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Considerações sobre Man Of Steel

16/07/2013 9 comentários

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Queria tecer algumas observações sobre o último filme do Superman, logicamente que tratando-se de opiniões de um sujeito, que de certa forma possui uma visão um tanto idealizada do personagem, muito em razão da influência do clássico filme de Richard Donner, de 1978, interpretado por Christopher Reeves.

Antes de mais nada, o filme atual é uma releitura do tradicional personagem da DC Comics, uma adpatação para o mundo contemporâneo do primeiro super herói, agora mais belicoso e aparentemente menos heróico, num sentido tradiconal da palavra, de certa forma mais pragmático e marcado por uma visão ideologica policialesca que toma as ações do anti-herói ou da força extrema como genuinamente eficazes diante da violência desmedida presenciada em nosso cotidiano (ainda que a ameaça que ele enfrenta seja alienígena e extrema).

Além disso, o filme reflete uma visão menos inocente de nossa juventude, que toma como modelos não mais as ações de pessoas comedidas, mas sim daqueles que buscam a vitória a qualquer custo, não se importando tanto assim com as consequências de seus atos ou com os meios utilizados para a obtenção do resultado esperado.

Se alguém discorda dessa primeira premissa e considera que não expressa a mensagem do filme, deixe-me explicar o que quero dizer com isso.

O filme procura construir um personagem, utilizando-se do velho esquema do livre arbitro em contraposição a aquilo que seria predeterminado para os indivíduos  (dentro da visão de que os kryptonianos seriam predeterminados para certas funções, a exceção de Kal-El), o que é um tema comum nas histórias do super. Além disso, procura ressaltar a construção da personalidade de Kal-El, formada pelos exemplos de seu pai na terra, um sujeito extremamente virtuoso que educa o filho segundo valores de moderação, heroismo, abnegação pesoal, sacrifício em nome do bem maior e conduta pelo exemplo. Novamente, até aí, tudo de acordo com o ícone criado e definido ao longo de mais de 50 anos de histórias do personagem.

Então chegamos a grande contradição e, em minha opinião, a falha do roteiro e da direção do longa, ainda que o ator Henry Cavill tenha uma atuação bastante comedida e até muito boa no que concerne a expressão e a presença enquanto herói tradicional.

Isso porque a forma como o super age no decorrer da ação está longe do comedimento e do heroismo ensinado pelo pai Jonathan Kent no filme, visto que ele é na prática um brucutu que não se importa em destruir prédios inteiros para vencer seus adversários, mais parecendo com os personagens da famosa Image do que com o tradicional herói da DC.

Antes da ação começar, ele já havia mostrado um pouco desse viés um tanto adolescente, quando destrói o veículo de um caminhoneiro (seu ganha pão) porque o mesmo jogou bebida em seu rosto e passou a mão em uma moça qualquer (talvez Lana Lang). Como que um mero revide adolescente sem sentido, diante da suposta honra ameaçada (e devemos lembrar que em Superman II, nosso querido Clark já havia feito algo semelhante, mas em um tom de comédia, caracteristica dos filmes clássicos).

No decorrer da ação, o super chega a destruir um posto de gasolina em sua não tão querida assim Smalville, não se importanto com os frentistas que lá trabalham, apenas em tirar o vilão de perto da mãe, ou seja, mais preocupado com seu ente querido do que com as demais pessoas da cidade. Claro que aqueles mais aficcionados vão afirmar que isso é comum em HQs de heróis, ou mesmo em filmes desse gênero, tal como ocorre nos Vingadores.

Devemos lembrar, no entanto, que o super construído pelo próprio roteiro do filme deveria ser comedido, como comprova uma cena em flashback, onde ele é ameaçado por alguns adolescentes e não revida, sendo instigado pelo pai adotivo a escolha certa, ou seja, pelo bem e pela proteção dos inocentes a todo custo, pelo menos é isso que transparece a mensagem da cena.

Também não podemos esquecer que no filme dos Vingadores, muitas cenas do combate foram travadas para o exclusivo salvamento dos cidadãos comuns, seu bem estar, o que não acontece no filme do super, somente em uma cena em que ele salva um militar da super vilã genérica da vez.

Outro salvamento acontece ao final, quando ele mata o general Zod para salvar quatro ou cinco pessoas dentro de um prédio arruinado, uma cena aliás deveras forçada e inútil (visto que Zod já havia fracassado em seu plano) que poderia ser finalizada de outras tantas formas que não a morte do vilão, com o pescoço quebrado pelo super tal como se fosse uma galinha.

