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Uivo Sufocado Publicado

19/12/2012 3 comentários

UIVO SUFOCADO - capa

Uma história que surgiu no blog agora chega as estantes dos leitores!

Confiram o livro Uivo Sufocado, escrito por este que vos escreve e lançado pelo site Clube dos Autores. A revisão do texto é de Roberta Manaa. As capas e ilustrações internas de Márcio Vetromila.

Por: Fábio Dias

Marcelo Ulv levava uma vida comum, sem saber que seu corpo aprisionava uma alma selvagem. Até o dia em que a fera se libertou e ele transformou-se completamente. Começando então uma incrível jornada em meio ao desconhecido mundo dos lobisomens.

Conseguirá Marcelo superar os desafios que sua nova condição trás? Sobreviverá aos terríveis desígnios do alfa da alcatéia? Descubra nas páginas desta novela de horror e fantasia urbana.

Uivo Sufocado

04/12/2011 2 comentários
Autoria: Fábio Dias.
Revisão: Roberta Manaa.
Uma manhã comum
        “Dormi” quase cinco horas. Mesmo não precisando mais que uma ou duas horas de sono diárias. Vale a pena deixar meu corpo desacordado por algum tempo, para explorar as oportunidades únicas que a projeção astral oferece.
        Nesse período não registrei o som dos galos e outros animais do sítio ao começarem um novo dia. Ou o barulho dos carros passando na rodovia a poucos quilômetros de distância. Nem mesmo a respiração e os movimentos da bela japonesa nua adormecida ao meu lado.
        Porém, o som do portão da propriedade sendo aberto me trouxe imediatamente de volta ao mundo desperto. Sem me mover ou abrir os olhos inspirei profundamente. Relaxei ao confirmar que o visitante era conhecido.
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Uivo Sufocado – Parte 06

Acabei o conto. Pelo menos por um tempo 😛

Vejam o começo: parte 01, parte 02, parte 03, parte 04 e parte 05.

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Apoio inesperado

Sem saber ao certo se o tal Gabriel iria respeitar o prazo de uma noite. Juntei algumas mudas de roupa e outros pertences, subi na bicicleta e me mandei para o covil da colônia a mais de sessenta quilômetros por hora.

A forma que o alfa disse que não haveria problema com a polícia pela morte de Débora deixou claro que ele devia ter influência. Talvez o suficiente para mandar rastrear meu celular, por via das duvidas desliguei ele. Leia mais…

Uivo Sufocado – Parte 05

18/11/2011 1 comentário

Veja o começo: parte 01, parte 02, parte 03 e parte 04.

Festa

A manhã seguinte passei no centro fazendo algumas compras, particularmente um conjunto de talheres de prata e material de serralheiro. Já a tarde foi dedicada a uma pedalada de ida e volta até uma cidade próxima. Sendo que os sessenta quilômetros da ida tiveram predominância de subidas.

Resolvi passar a terceira noite de lua minguante comemorando. Passei as primeiras horas da noite na forma de lobo-humano, percorrendo o conjunto agrotécnico localizado próximo do meu bairro, evitando os vigias e espreitando os animais. Confesso que foi ótima a sensação de saber que eles estavam a minha mercê. Até mesmo pratiquei um pouco de pesca, ou melhor, “caça ecológica”, atacando alguns animais, mas sem feri-los realmente, apenas os capturando e soltando em seguida. Leia mais…

Uivo Sufocado – Parte 04

15/11/2011 6 comentários

Veja o começo: parte 01, parte 02 e parte 03. Leia mais…

Uivo Sufocado – Parte 3

08/10/2011 3 comentários

Recomendo que antes leia a parte 1 e a parte 2.

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Lua cheia

Era meio do outono e por volta das seis horas o sol se pôs, mesmo trancando no subterrâneo percebi claramente o momento, de um instante para o outro fiquei mais desperto e energizado, como se tivesse despertado após uma boa noite de sono.

Conforme o tempo foi passando apesar de muito assustado com o que estava para ocorrer, fui ficando mais eufórico, cheguei a me ver assobiando e rindo sozinho em alguns momentos.

Era uma noite um pouco fria em um porão úmido, entretanto senti muito calor, provavelmente estava ardendo em febre, pouco depois das dez da noite houve uma alteração na minha condição, parei de sentir qualquer perturbação com a temperatura e fiquei extremamente calmo, minha vida inteira foi passando pela minha mente, como as águas de um riacho tranquilo.

No dia seguinte quando examinei a gravação não me surpreendi ao constatar que esse estado zen se estendeu até a meia-noite.

Quando as proverbiais doze badaladas soaram uma dor maior do que jamais imaginei me atingiu, primeiro foi como se minha pele entrasse em chamas e quase imediatamente esse fogo tomasse cada músculo, cada osso, cada tecido do meu corpo. Leia mais…

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Uivo Sufocado – Parte 2

07/10/2011 4 comentários

Dando continuidade no meu conto iniciado aqui, vamos a mais um trecho da saga de Marcelo Ulv.

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O velho novo lar

Quando deixei o apartamento que até então havia chamado de meu já tinha destino definido, a velha casa dos meus pais.

Minha mãe que se chamava Elisabete e foi professora de matemática quase a vida toda, chegou a ser considerada uma solteirona, mas aos trinta anos para alívio dos meus avôs maternos ela finalmente se casou.

O homem de sorte foi Carlos, um pedreiro e padeiro de 53 anos, também conhecido como meu pai.

Aparentemente eu não estava muito disposto a vir ao mundo, eles tentaram ter filhos por cinco anos até que conseguiram me convencer a colaborar.

Nossa casa foi construída pelo meu velho, ao longo dos dois primeiros anos deles juntos. Meu pai sempre morou em chalés, foi minha mãe que teve que fazer ele, um pedreiro, tomar vergonha na cara e construir uma residência de alvenaria. Leia mais…