Arquivo

Posts Tagged ‘Transmetropolitan’

As melhores hqs de 2014

Seja pelo fato do cinema estar adaptando vorazmente hqs com mais voracidade do que fã da Beyoncé em site de fofoca ou por simples e bucólica fodasticidade auto-intrínseca, fato é que 2014 foi um ano excelente para os quadrinho, tanto no quesito super-herói quanto nas histórias mais aleatórias do que Ronnie Von jogando AD & D com o Roberto Justus. Vamos a elas:

– Trees, de Warren Ellis e Jason Howard

Jason Howard

 

A primeira hq que li deste genial autor foi o Excalibur nos tempos do Wolverine em formatinho da Abril e simplesmente detestei, achei mais chato que reprise de Grey’s Anatomy em turco; mas desde Autorithy, Planetary e Transmetropolitan tornei-me fã desse cara capaz de ensinar física quântica a um leitor de Crepúsculo.

Trees nos mostra uma visão diferenciada da clássica e overabusada invasão alienígena, onde, como num dia de temporal em São Paulo, árvores gigantescas descem do céu, pousam em lugares aparentemente aleatórios do globo e nada mais fazem além de nos ignorarem como só as árvores e gatos gordos sabem fazer.

Para quem espera ação michaelbayniana desenfreada, pode esquecer, o negócio aqui é roteiro primeiro, tiro-porrada-sangue depois, já que Ellis utiliza o cenário para mostrar problemas político-sociais relevantes e sempre atuais.

 

Leia mais…

Anúncios

Transmetropolitan – O futuro distópico de Spider Jerusalém

30/01/2011 6 comentários

Por Jacques

Warren Ellis é uma mistura da bizarrice genial de Garth Ennis com a hiperatividade divertida de Grant Morrison.

Pelo menos é essa a impressão que fica ao se ler Transmetropolitan, da Vertigo (remanescente do extinto selo Helix), que narra as insanas histórias de Spider Jerusalém, um jornalista disposto a passar por cima de tudo e todos na busca do que ele chama de “A Verdade”.

Que, no caso, é a verdade mesmo, e não uma versão dela.

Leia mais…

Alan Moore x Hollywood

02/05/2010 1 comentário

Por Jacques

Ao se assistir os filmes adaptados a partir das hqs de Alan Moore fica-se com a mesma impressão que se tem ao ver-se Lula acenando com a mão esquerda: de que há algo faltando.

A saga das adaptações meia-boca das histórias de Alan Moore para as telas começa, coincidentemente, com um dos primeiros personagens que vieram a revelar o talento de Moore ao mundo: o Monstro do Pântano, que sob sua batuta, passou de um amontoado de musgo ambulante para um elemental indestrutível (uma espécie de Dr. Manhattan com escrúpulos) que dizia frases impactantes como:

“Idiotas, se a natureza desse de ombros, ou erguesse uma pálpebra… todos vocês seriam destruídos…”

Leia mais…