Alguns podem dizer que eu estaria tendo aqui uma visão purista do personagem, que ele deve sim chegar no novo milênio adaptado as demandas e visões de mundo de uma sociedade mais cínica, bla bla bla, mas acredito que ao contrário, deveríamos sempre preservar o caráter icônico dos supers heróis, na medida em que o gênero é de super heróis e não de anti-heróis, que  eram minoria nas HQs até os anos 1990.

Além disso, a trilogia do Batman, de Nolan, em nenhum momento tira o caráter icônico daquela personagem, mostrando-o apenas como uma representação do anti-herói (em sua teatralidade para assustar os criminosos), mas nunca ultrapassando a linha que o separa de um vigilante qualquer . O mesmo vale para os Vingadores, que ao contrário do filme do super possui uma alma heroica em toda a sua ação, ainda que os diálogos tenham aquele cinismo dos Supremos. Até mesmo o Hulk, com sua destruição genérica não passa todo esse carater belicoso de Kal-El, o mesmo valendo para nosso cínico mor Stark, que chega a quase se sacrificar para salvar as pessoas de New York, diferentemente de nosso super, que passa mais de 15 minutos na porrada com o Zod pelos prédios de Metrópolis, sem se preocupar com as consequencias disso.

Sinal dos tempos: o Superman se modernizou e perdeu aquilo que define o super herói típico, o comedimento em suas ações, a força proporcional ao perigo enfrentado e principalmente, o bem estar das pessoas em primeiro lugar. O roteiro leva nessa direção da ação típica tradicional do velho escoteiro e na hora em que começa a respectiva ação, surge um super herói genérico a dar porrada nos inimigos, para alegria de muitos jovens e tristeza de velhos nostálgicos como eu. E a vida continua.

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Em Roma… (crônica II).

Em Roma… (crônica II).

Por Marco Antônio Collares

Na Trilha do Tempo

Menênio Agripa acordou em meio á montanha de restos de corpos destroçados na planície de Canae.
– Fora daqui, animal!! Bradou ao zéfiro, espantando um abutre que lhe bicava a têmpora.
Uma confusão de odores fétidos lhe sobrecarrega o pensamento, mas o som inaudível do nome daquele monstro cartaginês insistia em ecoar na cabeça.
 -Aníbal, seu verme!! Gritou.
Como era possível o massacre em Canae? Os romanos estavam em maioria sobre as tropas da Espanha e da África, lutando por sua pátria, “na defesa de nosso maiores”, como costumavam dizer. Como era possível que 80 mil legionários treinados e disciplinados tivessem sido massacrados perante a metade das tropas bárbaras?
– Aqueles malditos Númidas!! Bradou novamente, cheio de fúria e dor, devido ao talho na têmpora e ao ferimento na orelha. Que orelha?

