-se de que é capaz de me derrotar, hahaha, pobre Kitana. Ontem eu a escutei chorar em seu quarto, fui saber o que era. Tratava-se de alguma amiga de infância que havia sido rude com ela. A princesinha não pode receber algumas palavras de desprezo que já desaba toda. Fiquei lá, ao lado dela, com sua cabeça sobre meu ombro, confortando-lhe. Como ela é estúpida…

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Mortal Kombat – Um homem excepcional

Não posso aguentar mais tanto sofrimento. Eu, Sindel, Rainha do ex-reino de Edenia e atual Rainha de Outworld, sendo tratada dessa maneira repugnante e nojenta, como se eu fosse facilmente controlada, ou melhor, domada.

É difícil acreditar que essas terras um dia foram os felizes reinos de Edenia, e é humilhante pensar que o povo que outrora sentia orgulho e confiança em mim, agora me olha com uma cara de completo desprezo. Tudo isso por causa daquele homem, tudo sempre foi por causa daquele maldito homem, aquele que diz ser meu marido, o Imperador de Outworld.

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Mortal Kombat – Sobre o Magista

Um ser. O que é um ser vivo? O que de único nós temos que nos torna diferentes do não-animado? A própria palavra diz: Anima, a palavra latina para alma.

A alma é o que dá movimento ao inerte, é o que dá vida à morte. Os hebreus não faziam distinção entre a alma, o ser vivente, o sangue e a respiração. Tudo era uma coisa só chamada de Psykhé. Já os egípcios acreditavam que a alma era dividida em diversas partes. Era sobre isso que ele estudou durante sua vida inteira. Ele era um magista de alto nível, tinha acesso a conhecimentos herméticos sobre diversos ramos da magia cerimonial e tinha uma sede incontrolável de conhecimento.

No norte da áfrica, ele encontrou um grupo de estudos de alta magia e, após anos de participação em reuniões, foi finalmente aceito. Eles o levaram a uma pequena casa localizada no começo de uma montanha. A casa era extremamente simples e ele admirou-se de ela resistir inteira àqueles dias de tempestade. Levaram-no até um cômodo escuro, ele escutou o som de madeira movimentando-se, e, após isso, desceu algumas escadas. Ligaram a luz, ele estava em um templo egípcio.

Ele era um homem bom, estudou diversos livros desde tratados da filosofia da época até grimórios de Ars Goetia. Lá havia livros raros, inimagináveis, fora do conhecimento de quase qualquer magista. Alguns desses livros foram escritos pelo próprio Salomão e escaparam do conhecimento da igreja.

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Mortal Kombat – Rito de Formação

Lobo da Noite

Sim, havia algo mais.

Eu sou o último de minha linhagem, o último de minha alcatéia, o último de minha tribo. Sou filho do maior Xamã que nossa tribo já teve, mas antes disso, sou filho de gaia, alma proveniente do Grande Espírito e amante dos conhecimentos ancestrais.

Antes de meu ritual de passagem e de conhecer o meu animal totem, eu fui ensinado sobre os segredos da feitiçaria xamânica, enquanto os homens da minha idade eram ensinados aos segredos da guerra. Eu era fascinado por o que eu via, não sabia dizer o nome ao certo, chamava de magia, de força ancestral, de bom espírito. Enquanto eu decorava nomes de plantas de poder e viajava por planos de existência onde o tempo e o espaço não existiam, os outros homens desvendavam estrategicamente a terra, invocavam a chama do grande espírito que há em cada alma e transformavam-se em híbridos de homem, animal e deus. Não era algo em seus olhos, era algo nos seus olhares. Uma simples mudança de olhar, na verdade, refletia um espírito de guerreiro.

Eu os segui diversas vezes, à procura de desvendar os segredos por trás da força ancestral que eles evocavam com conhecimentos tão superficiais de magia. E era lindo. Eu convivia com eles todos os dias, eram homens simples, honrados, com um respeito muito forte pela vida e pela comunidade, mas eram homens simples. Antes de sairem para caçar eles pintavam os seus corpos. Para eles era apenas um ritual, estampar em seus corpos a imagem do próprio Grande Espírito, mas eu sabia o significado daqueles desenhos. Eram linhas retas e curvas, pintadas de vermelho as quais percorriam por todos os seus corpos.  Elas guiavam o espírito ancestral adormecido para fora do corpo, fazendo com que os guerreiros fossem capazes de utilizar tal poder.

Após estarem todos pintados, começaram os tambores. Era uma canção inspiradora, ouvindo-a eu cerrei meu punho direito e apalpei com a mão esquerda o tronco de uma árvore. Eu me sentia forte, completo, como se eu estivesse adormecido durante muito tempo e agora estivesse pronto para me tornar um com a natureza, tanto externa quanto interna. Todos fecharam os olhos e sentiram o mesmo. Sempre que eu os seguia eu precisava ficar escondido, controlando o impulso brutal que me forçava a gritar. Eu não podia, eu era o xamã, não o guerreiro. Eles abriram os olhos, já não eram os mesmos olhos de outrora, eram olhos de puro espírito, de pura brutalidade.

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