– Onde está minha orelha? Deceparam minha orelha! Malditos Númidas! Maldito Aníbal!!
Novamente o som do nome do monstro proferido aos quatro ventos, enquanto Agripa se levantada e cambaleava em meio aos corpos, muitos dos quais seus amigos e aliados. Lá e acolá estavam os Cláudios e os Fábios, destroçados como queijo, para não dizer os imponentes Júlios, mais distantes, bem como um Caio Enobardo, um Emiliano Fúngio, um Luciano Póstumio, sem falar no Drúsio. Pobre Drúsio, tão jovem, espinhento, tagarela e valoroso, tão morto agora à beira do rio vermelho cor de sangue e barro.
Será que não tinha mais ninguém vivo para lutar e morrer a beira daquele Estige terreno?
– Ainda tem um romano com vida nessa maldita Itália, seus cornos!! Bradou novamente, enquanto seguia adiante, até encontrar uma trilha sinuosa de tijolos alaranjados, para não dizer, amarelo ouro resplandecente. O cheiro continuava insuportável, não somente de sangue misturado com as tripas dos varões romanos mutilados, mas também das fezes daquelas gentes todas com os buchos de fora.
Como Aníbal tinha vencido a batalha, munido somente da metade das forças romanas? Novamente a pergunta latejando na têmpora machucada.
Em meio ao calor da batalha, quando Menênio deu por si, os romanos já estavam cercados, em maior número sim, mas estranhamente cercados, aprisionados em sua própria cunha de ataque.
– Malditos Númidas!!
Uma última maledicência foi desferida, e Agripa entrou finalmente na trilha de ouro, em direção a sua querida Roma.
Roma? Sim. Todas as estradas levam a Roma. Onde ele ouvira essa expressão? Seria do ex-ditador, Fabius Máximus? Ah, se aqueles abutres tivessem seguido os conselhos do ditador… Agripa achava que tinha ouvido a expressão no Fórum. Sim, tudo sempre ocorria no Fórum, desde as festas, as procissões, os triunfos e até os assassinatos cotidianos das gentes metidas à bestas. Em Roma, bastava três clientes pobres para um sujeitinho qualquer se considerar melhor que os outros, nem precisava pertencer a nobilitas. Comprava-se dignitas nas esquinas, insulae e vielas sujas cheias de meretrizes tuberculosas.
Ah, querida Roma, tão bela e decadente, tão justa e insólita, tão grandiosa, lustrosa e ao mesmo tempo fétida e suarenta. Ainda assim era sua querida Roma, a mãe de todos os romanos, de toda uma civilização em meio ao caos dos bárbaros, desprovidos de lei ou justiça. Malditos cartagineses por destruir aquela civilização! Malditos Númidas de Aníbal!! O pai de Aníbal já havia perdido na Sicília e agora o filho queria a desforra, atrevendo-se a atacar a Itália, no coração do novo Império que se formara.
– Quem você pensa que é Aníbal? Acha que pode desbancar um Império com elefantes e Númidas?
Enquanto cambaleava pela rilha, Agripa vislumbrou uma miragem, ou talvez uma cidade estranhamente irreal, com seus prédios de mármore, madeira e esperanças perdidas. Roma? Talvez. Em chamas? Com toda a certeza dos deuses indigetes e da tríade capitolina.
– Por Júpiter! Espantou-se ante a visão avermelhada do fogo que consumia carne, vermes e vinho. Uma cidade em chamas do nada aparecera ao lado da trilha, enquanto dois homens conversavam do lado de fora, do alto de seus imponentes cavalos, um deles, romano, o outro, um grego.
Quem eram? Não importava. Um pretor ou um cônsul? Não lhe cabia responder. O romano, a olhos vistos, vergava sua armadura dourada com a imponência do próprio Apolo. Utilizando-se de um latim clássico e nobiliário, falou ao outro:
– Estás vendo Políbio? Cartago, em chamas. Só temo que um dia seja a vez de Roma. Queiram os deuses que eu, Cipião Emiliano, morra antes de minha Roma arder nas chamas de sua própria destruição, tal como os púnicos, outrora invencíveis estão vendo agora sua querida Cartago.
As figuras ficaram ocas e opacas, perdendo-se na névoa da fumaça que subia aos céus, como a silhueta de uma prostituta cor de ébano lustroso em meio às lupercais do porto de Ostia.
Cartago destruída? Foi isso que Agripa ouviu? Como isso ocorreu? Quando? Será que enquanto os romanos eram destroçados em Canae, outra força atacava Cartago? Seria toda aquela mortandade cômica uma espécie de ardil macabro desenvolvido pelos sábios do senado?
Não, isso não podia ocorrer… Todas as forças estavam em Canae. A perda de sangue… Pensou. Sim, a perda de sangue e o calor estavam fazendo Agripa ter miragens. Talvez estivesse moribundo agora, em meio aos corpos dos demais, arrastando-se pelo chão enlameado como um porco e seu ventre aberto, imaginando-se em uma trilha de ouro e sonhos de grandeza, em direção aos Campos Elíseos.
Logo, uma nova miragem. Tratava-se de um homenzinho baixo, virulento e todo queimado, com bolhas vermelhas e pústulas abertas. Ele lhe apareceu como um fantasma lírico e apontou o dedo em direção a Cartago, em chamas. Com os olhos esbugalhados de dor e cólera, gritou-lhe:
– Vistes bem romano? Esse é o legado de sua civilização. Morte e destruição!! Essa é a herança de seu Império ardiloso!! Pax Romana… Os mortos estão sempre em paz, não é mesmo?
– Cala a boca, corno maldito!! Foram vocês que invadiram a Itália. Foi Aníbal quem trouxe a destruição para os campos da Campânia e da Sicília!!
Novamente bradou Agripa, febril, investindo contra o homem com seu gládio em punho, enfiando-lhe no ventre. A morte espreitou a planície novamente.
– Do que… Você está a falar? Falou-lhe o moribundo, caindo em seus braços.
– Cipião, o Africano venceu Aníbal, há mais de 50 anos atrás… Em Zama. Na batalha de Zama…
Agripa estacou na trilha e as imagens sumiram como que fugidias; a manifestação de uma mente destituída de razão. Foi quando ele percebeu que avançar na trilha significava avançar no tempo, um tempo que mostrava a glória do Império Romano, invencível e eterno, como deveria ser.
Afinal, não era Roma conhecida como a Cidade Eterna? Quem Aníbal pensava que era ao tentar romper com o destino manifesto de Próculo, aquele estimado cidadão que ouvira do próprio Rômulo em pessoa a declaração deste destino, logo quando o rei elevou-se a divindade?
Agripa estacou na estrada e gargalhou alto, gritando novas palavras aos ventos:
– Não há como nos vencer Aníbal! O destino romano é triunfar!! Por mais que venhamos a perder batalhas, nós sempre venceremos a guerra, ao final!!
Com as últimas forças sobre humanas que lhe restavam, Agripa levantou-se em meio à trilha e começou a correr, sempre em frente. Queria vislumbrar a vitória final de Roma sobre o mundo conhecido, o apogeu do Império Universal, um imperium sine fine.
Ele sabia agora que Aníbal seria derrotado por certo Cipião, o Africano, sabia também que Cartago cairia perante as forças romanas, sendo engolida pela língua de fogo de sua própria hybris.
Sim, mas ele queria vislumbrar mais, queria conhecer a força daquele Império, sentir cada momento inebriante da vitória. Observar a conquista da Grécia, da Hispânia, da Macedônia, do Egito e do Oriente Antigo, quem sabe da Britânia, tão longe e inóspita.
De súbito, ele estacou. Lembrou das palavras do romano, em cima do cavalo, diante de Cartago. Estás vendo Políbio? Cartago, em chamas. Só temo que um dia seja a vez de Roma. Queira os deuses que eu, Cipião Emiliano morra antes de minha Roma arder nas chamas de sua própria destruição, tal como os púnicos, outrora invencíveis estão vendo agora sua Cartago.
Palavras sábias ou apenas temores infundados?
E se o destino e a fortuna caminhavam sempre para um mesmo fim?
E se o destino de todas as cidades e Impérios fosse suas destruições, tal como outrora, o Império do grandioso Alexandre?
Menênio Agripa parou e fechou os olhos. Negou-se a caminhar novamente, decidindo voltar ao presente, onde o espírito romano estava alquebrado em meio à planície de Canae, ainda que provisoriamente. Ele decidiu que viveria o presente, sabendo que após aquele momento de derrota, Roma triunfaria.
O futuro distante? Bem, Agripa se negava a conhecer. Assim, não veria a queda do Império Romano perante os povos germanos do norte, no distante século V d.C.
A Trilha do Tempo desapareceu e Menênio Agripa permaneceu em meio aos corpos da derrota romana de Canae.
Ah, mas pensando bem… Que bela derrota fora aquela!!
Fim de mais um Capítulo.

Sobre textos e contextos
Por Marco Antônio Collares
O conto se passa em dois momentos diferentes da história de Roma. Iniciando na Segunda Guerra Púnica (218 – 202 a.C), quando as forças de Aníbal invadiram a Itália, com forças vindas da Espanha e da Numídia, norte da África. Não devemos esquecer que a famosa batalha de Canas, mencionada no conto, foi real, por se tratar de uma aula de estratégia, na qual o cartaginês esmagou 80 mil romanos. Aníbal poderia ter invadido Roma logo após, mas negou-se a isso, preferindo percorrer a Itália de modo a enfraquecer ainda mais uma cidade vencida. A máxima de Asdrúbal (não o irmão de Aníbal, mas um general), de que “ele sabia vencer uma batalha, mas não a guerra” foi narrada por Políbio, que escreveu a história da guerra. Caminhando na trilha, o personagem do conto entra noutro tempo, na Terceira Guerra Púnica (149 – 146 a.C), quando as forças romanas de Cipião Emiliano destruíram e incendiaram a cidade inimiga. O diálogo entre Cipião e o já mencionado historiador grego, Políbio é narrado por Catão e Varrão (autores do século II e I a.C, respectivamente). Importante mencionar que o conto é cheio de referências da sociedade, da história e da mentalidade romana. São elas:
“Na defesa de nossos maiores” era uma referência comum, significando a defesa dos costumes ancestrais, o mos maiorum, ou mores, de onde advém a palavra moral.
O ditador Fábius Máximus realmente existiu. Sua tática era simples; evitar confrontos diretos com Aníbal para enfraquecê-lo, afinal ele estava na Itália, terra romana, cheia de aliados romanos.
Os númidas, constantemente mencionados no conto eram parte da cavalaria cartaginesa. Eram negros africanos da Numídia, ao lado da região da Tunísia atual, onde ficava Cartago. Eram excelentes lanceiros e foram essenciais na batalha de Canas, contendo a cavalaria romana nas pontas da formação de ataque, de modo ao sucesso do cerco empreendido por Aníbal.
nobilitas era a elite patrício-plebéia formada ao longo dos séculos V – III a.C, com o casamento misto entre patrícios e plebeus.
As insulae, mencionadas no texto eram pequenos apartamentos locados para os pobres de Roma, normalmente insalubres e feitos de madeira, pegando fogo constantemente. Uma verdadeira ratoeira humana na periferia romana, onde os pobres moravam e onde os ricos ganhavam dinheiro fácil com aluguéis baratos.
O termo Cidade Eterna fazia parte de uma tradição referendada por Políbio, assim como o termo Imperio sine fine. No primeiro caso, Políbio afirmava o sucesso da constituição mista romana, baseada na mistura da monarquia, aristocracia e democracia, com seus magistrados, senado e assembleias, o segundo referendava a idéia de expansão contínua do Império.
Por fim, Próculo e o destino manifesto aparecem na tradição escrita de Virgílio e Tito Lívio. Tratar-se-ia do último cidadão a vislumbrar o rei lendário, Rômulo, antes de ele ascender à divindade e se tornar o deus Quirino, ou Jano Quirino, o deus das portas e passagens. Quando Roma estava em guerra, as portas de seus templos estavam abertas, o que fortalecia a ideia de uma cidade belicosa e que estava destinada a conquistar outros povos, segundo a tradição oral e escrita imperial.
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O Império Romano e a história de sua aparente invencibilidade: percursos e percalços – Parte II

30/11/2011 2 comentários

Foi Timeu de Tauromênio que primeiramente escreveu, em grego, um relato histórico de Roma e do ocidente, tornando-se fonte de informação para os historiadores posteriores ao século III a.C, incluindo-se o primeiro historiador latino, Fábio Pictor, bem como Políbio, escravo grego do círculo de influência dos famosos cônsules e Prínceps cipiões.

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Devaneios Literários

30/11/2011 3 comentários

Faço questão de divulgar  aqui um excelente blog de crônicas que está fazendo muito sucesso.

http://devaneiosliterarios.blogspot.com/

Blog que, inclusive já virou livro.

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Em Roma… (crônica II).

07/11/2011 3 comentários

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Na Trilha do Tempo

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– Aqueles malditos Númidas!! Bradou novamente, cheio de fúria e dor, devido ao talho na têmpora e ao ferimento na orelha. Que orelha?

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O Império Romano e a história de sua aparente invencibilidade: percursos e percalços – Parte I

30/10/2011 9 comentários

Normalmente nos deparamos com idéias consolidadas sobre alguns fatos da história ou mesmo sobre as características de certas sociedades ou “civilizações”. O Império Romano costuma gerar interesse entre nós por vários motivos: por sua aparente estabilidade político-militar, pela ostentação de seu poder frente aos povos conquistados, pelo pragmatismo de seus líderes, pensadores e políticos, pela eficácia de suas legiões e pela capacidade estratégica de seus comandantes militares, tais como Júlio César, Cneu Pompeu, Marco Antonio ou Caio Otávio (Augusto).

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As Crônicas de BenGarak: A ascensão do Guerreiro

26/10/2011 9 comentários

As crônicas dos recitadores renkarianos

relatam as aventuras e duelos de Vandreas BenGarak, 

que de simples filho de ferreiro da Comuna de Melkart, na Clareira Cinzenta,

tornou-se o mais reconhecido guerreiro dos domínios senhoriais do Continente Central,

até sua contenda contra Lorde Manshoon, o Cavaleiro Negro de Aturan,

entrando para o rol das lendas e mitos do velho mundo conhecido.

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